On Sun, 23 Sep 2001 16:09:13 -0300
Lisias Toledo <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

> > Hoje, um programador VB com experi�ncia ganha R$1500,00 e se ilude com
> > cursos e certifica��es que v�o lhe custar um belo naco de seu sal�rio.
> 
> Mas acima de tudo, ele ilude o empregador que acha que t� pagando por um
> profissional de primeira linha. E diga-se de passagem, ele t� ganhando
> 1500
> paus por m�s, mais que eu e o Thiago juntos, ambos usu�rios de S.L...
> 8-)

Aqui na lista gostam de alardear isso como uma coisa boa, entao eu digo:
VB virou commodity. Simples. Muita gente tem acesso, pessoas com
pouquissimo conhecimento de programa��o podem escrever nele coisas que
funcionam, e existe uma s�rie de cursinhos (a maioria de qualidade
duvidosa) de VB em 10 horas. Sem falar nos livros da s�rie Dummies :). 

Em termos de design de software o VB � uma ferramenta p�ssima. Mas virou
commodity. Ent�o, o dinheiro dispon�vel (uma constante) teve que ser
dividido entre a imensa massa de programadores VB (uma vari�vel). Mesmo
que no meio desses milhoes de programadores VB haja alguns milhares que
sejam leg�timos projetistas de software, eles acabam sendo nivelados por
baixo por causa da massa de subqualificados.

� exatamente isso que periga de acontecer com todos os programadores e que
eu estou repetindo vezes e vezes nessa lista e algumas pessoas nao
entendem (ou fingem que nao entendem e argumentam em circulos). Ao
contr�rio, alguns at� defendem a polariza��o do desenvolvimento na m�o de
um ou dois iluminados (estrangeiros, claro). O exemplo que foi dado de
gente trabalhando com software livre aqui no Brasil? Uma empresa que vive
de capital de risco que segue um modelo de neg�cios comprovadamente falho.
Vide experiencia das similares de l� fora. A unica diferen�a � que elas
sao listadas em bolsas de valores e como fazem boletins trimestrais, d�
pra sacar o tamanho do prejuizo.

Ent�o, s� posso assumir que o negocio de software livre segue o mesmo
modelo das pontocom. Espero estar errado, pq a argumenta��o da parte
contr�ria s� leva a essa conclus�o. Ou ent�o, para desanuviar um pouco meu
pensamento, um _unico_ exemplo de empresas no Brasil que _lucram_
significativamente desenvolvendo software livre seria suficiente para
reformular alguns pontos do meu raciocinio.

Nossa sorte � que ainda boa parte do esfor�o de programa��o ocorre fora da
computa��o convencional. Diria que 90%. 

Bom, isso j� esta off-topic e eu j� fui moderado. O ultimo a sair apague a
luz :). Continuemos em pvt.

Thiago

-- 
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