João Galdino,

 

Pois é, em diversos contatos percebo isso. Já ouvi um caso de muitos milhões de 
itens de configuração, e numa instalação que não é a "top" ou referência em seu 
segmento.  

Será que ...

Seria pelo fato do conceito de serviços ainda não estar muito bem sedimentado 
na empresa ? 

Seria pela desinformação / desconhecimento e conseqüente "medo" de deixar de 
fora um "ator" (IC) importante ?

A reação natural, entendo, seria: na dúvida, bota para dentro !

Quem sabe se pelo fato de durante a época em que apenas o ITIL V.2 imperava 
soberano e belo não existia entre suas Melhores Práticas uma que se 
concentrasse e contemplasse tão somente o Gerenciamento de Ativos de TI ?

Talvez esta lacuna seja parte da explicação desta postura.

Num artigo de agosto de 2008, Martin Thompson faz uma abordagem bastante 
interessante sobre este tema: "Total Number of IT Assets - The Most Basic of 
Metrics". 

E concordando com você, entendo que realmente, o que menos o CMDB se propõe a 
ser é um Banco de Dados, um DB. Provavelmente ele deve se valer deste cenário e 
desta tecnologia para facilitar as inúmeras e inimagináveis pesquisas e buscas 
realizadas por seus usuários especiais e administradores.   

 

Rui Natal

 

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De: [email protected] [mailto:[email protected]] Em nome de João 
Galdino Mello de Souza
Enviada em: quinta-feira, 5 de agosto de 2010 14:47
Para: [email protected]
Assunto: Re: RES: [itsm_br] CMDB - Características de uma Solução - Federação

 

  

Rui,

Ainda vejo nosso mercado encarando o CMDB como um inventário de software e 
hardware. Temos
que tentar abstrair do DB do nome e deixar de achar que é apenas um banco de 
dados e usá-lo a
nosso (negócios e TI)

Joao Galdino

Rui Natal wrote: 

          

        João Galdino,

        Mais clara e límpida não poderia ser a sua exposição.

        Adorei o texto e os trechos sobre "...mapeamento...", "...impacto...", 
"...relacionamentos...", "...mastigando números em planilha..."

         

        Abração.

         

        Rui Natal

         

        
________________________________


        De: [email protected] [mailto:[email protected]] Em nome de 
João Galdino Mello de Souza
        Enviada em: quinta-feira, 5 de agosto de 2010 10:06
        Para: [email protected]
        Assunto: Re: [itsm_br] CMDB - Características de uma Solução - Federação

         

          

        Caro Cohen e amigos da lista,
        
        Eu posso dizer que tenho orgulho do meu CMDB. Por que não utilizamos o 
        CMDB apenas como repositório
        das informações para fazer análise de risco/impacto de mudanças, mas 
        como utilizamos para, por exemplo,
        mapear todas as dependências de um determinado componente e usar essa 
        informação (no tratamento de
        incidentes) para o escalonamento hierárquico, notificação de áreas 
        clientes impactadas por uma determinada
        falha de um item de configuração. Além disso, conseguimos extrair 
        informações de análises de custo não somente
        dos equipamentos mas também de quais áras do suporte estão envolvidas e 
        usar essa informação para o
        rateio dos custos entre as áreas de negócio, permitindo um cálculo de 
        TCO muito mais preciso. Conseguimos
        também pelos relacionamentos no CMDB mapear problemas, erros conhecidos 
        e mudanças que ocorreram em
        toda uma árvore de relacionamentos, tendo uma visão muito mais completa 
        de todo o ambiente e não mais míope
        baseada em apenas um ítem de configuração. Conseguimos também agregar 
        informações de disponibilidade de toda
        uma árvore de ítens de configuração para ter o cálculo feito de forma 
        automatizada e sem a necessidade de se
        ficar mastigando números em planilhas.
        
        Com todo esse uso e benefícios que extraímos do nosso CMDB podemos 
        justificar o investimento que fizemos e que
        continuamos fazendo para ter novas utilizações para as informações que 
        temos armazenadas.
        
        Além disso, não estamos parados. Novos relatórios e usos do CMDB são 
        identificados por toda a equipe de TI,
        e não somente pelo service desk, analistas de nível 1, nível 2, 
        coordenadores, gestores e até mesmo áreas clientes.
        Sim, usamos ferramentas pagas, mas a maior parte do uso do CMDB foi 
        imaginada, construída e moldada para
        as nossas necessidades (de negócio e de TI). Portanto, na minha 
opinião, 
        nós de TI e que trabalhamos com
        gerenciamento de serviços precisamos pensar mais fora da caixa, sermos 
        criativos e começarmos a usar a
        informação que podemos ter com a ferramenta que temos. Se ficarmos 
        esperando fornecedores de ferramentas
        ou desenvolvedores de software livre resolverem um problema que é 
nosso, 
        é melhor esperarmos sentados.
        
        Atenciosamente,
        
        João Galdino

 



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