Caro Cohen e amigos da lista, Eu posso dizer que tenho orgulho do meu CMDB. Por que não utilizamos o CMDB apenas como repositório das informações para fazer análise de risco/impacto de mudanças, mas como utilizamos para, por exemplo, mapear todas as dependências de um determinado componente e usar essa informação (no tratamento de incidentes) para o escalonamento hierárquico, notificação de áreas clientes impactadas por uma determinada falha de um item de configuração. Além disso, conseguimos extrair informações de análises de custo não somente dos equipamentos mas também de quais áras do suporte estão envolvidas e usar essa informação para o rateio dos custos entre as áreas de negócio, permitindo um cálculo de TCO muito mais preciso. Conseguimos também pelos relacionamentos no CMDB mapear problemas, erros conhecidos e mudanças que ocorreram em toda uma árvore de relacionamentos, tendo uma visão muito mais completa de todo o ambiente e não mais míope baseada em apenas um ítem de configuração. Conseguimos também agregar informações de disponibilidade de toda uma árvore de ítens de configuração para ter o cálculo feito de forma automatizada e sem a necessidade de se ficar mastigando números em planilhas.
Com todo esse uso e benefícios que extraímos do nosso CMDB podemos justificar o investimento que fizemos e que continuamos fazendo para ter novas utilizações para as informações que temos armazenadas. Além disso, não estamos parados. Novos relatórios e usos do CMDB são identificados por toda a equipe de TI, e não somente pelo service desk, analistas de nível 1, nível 2, coordenadores, gestores e até mesmo áreas clientes. Sim, usamos ferramentas pagas, mas a maior parte do uso do CMDB foi imaginada, construída e moldada para as nossas necessidades (de negócio e de TI). Portanto, na minha opinião, nós de TI e que trabalhamos com gerenciamento de serviços precisamos pensar mais fora da caixa, sermos criativos e começarmos a usar a informação que podemos ter com a ferramenta que temos. Se ficarmos esperando fornecedores de ferramentas ou desenvolvedores de software livre resolverem um problema que é nosso, é melhor esperarmos sentados. Atenciosamente, João Galdino
