Jorge,

 

Concordo com você e endosso com um exemplo prático, de um projeto que
liderei a uns quatro anos atrás, junto com o Cesar Monteiro da IT Partners
(Grande Cesar!).

Em uma grande corretora, que posteriormente passou por uma fusão com uma
outra grande, gerenciei o projeto que foi case do ITSMf:

Propus a implementação de um processo que integrasse bem as equipes da
central de serviços com as equipes de infra e sistemas. Existiam mais de 30
sistemas espalhados e desenvolvidos por 4 diferentes equipes.

A primeira coisa que fizemos foi unificar a gestão de incidentes (boa
prática básica que serviu bem para aquela empresa). Aproveitando a
iniciativa concomitante do RH, de criação de um programa de gestão por
competências, incluímos nas competências avaliadas nos desenvolvedores e nos
especialistas de infra, e nas suas obrigações, a responsabilidade por passar
conhecimentos técnicos para o pessoal do primeiro atendimento.

O pessoal do primeiro atendimento, por sua vez, foi instruído a passar o
chamado para o nível especialista, mas acompanhar o seu tratamento do início
ao fim, e o principal, anotando em seu caderninho como este chamado era
tratado!

O pessoal do primeiro nível foi instruído para que ao final do processo
registrasse todas as suas anotações em uma base de dados (ainda
desestruturada). Se não era registrado imediatamente, as duas últimas horas
da semana daquele analista deveriam ser utilizadas para registrar as suas
anotações na base de conhecimento. O “coaching” conjunto da consultoria com
o líder da central de serviços foi muito importante para garantir que isso
acontecesse. 

O fato é que cada pessoa tem um jeito de escrever, um nível próprio de
detalhar, etc...  no primeiro momento da implantação e sempre que alguém
novo interar a equipe o líder da central de serviços deve ter olhos e
atitude focada em ensinar os atendentes a escrever detalhes, inclusive
técnicos, sobre o atendimento de uma forma padronizada (não só do que foi
dito pelo cliente, mas também do que foi feito pelos especialistas de
segundo nível)

Sim, nossa opção foi por provocar os atendentes de primeiro nível a buscar o
conhecimento e aumentar a integração entre as duas equipes, pois
dificilmente o especialista de segundo nível iria mudar o seu hábito de
resolver tudo sem documentar, mesmo que incluíssemos aquilo nas obrigações e
indicadores de performance deles. Alias, isso foi feito, posteriormente.

 

(Tempo para uma reflexão sobre a afirmação: Não é só desenhar processo e
implementar ferramentas J)

 

A flexibilidade dada ao processo possibilitou que contornássemos o problema
freqüentemente encontrado em todas as empresas, que não era diferente
naquela empresa: o primeiro nivel não tinha tempo para registrar os
incidentes imediatamente.

Assim, era obrigação dos “jovens atendentes de primeiro nível” , aspas pois
isto é uma realidade no mercado, realizar o registro, com o mínimo de ordem
e padrão possível, em uma base de dados.

Processo amadurecido, destacamos um membro da equipe especialista, que
navegava bem entre as duas equipes, de infra e de sistemas, para utilizar
todo o seu tempo garimpar nos registros passados e atuais as soluções mais
freqüentes (definitivas ou não), o ITIL dá um nome para isso, vocês lembram?

Também incumbimos este especialista de criar um padrão de registro dos
incidentes que melhor o ajudassem propondo alterações para o gerente da
central de serviços (com isso criamos a parceria que queríamos)...

Como segundo passo, acrescentamos em suas responsabilidades o dever de
analisar estes registros e as soluções mais frequentes, propondo mudanças
para aquelas soluções de maior impacto e probablidade de ocorrer..

Bom, o exemplo que dei mostra que um fio puxa o outro, uma necessidade puxa
a outra, e se bem orquestradas, a empresa não para de melhorar o seu sistema
de gestão e a qualidade dos serviços de TI.. e os resultados do seu
negócio..

Muita coisa veio depois do que descrevi acima e o resumo dos resultados
iniciais, alcançados em apenas 2 meses, podem ser vistos na apresentação, do
seguinte link: http://slidesha.re/aLjWpC

 

Um grande abraço

Gustavo Lens Minarelli

Gerente de Projetos Estratégicos

governança-riscos-compliance

011 9393 3832

021 9486 6505

 

 

From: [email protected] [mailto:[email protected]] On Behalf Of
Roberto Cohen
Sent: quarta-feira, 30 de junho de 2010 09:10
To: [email protected]
Subject: Re: [itsm_br] Re: Gerenciamento de Problemas

 

  

Jorge, 

 

Pitacos na questão da documentação.

 

É preciso ter um administrador da base de conhecimento.

 

Em tempo integral, parcial, sei lá, mas alguém tem que "tomar conta da
garrafa",

como dizia uma antiga propaganda.

 

E, claro, ele precisa seguir um método, um processo. Que vai desde a captura

de algo novo até a divulgação. 

 

E que envolve também debate com os usuários da mesma, caso contrário ele
fica 

feito uma maquineta publicando soluções e todo mundo na outra ponta fazendo 

malabarismos pra encontrá-las.

 

Abraços


Cohen

 



 

2010/6/29 jperussi78 <[email protected]>

  

Aldo,

Tenho uma dúvida, como a solução (de contorno ou difinitiva) volta para a
Central de Serviços? Os grupos solucionadores tem um processo de alimentação
contínuo da Base de Conhecimentos? Para que, em um próximo atendimento, a
Central de Serviços tenha a solução em mãos e não precise repassar o
chamado?

Vejo que a documentação das soluções adotadas é o grande dificultador, já
que o chamado é encerrado e não há um registro de fácil acesso para ser
consultado posteriormente.

Jorge Guimarães 



--- In [email protected] <mailto:itsm_br%40yahoogroups.com> , Aldo
Silva <aldo...@...> wrote:
>
> Também concordo vou dar um resumo o que acontece aqui no trabalho, vou me
> basear em incidente grave.
> 
> Quando a Central de serviços recebe um chamado de indisponibilidade, uma
> Home fora por exemplo (que causa impacto). A Central de Serviços informa a
> equipe de operações abrindo um registro que chamamos de Incidente Grave ,
A
> equipe de operações identifica o problema e aplica a solução ou não, se
não
> consegue identificar aciona a equipe 2 nível, independente de resolver ou
> não a Central de Serviços tem obrigação de abrir um outro registro que
> chamamos de Analise de Incidente , na qual é direcionado para Gerencia de
> Problemas nele vai ser analisado o porque a Home saiu do Ar, Se é problema
> na aplicação , Hardware ou infra, Identificado o erro (ex: bug weblogic) ,
é
> direcionado para gerencia de mudança agendar uma atualização, por ai vai ,
> Neste processo está voltado a encontrar os erros conhecidos, identificar
> soluções alternativas para eliminar os erros conhecidos, levantar as
> solicitações de alteração no caso de ser necessária uma alteração para a
> solução dos problemas identificados , Verificar se após executar a solução
> de um problema o erro desaparece.
> 
> O gerenciamento de problemas também é um processo pró-ativo, ou seja, os
> problemas são identificados para serem solucionados antes de ocorrer o
erro.
> 
> Esse processo variam de empresa para empresa , não significa o que é
> implementado na minha vai funcionar na sua.
> 
> 
> 
> Abraços
> *Aldo Silva*
> 
> *Globo.com** :: Tecnologia*
> *(21) 2125-2023 - yahoo:aldorj2003*
> *securityofficer.wordpress.com <http://securityofficer.wordpress.com/> *
> 
> 
> 
> Em 26 de junho de 2010 09:57, Roberto Cohen

> <roberto.cohen....@...>escreveu: 


> 
> >
> >
> > Pô,
> >
> > Mas aí é sacanagem.
> >
> > Por isso que formamos uma lista: para COMPARTILHAR
> > experiências, conhecimentos etc.
> >
> > EL Cohen
> >
> >
> >

> > 2010/6/25 DANIEL FILHO <dmsfi...@...>
> >
> >
> >>
> >> Jorge,
> >>
> >> se vc podemos trocar informações em particular: dmsfi...@...
> >>
> >> --- Em *qui, 24/6/10, jperussi78 <jperuss...@...>* escreveu:
> >>
> >>
> >> De: jperussi78 <jperuss...@...> 


> >> Assunto: [itsm_br] Gerenciamento de Problemas
> >>
> >> Para: [email protected] <mailto:itsm_br%40yahoogroups.com> 
> >> Data: Quinta-feira, 24 de Junho de 2010, 14:53
> >>
> >>
> >>
> >> Sou coordenador de equipes de suporte a mais de 5 anos e atualmente
> >> coordeno um Service Desk que atua para uma empresa aérea e nós, eu e
meu
> >> cliente, estamos procurando maiores informações sobre o processo de
> >> gerencimento de problemas. Já que consideramos que o Gerenciamento de
> >> Incidentes está implementado.
> >> Vocês teriam algum "case" para servir de benchmarking para nossa
operação?
> >> Estou recorrendo a um grupo de discussão pois vejo que poucas empresas
> >> possuem um gerenciamento de problemas ativo e funcional.
> >>
> >> Agradeço a todos pela atenção.
> >>
> >> obrigado,
> >>
> >> Jorge Guimarães
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>
> >
> > 
> >
>

 



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