Bom dia a todos, Como acompanhei parte das negociações, tanto as fechadas como as abertas, gostaria de ajudar com alguns esclarecimentos aqui, tomando por base a colaboração do Luiz, que seguiu na direção certa dos fatos.
2011/6/7 Luiz Carlos <[email protected]> > Olás, > > Este um tema que está "muito quente". Pululam textos aqui e acolá tentando > interpretar atitudes, adivinhar o futuro. As listas de discussões estão a > mil, desinformação, confusão generalizada, nenhum norte. Listas fechadas > também discutem a questão nas diversas entidades envolvidas, estas com mais > seriedade e clareza, mas se não temos acesso o que fazer? Por enquanto temos > fatos e especulações: > > 1 - A Oracle doou o código do OpenOffice.org e a marca para a Fundação > Apache; > Aqui o objetivo direto foi afrontar a TDF e dizer para todos "ignoramos vocês! Faremos apenas o que nos interessa comercialmente!". > 2 - A Oracle escolheu bem para quem doar, numa jogada com a licença do OOo > e da ASF, com objetivos claros de impedir que as comunidades TDF e OOo se > unissem em torno do LibreOffice. Há interpretações outras segundo as quais a > Oracle deu o código com uma mão para pegar mais tarde com a outra sem, > contudo, ter que arcar com qualquer ônus. A Oracle, mais uma vez, não deu a > mínima para os desenvolvedores e colaboradores da comunidade OOo, > conversando com as partes envolvidas da ASF e IBM e anunciando a "doação", > pegando todos de surpresa. > Nestas negociações, a IBM já está presente deste a época do surgimento da TDF, no ano passado. Na verdade, a IBM já ficava rondando ora a Oracle, ora a TDF, para avaliar qual seria o melhor local para extrair e "colaborar" com o código, para benefício direto do Lotus Synphony. Recomendo para vocês que apenas experimentem esta versão "cover" do OpenOffice, para avaliarem porquê eles precisam de auxílio no desenvolvimento. Fiz parte do programa "Global Services" da IBM por um ano. Tempo suficiente para saber que a IBM, de tempos em tempos, se volta para o mercado e depois se fecha em sua casca! Ou seja, busca lá fora o quê interessa, trás para dentro da casa, "refaz a roda" da forma como "eles" julgam ser a melhor maneira, e levam para o mercado como um produto novo! As vezes funciona, as vezes não. No caso do Lotus Synphony, nunca funcionou! Este movimento da Oracle também teve forte influência da IBM, por conta de inúmeros acordos entre as duas empresas, que determinam que, em caso de abandono de um projeto que seja de interesse da outra, as duas conversem antes de que qualquer decisão seja tomada. E a TDF acompanhou isso, para tentar mostrar para a IBM que para a imagem comercial dela, bem como para a comunidade de SL, a IBM deveria direcionar seus esforços em torno do LibreOffice, sem "refazer a roda". > 3 - A postura da TDF foi sempre conciliatória desde sua fundação em > Setembro de 2010, solicitando à Oracle a doação da marca para a TDF. O fato > é que nunca conseguiu falar com a Oracle, neanhuma resposta foi dada, a não > ser um email dizendo à época que a Oracle continuaria a desenvolver o > OpenOffice.org, uma mentira deslavada como podemos comprovar agora. A TDF > continua tentando unir a comunidade OOo/LibO, dessa vez, conversando com o > pessoal da ASF. > Esta observação sobre a TDF, assim como as outras, está correta. Tanto é verdade que o Jim Jagielski, co-fundador e atual presidente da ASF, se cadastrou em algumas listas da TDF, para responder e para participar. Foi bem recebido por uns, por outros, não. > 4 - A ASF teve a seguinte postura: Se o pessoal da TDF quer unir as > comunidades então que venham todos para cá e se sujeitem à licença da ASF; o > que seria um grande retrocesso, na avaliação dos entendidos. Esse fato, nos > faz pensar que a Oracle pode ter dado orientações restritivas contra a TDF > para a Fundação Apache (eu estou pensando isso!!); > O Jim, nos últimos emails dele, na lista da TDF e na lista da ASF, dá alguns sinais de um "caminho do meio", para estabelecer relacionamento com a TDF. Isto é um claro sinal de que ele sabe que não existe comunidade OpenOffice e, desta forma, não existirá comunidade "Apache OpenOffice". Se houveram orientações restritiva contra a TDF? Absolutamente! A Oracle até hoje não digeriu a ruptura que originou a TDF. Na realidade, sempre foi muito conveniente para eles ter a hierarquia que a Sun estabeleceu para a comunidade, com todos os seus níveis semelhantes aos de uma empresa, e que a Oracle desejava profundamente manter. De acordo com um dos desenvolvedores da unidade Hamburgo, a Oracle não quiz, não quer e não vai negociar com comunidades, onde terá que falar com várias pessoas, para buscar um consenso para as linhas de desenvolvimento. Consenso este que busque o bem maior da comunidade. O que a Oracle não percebeu (talvez por miopia) é que a comunidade também vive no mundo real, trabalha em empresas privadas e de governo, espalhadas pelo mundo. Se esta comunidade gosta do produto, ela recomenda. Ou seja, nem como produto, a Oracle conseguiu visualizar o OpenOffice. > 5 - Finalmente, sobre a licença da ASF ( O Paulo já fez inclusive um bom > comentário sobre as diferenças entre as licenças) ela me parece mais > permissiva do ponto de vista comercial. E o "permissivo" aqui pode gerar uma > certa confusão. Para entender o caso, alguém já comparou a licença da ASF > com a licença do Freebsd e do LibO com o do Linux. > > Meus 0,02...e posso estar redondamente errado!! ;) > Não, não está errado. Ao contrário, apontou para a direção certa. Peço apenas a compreensão de todos, por trazer estas informações apenas agora. As vezes, em negociações, o silêncio é ouro. Abraços. 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