Cláudio Sampaio wrote:
2013/6/8 Hudson Flavio Meneses Lacerda<[email protected]>


Minha hipótese mais otimista é que ele existe e é atuante, porém fora de
listas de discussão pela internet, especialmente fora desta, por ter
sofrido "reset". Alguns podem atualmente preferir usar redes sociais (mesmo
que sejam aquelas teias pegajosas), abandonando o uso do correio
eletrônico. (Não freqüento nenhuma rede social digital, então não faço nem
idéia do que ocorre nelas.)

Sim, é isso. Todos os bons debates acabam acontecendo nelas. Ficar fora
delas, ainda que seja um "compromisso ruinoso", também trabalha contra o
movimento porque te impede o contato com as pessoas e participação nesses
debates. Assim, o ponto de vista da liberdade de software nunca é levado ao
grande público e, pior, quem o advoga, já que vira algo tão raro, acaba
recebendo pecha de "esquisito", fora da realidade, eremita digital. Aliás,
nem precisa ir tão longe: quer ver olhares de estranheza? Diga que não
gosta de netflix e nunca o experimentaria porque ele usa DRM.

Oi Patola,

Nunca ouvi falar em netflix (é de comer ou passar no cabelo?), mas se ele tem DRM com certeza eu nunca o usarei.

Minha situação é tal como você descreveu: minha maneira de usar computador é tão "não recomendável" para indicar a outras pessoas (linha de comando, fluxbox sem aditivos, scripts e teclas de atalho personalizados), que eu sei que não posso servir de modelo (eu teria que estudar para aprender como se faz algo no gnome ou no kde). E eu nem sequer entraria para a Diaspora*, pois não encontrei ainda nenhum motivo para usar redes sociais. Então, tem certas coisas das quais minha propaganda seria fraca, pois de trata de coisas que eu mesmo não uso.

Porém, há vários problemas que ameaçam os direitos humanos através de meios tecnológicos, e esses problemas estão ficando gravíssimos. Ainda não sei exatamente como agir, mas, como eu disse, não acho inadmissível que se usem aquelas redes sociais perversas (Facebook), desde que seja incluindo como meta tirar outras pessoas de lá -- e sair dela o quanto antes. Estou pensando primeiramente em atividades presenciais, pra não ter que entrar nesses ambientes -- outras pessoas que já estão neles poderiam reverberar informações.


Não é muito legal a situação em que nos encontramos, mas acho que meio que
inevitável. Quem ganha algum poder acaba o usando pra algo. E o poder de
agregação de comunidades é algo muito potente.


Você vê nisso algo similar ao uso temporário de Unix pelo RMS para iniciar o GNU? Ou como motins no interior de uma prisão perpétua?

Hudson






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   tão "rápido" (sic),
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         tão "confiável" (sic),
que
      o  resultado  oficial
das eleições de novembro de 2012
   só saiu (parcialmente) em
          MAIO de 2013
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