Em 25/02/09, Alexandre Oliva<[email protected]> escreveu: > On Feb 24, 2009, Ricardo Bánffy <[email protected]> wrote: > > > 2009/2/23 Alexandre Oliva <[email protected]>: > >> E desde quando baixar é violar copyright? > > > Baixar sem autorização do detentor do copyright é. > > [citation required]
[law required?] (virou modinha agora ficar pedindo isso em inglês?) > Sei que há uma porção de gente que acredita na propaganda da indústria > editorial a esse respeito. Mas nunca vi alguém ser condenado, ou mesmo > processado, por baixar obras da Internet. Processado sim, condenado já é mais difícil... > Já vi processos por distribuir obras, e há processos em andamento por > disponibilizar obras, mas nunca por recebê-las. A disponibilização não é distribuição? Sei que disponibilizar não necessariamente implica em que alguém copie, mas disponibilizar não implica a intenção de distribuir implícita no ato de disponibilizar? Afinal, se eu não quero distribuir, não disponibilizo e pronto. > > Uma porção razoável dos baixadores baixa músicas que eles poderiam > > comprar na loja da esquina. > > A lei de direito autoral não diz "é violação quando se recebe uma cópia > que poderia ter sido comprada na loja da esquina". > > De fato, não vejo lugar nenhum que diga que receber uma cópia sem ter > pago por ela seja violação. > > Já pensou se fosse? > > Zé -- Aí, mano, ó o CD que eu comprei na loja da esquina pra você! > > Mano -- Ah, não, Zé. Desse jeito eles me pegam! > > Nascimento -- Perdeu, perdeu, vão os dois pro xilindró! Uai, pela sua lógica o Mano não vai, afinal de contas, ele só recebeu o CD. Aliás, pior ainda, o outro não foi na loja da esquina? Ou o CD que ele comprou lá era pirata? > Será que quem lê livros nas livrarias, sem pagar pelos livros, está > cometendo um crime? Será que a livraria, ao permitir que os clientes > leiam sem comprar, estão cometendo um crime? Essa prática é bem comum > nos EUA (Estados Unidos dos Advogados) Qual? O crime ou a leitura consentida? Aqui tb é normal ver as pessoas lendo em livrarias, muitas delas com café dentro para você sentar e ler (e tomar um cafezinho). > > Ainda assim, melhor baixar do que comprar do camelô. > > Interessante... Você defende o direito de a indústria cercear as > pessoas para supostamente remunerar o autor, que criou sua obra num > lampejo, mas acha que o camelô, que passa todos os dias trabalhando, não > merece remuneração? Tem razão. O traficante também está trabalhando, pô! Vamos remunerar ele também. Tarefa de hoje: compre drogas e remunere essa classe. Grande parte dos produtos vendidos por camelôs ou são contrabandeados ou são piratas ou piratas contrabandeados. Vamos remunerar as atividades ilegais, vamos remunerar e ajudar eles a comprarem submarinos para o contrabando ficar mais fácil. Vamos lesar a receita federal. O país tem muitos impostos? Tem, claro, um absurdo, mas deixar de pagá-los faz com que outros que tem trabalhos honestos tenham que pagar por eles, aumentando mais os impostos de quem paga. E o problema não é nem tanto o recolhimento dos impostos, mas o mal uso dos mesmos. Só que aí a coisa toda já fica off demais... > Qual a diferença? O camelô tá trabalhando pra quem produz cópias da > obra, do mesmo jeito que o autor. São ambos subjugados e explorados por > patrões cujas receitas provêm justamente da venda de cópias. Qual a > diferença? Por que um merece remuneração e o outro não? Ou sua posição > é que nenhum dos dois merece, como no sistema vigente hoje? Porque um é o criador do material, e o outro apenas está explorando o trabalho do outro, sem pagar por ele. Se for nessa lógica, vamos invadir os servidores da Red Hat, pegar o que é proprietário, e disponibilizar sem pagar lhufas pelo trabalho que você desenvolve para eles, Oliva. Mas, vamos fazer isso sem sua autorização, ou da Red Hat. Pimenta no olho dos outros é refresco, né? > > Pelo menos não dá dinheiro pro crime organizado. > > Isso é lógica circular. A suposição é que, se é crime, está errado, e > por isso deve ser proibido. As perguntas que ficam no ar são: tá errado > mesmo? Deveria mesmo ser proibido? Por quê? Pode ser que sim, pode ser que não. A questão é que se você deixa de remunerar todo mundo que produz trabalhos artísiticos (ou científicos, ou o que for) em breve não terá mais produção nenhuma, porque ninguém vive só de glória, só de nome. > Tipo assim, adultério, até pouco tempo atrás, era crime. Segundo essa > lógica, está errado e portanto, deveria ser proibido. Não poderia ter > sido descriminalizado. É por aí? Que pode ser discriminalizado pode, é a evolução da lei, do Direito, etc etc etc, mas isso não justifica cometer crime enquanto não deixa de ser crime. > Imagine o mesmo raciocínio aplicado às estradas de rodagem. Até pouco > tempo atrás, a velocidade limite não podia ser superior a 100Km/h em > estrada alguma. Portanto, estabelecer um limite superior está errado, > pois era proibido, e portanto não poderiam sequer ter considerado > alterar a lei para refletir a melhoria nas condições de segurança de > algumas estradas, permitindo que o tráfego a 120Km/h fosse realizado com > alguma segurança. Não necessariamente. Nesse caso temos que há hoje muito mais segurança nos veículos que havia há anos atrás. Pegue um pálio e faça uma curva em alta velocidade, o carro segura, agora pegue um fusca e faça a mesma curva na mesma velocidade, o carro capota. > > Dá pras telcos. Mas acho que, dos males, é o menor ;-) > > Melhor dar "emprego" pras máquinas que prensam CDs e DVDs pra essas > multinacionais, que pro nosso povo sofrido? Esse discurso seu justifica facilmente o tráfico de drogas nas favelas. O povo é sofrido, está sem emprego, porque não roubar? Porque não traficar? > Aumentar ainda mais a > concentração de poder nas mãos das telcos, ao invés de disseminá-lo > entre nossa população? Alô? E me diga Oliva, você acessa a internet como? Ou seja, você quer acessar a internet para baixar, mas não tem conexão... e agora? Vai roubar a internet do vizinho? Digo, compartilhar sem pedir para ele? Sem achar que você tem que pagar uma parte da conta? E ainda achar que está certo? -- ================================= Pablo Santiago Sánchez Análise e Desenvolvimento de Sistemas Web Zend Certified Engineer #ZEND006757 [email protected] (61) 9975-0883 http://www.corephp.com.br "Quidquid latine dictum sit, altum viditur" ================================= _______________________________________________ PSL-Brasil mailing list [email protected] http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil Regras da lista: http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil
