Viva,Claro que cada um de nós fará a sua própria leitura, mas o Ramsey está 
nitidamente a puxar a brasa à sua sardinha e eu tenho de discordar e alertar 
para o perigo desse tipo de discurso, não só como funcionário publico (cuja 
função é defender o interesse publico) mas principalmente como cidadão!
Não tenho nada contra e até sou a favor das plataformas colaborativas, como o 
OSM,  GitHub, Wikipedia e afins. São grandes exemplos de cidadania e 
ferramentas importantes de troca de informação e de grande utilidade para os 
cidadãos. E tenho feito esforços para que entidades públicas APOIEM E 
CONTRIBUAM alimentando-as com alguns dados oficiais.

O que é errado no discurso é misturar as coisas e chamá-las de alternativas às 
plataforma oficiais. Quem nos garante que daqui a 1 ano a CartoDB existe? Ou o 
GitHub não altera os termos de utilização? A própria Wikipédia já por diversas 
vezes esteve para fechar. Por diversas razões e a minha experiência diz-me para 
não confiar muito nesses projetos e a não aceitar que a defesa do interesse 
publico possa estar dependente deles.
Mas qual é o perigo desse tipo de discurso?
 Foram as agências de rating e o FMI/Troika que decidiram que Portugal era 
"lixo" e convenceram a maioria dos Portugueses, com discursos desse tipo, a dar 
"carta branca" aos populistas para "cortar fundo nas funções do estado". 
Assistimos a um sério e preocupante enfraquecimento deliberado das instituições 
publicas, quer por corte dos seus recursos (financeiros e humanos) quer por 
fortalecimento artificial das "alternativas" privadas! O resultado está à 
vista... para quem o quiser ver.

"We can't use OSM. Because: the law"A lei como um entrave à evolução é mais uma 
mensagem errada e perigosa. Se a lei o impede é porque existem razões que estão 
na base da lei que o impedem. Se essas razões já não são válidas então vamos 
todos exigir à assembleia que mude a lei!
Imaginem que um de nós decide que os ingleses é que estão certos e que devíamos 
circular na rua do lado esquerdo. E como não compreendia a razão porque se 
decidiu andarmos todos pela direita, achava-se de plena razão e começava por 
iniciativa própria a circular na estrada pela esquerda... sem antes convencer 
todos os outros a fazer o mesmo. Não ia correr bem...!

E foi essa "maldita inercia" da lei (neste caso a constituição da republica) e 
as instituições públicas (tribunais) que fizeram frente e evitaram um desastre 
ainda maior ao saque que Portugal foi alvo nos últimos 4 anos! E só não nos 
defenderam mais porque a instituições publicas estão completamente de "rastos" 
e é bom que as pessoas percebam que é preciso fortalece-las de recursos e 
pessoas, pois são as únicas que defendem verdadeiramente o interesse dos 
cidadãos!
Se ele agora trabalha para a CartDB e acredita no projeto, ainda bem para ele! 
Mas que vir com este tipo de apresentações tentar angariar clientes do estado 
para a CartoDB... tenha lá paciência, não vamos nessa!
E já agora aqui ficam alguns links de plataformas públicas que todos nós 
cidadãos e contribuintes temos investido e que finalmente começam a dar 
resultados. Cumpre-nos agora usá-los e ajudar a melhora-los, tal como fazemos 
com as ditas "alternativas":
Portal de dados abertos da União Europeia
https://open-data.europa.eu/pt/data
Geoportal do INSPIRE
http://inspire-geoportal.ec.europa.eu

Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG)
http://snig.dgterritorio.pt/portal/

Dados abertos das Instituições Publicas 
Portuguesashttp://www.igeo.pt/DadosAbertos/Listagem.aspx

    Cumprimentos,Ricardo Pinho


    Em Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016 21:09, Alexandre Neto 
<[email protected]> escreveu:
 

 Boa noite,Não foi essa a leitura que fiz da apresentação.  Não me parece que a 
mensagem do Paul Ramsey fosse a do ataque às instituições públicas e à 
qualidade da sua informação. Antes, e como tu próprio o disseste, que as 
instituições se têm de adaptar à realidade actual. Para tal - entre outras 
coisas? - devem garantir a difusão alargada dos seus dados, para que os mesmos 
sejam amplamente utilizados e assim tornando-os mais relevantes para os 
cidadãos.O que ele diz,  é que se isso não acontecer,  a sociedade civil acaba 
por se virar para alternativas colaborativas. Alternativas essas que, por já 
estarem bem implementadas (em alguns países), até podem servir para ajudar a 
distribuir os dados oficiais.E que bom que era termos um cadastro...Mas sim, 
creio que também por cá as coisas irão mudar. Não sei se será já para 2016. Mas 
lá chegaremos.Cumprimentos, 
Alexandre
A 19h31 Sex, 8 de Jan de 2016, Ricardo Pinho <[email protected]> escreveu:

É bom que peça desculpa, pois desta vez o ramsey foi uma desilusão.
É compreensivel, o ponto de vista dele mudou, e a nossa opinião tende a mudar 
quando muda o nosso ponto de vista.
Vivemos tempos cada vez mais populistas, 
onde uma mentira repetida por muitas pessoas se torna uma grande verdade,como é 
o caso das agencias de ratting.
ou quando muitos likes significa muito cool,como é o caso do facebook.
O que o Ramsey parece estar a dizer é que muitos likes = muito relevante 
então também devemos acreditar em sondagens que erram sempre?!
E pergunto, se a informação produzida por entidades publicas ou orgãos oficiais 
são irrelevantes ou estão em declinio,Então porque os relatórios e publicações 
do INE são tão credíveis?Ou será que querem trocar os relatórios do INE por 
PivotTables de posts de facebooks ou coisas afins, e tomar decisões com 
implicações nas nossas vidas, no nosso futuro, nas nossas finanças, baseadas em 
likes?
 E já agora, se OSM tivesse o nosso cadastro predial, porque não usa-lo para 
imprimir uma planta de localização ou para calcular a área do terreno que 
queremos vender? Quem garante a fiabilidade do mapa? E que o próprio não 
deturpou o mapa por interesse próprio? e que o vizinho também o tentou fazer? 

Quando toca a interesses individuais/pessoais não se fiem em "auto-regulação", 
não funciona! 
Imaginem um jogo de futebol onde o arbitro é substituído por um sistema de 
votos dos espectadores... 
o resultado seria o mesmo do "the voice".
Concluindo, não caiam no erro de menosprezar o papel da entidades publicas e a 
importancia/relevancia da informação oficial que produzem.
Agora há muito a fazer para adaptar as entidades publicas à nova era da 
informação, da transparência e abertura?
SIM É VERDADE! 
Acredito que 2016 será um ano de grandes mudanças no SIG nacional, perante a 
nova postura do SNIG e a adesão aos dados abertos e ao software livre...
HAJA ESPERANÇA!


 

    Em Domingo, 29 de Novembro de 2015 8:55, "Mendes de Jesus, Jorge" 
<[email protected]> escreveu:
 

 Obrigado ?


Bastante boa a apresentacao

________________________________
From: Portugal <[email protected]> on behalf of Alexandre Neto 
<[email protected]>
Sent: 29 November 2015 01:25
To: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter; [email protected]; 
LusoGIS; [email protected]
Subject: [Portugal] Apresentação sobre a relevância e a distribuição de 
cartografia oficial


Apresentação e texto feito pelo Paul Ramsey (postgis). Vale a pena ler. Encaixa 
na nossa realidade.

https://t.co/hbRBwyCjZ5

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Alexandre Neto
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