On Mon, Feb 11, 2019 at 11:11 AM Artur Steiner
<[email protected]> wrote:
> OK.

Eu também fiz assim, à primeira vista.  Na "força bruta", analisando
os 3 casos (deg P > deg Q, e os dois casos deg P < deg Q).  É um pouco
mais satisfatório do que usar os canhões de análise complexa, porque a
gente fica com a impressão que dá para usar em casos mais gerais.  Mas
acaba sendo uma demonstração de uma natureza bem diferente.

> Um problema mais interessante é provar que, se f e g são funções inteiras 
> tais que |f(z)| > |g(z)| ocorra para um número finito de complexos, então, 
> para todo z, f(z) = k g(z), sendo k uma constante com |k| <= 1.

E daí f nunca é maior do que g, logo finito = 0 ;-)

Na verdade, como f/g é uma função meromorfa, sua imagem é ou constante
ou "quase total" (a menos de 2 pontos, como é o caso da exponencial,
que não pega 0 nem infinito), pelo teorema de Picard.  Isso é (muito)
mais forte do que o seu resultado.  Mesmo Casorati-Weierstrass mostra
que a imagem de f/g é densa na esfera de Riemann, o que já é também
mais forte do que o seu resultado.

> Isso também poderia ser aplicado no caso dos polinômios. Se |Pz)| > |Q(z)| 
> para um número finito de complexos, concluímos que P é Q têm o mesmo grau.

Aqui é um pouco diferente do que eu fiz acima, porque P/Q não tem uma
singularidade essencial no infinito.  Mas daí eu faria de um outro
modo (se é para usar complexos):  Considere a equação P/Q = a, com a
um número complexo qualquer.  Pelo Teorema Fundamental da Álgebra, P -
a*Q (que não é nulo porque os graus são diferentes) tem uma raiz.
Daí, variando a (no complementar do disco unitário) você encontra uma
quantidade não enumerável (vezes o grau de P - a*Q) de pontos z onde
P/Q = a, e portanto |P| > |Q|


Como você mesmo falou, o importante é o resultado de funções inteiras.
A hipótese que os graus de P e Q são distintos é "quase para
confundir", porque parece que tem algo especial nisso, e na verdade
não: basta garantir que P/Q não seja constante.

Abraços,
-- 
Bernardo Freitas Paulo da Costa

-- 
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 acredita-se estar livre de perigo.


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