Luís em relação a este teorema, existem 4 formas que conheço de resolve-lo,
uma por geometria euclidiana, outra por vetores(que considero a mais
elegante), outra por complexos, e outra por trigonometria, vou postar aqui
a solução por vetores.
Problema 1: Dado o quadrilátero ABCD, considere O1,O2,O3,O4 os centros dos
quadrados externos que voce citou no teorema, agora tome os pontos médios
de AB, BC, CD, DA senos respectivamente M,S,P,R, trace a diagonal BD e tome
seu ponto médio igual a N, agora observe a soma dos vetores
O1R+RN+NS+SO3=O1O3, e analogamente O2M+MN+NP+PO4=O2O4, vai perceber ainda
que O1R=RD=AR=MN, e o mesmo para os outros três lados assim os quatro
vetores da primeira soma possuem módulos iguais aos quatro vetores da
segunda soma e são perpendiculares assim IO2O4I=IO1O3I e são
perpendiculares.

Problema 2: O problema do pentágono também possui solução parecida, conheço
três também, uma por geometria euclidiana, outra por vetores e outra por
complexos, desta vez vou fazer por geometria euclidiana.

Neste problema voce colocou um F que não existe, mas isso não importa,
vamos lá, trace ER sendo R médio de AD, assim, ER=DR=RA, trace CS sendo S
médio de BD, assim CS=DS=BS, e ainda ER=DR=RA=SM e CS=DS=BS=RM, é fácil ver
por paralelismo que MSB=SMR=MRA=d e chamando de a e b os ângulos SMC e SCM
respectivamente vai perceber que a+b+d=90 e que os triângulos SMC e REM são
congruentes por LAL assim o triângulo EMC será retângulo isósceles.

Estou de acordo com o que o Rogério Ponce disse, numa prova objetiva vale
muito sim , e o problema que postei é sim uma boa variação deste do
pentágono , mas a solução que consegui até agora foi por complexos e
vetores, ainda não encontrei uma por trigonometria e nem geometria
euclidiana, de vez em quando eu tento(quando me sobra tempo) caso consiga
eu posto a solução com certeza.

Abraços do Douglas Oliveira.




Em 2 de julho de 2014 15:05, Rogerio Ponce <[email protected]> escreveu:

> Ola' Felipe,
> em relacao ao problema do pentagono que voce descreveu, talvez o enunciado
> do problema estivesse incompleto, e o artificio de se levar a construcao a
> uma situacao limite nao pudesse ser usado.
> Ou seja, teriamos que, primeiramente, provar que o angulo CEM nao depende
> do comprimento de AB.
>
> Claro que para responder a uma questao de multipla escolha, vale o metodo
> - tambem gosto dessas trapacas! -, mas se fosse uma questao discursiva bem
> elaborada, certamente o  enunciado pediria para provar que o angulo seria
> constante, independentemente das outras medidas do pentagono.
>
> Entao, maos 'a obra!
> Tente provar que o angulo CEM e' constante (e faca o favor de postar a
> solucao!)
>
> Grande abraco,
> Rogerio Ponce
>
>
>
> 2014-06-26 11:30 GMT-03:00 luiz silva <[email protected]>:
>
>  Pessoal,
>>
>> Descobri o seguinte teorema em um EXCELENTE livro de geometria peruano,
>> que um amigo comprou : dado um quadrilátero convexo qqer, construa 4
>> quadrados "externos" ao mesmo, onde cada lado do quadrilatero seja um dos
>> lados de um dos quadrados. Una os centros dos quadrados opostos. O teorema
>> diz que os segmentos que unem os centros dos quadrados opostos tem a mesma
>> medida e que o angulo entre eles é de 90o.. Ainda não consegui
>> demonstra-lo, porem acho que fiz algo interessante :
>>  - O teorema é válido para qqer media dos lados do quadrilátero. Então,
>> pequemos um dos lados do quadrilátero e dividamos por 2, assim, teremos um
>> novo quadrilátero, mas o teorema ainda é válido, faça o mesmo processo
>> neste mesmo lado, indefinidamente. Quando o número de iterações tender a
>> infinito, a medida de um dos lados do quadrilátero irá tender a zero (um
>> ponto).
>>
>> Ou seja, o quadrilátero tenderá a se tornar um triângulo, o quadrado
>> referente a esse lado que foi sendo dividido por dois, torna-se um ponto (o
>> vértice desse triangulo), porém, ainda assim, o teorema ainda será válido;
>> só que agora, ao invés de termos os centros de 4 quadrados, teremos o
>> centro de 3 quadrados e o vértice do traingulo.
>> Eu usei esse mesmo raciocínio para resolver um problema clássico de
>> ângulos : Dado um pentágono ABCDEF, onde EA=ED e E=90; CB=CD e C=90.
>> Calcular o ângulo CEM, onde M é medio de AB.Da mesma forma que acima,
>> fui reduzindo a medida do segmento AB, até o mesmo se tornar um ponto.
>> Quando isso ocorre, os lados se tornam iguais (quadrado), o segmento EM
>> tende a ser congruente a EA e EC tende a ser a diagonal desse quadrado. Ou
>> seja, o ângulo CEM = 45o.
>> Creio que possamos validar esse método através da geometria analítica:
>> essas “propriedades regulares” (cumprimento, ângulos entre retas) são
>> função das coordenadas dos pontos envolvidos no problema. E essas
>> "propriedades regulares" são descritas por funções contínuas em R. Ainda
>> não fiz, mas acho que não deve ser difícil demonstrar que esses resultados
>> são válidos mesmo quando um dos cumprimentos envolvidos no problema se
>> reduz a zero (a um ponto).
>>  Creio que podemos aplicar esse mesmo método para um problema recente
>> proposto por um colega, problema este que é uma variação desse problema do
>> pentágono.
>>
>> Abs
>> Felipe
>>
>> --
>> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
>> acredita-se estar livre de perigo.
>>
>
>
> --
> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
> acredita-se estar livre de perigo.
>

-- 
Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antiv�rus e
 acredita-se estar livre de perigo.

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