Ola Cass Na verdade, pensei mandar este email sobre o dia nacional da Suíça por causa da discussão sobre línguas. A Suíça é um exemplo interessante que mostra como é possível conviver sem problemas com várias línguas nacionais é também sem ficar preocupado com a questão do uso do inglês, que não é uma língua da Suíça. Aproveitei para fazer referência ao professor do Saussure o Michel Bréal que inventou a palavra "semântica", que explica muito bem as vantagens do inglês, enquanto linguista Acho o fenômeno Wikipedia de multilinguismo bem interessante. Para mim não há problema de escrever em inglês, mas gostou também de escrever em francês ou português, e gosto tanto do português do Brasil que do Portugal https://www.youtube.com/watch?v=dvCWFkTQK64 Os comentários do Quine sobre a tradução são famosos. A posição estruturalista de Saussure explica bem o problema . A filósofa francesa Barbara Cassin desenvolve há cerca de 20 anos o projeto "Dictionnaire des intraduisibles" https://fr.wikipedia.org/wiki/Vocabulaire_europ%C3%A9en_des_philosophies meu colega Fernando Santoro (o vice-coordenador do PPGF/UFRJ) trabalhou com ela em particular na versão brasileira: https://www.amazon.com.br/Dicion%C3%A1rio-dos-intraduz%C3%ADveis-vocabul%C3%A1rio-filosofias/dp/8551304267 Eu estava dando um curso de pós sobre o riso, e fiz uma análise comparativa entre várias línguas. Em inglês há duas palavras completamente diferente "Smile" e "Laugh" Em línguas latinas se usa um prefixo para fazer a diferença. Obviamente então a relação entre as duas noções não é a mesma em inglês e português. São duas maneiras diferentes não so de falar, mas de pensar. Esse semestre estou dando um curso na pós sobre o amor, estou comparando inglês, francês e português. É interessante ver que o francês não é necessariamente mais parecido como o portugues. Por exemplo em francês e inglês se fala "tomber amoureux" e "falling in love", em portuges "ficar apaxonado". Do outro lado em inglês como em português tem uma diferença entre love/like amar/gostar que não existe em francês numa língua onde se ama tudo: "j'aime le fromage", "j'aime la logique", "j'aime l'interlingua" .... Falando de língua artificial Louis Couturat criou também uma, o "ido".e ele escreveu um livro muito interessante "Histoire de la langue universelle" de mais de 700 páginas http://www.autodidactproject.org/other/couturat-histoire.pdf Aparentemente este projeto de língua universal artificial nunca vai funcionar, mas eu criei a bandeira do dia mundial da lógica em homenagem a Zamenhof tal que expicado aqui http://logica-universalis.org/wld2 e aqui tambem https://link.springer.com/article/10.1007/s11787-019-00221-5 e usando a teoria das cores A Chromatic Hexagon of Psychic Dispositions http://jyb-logic.org/CHROMATIC reforçando então a estrela verde da esperança com um círculo azul, cor da certeza. Sobre a questão dos bancos da Suíça, existem de fato pessoas colocando dinheiro na Suíça para sonegar os impostos, mas o governo Suiça trabalha em colaboração com vários países, em particular o Brasil, para evitar isso. E do outro lado o sucesso dos bancos da Suíça não vem principalmente disso, por diferença aos paraísos fiscais. So ler Os Axiomas de Zurich para entender isso, ver o meu artigo: What is an Axiom ? http://www.jyb-logic.org/axiom JYB
On Mon, Aug 2, 2021 at 12:19 PM Cassiano Terra Rodrigues < cassiano.te...@gmail.com> wrote: > Bons dias, camaraders. > Sem entrar na discussão sobre linguística idiomática, lembro aqui de duas > mulheres nascidas na Suíça q adotaram o Brasil como país para viver. > Claudia Andujar, née Haas; Jeanne-Marie Gagnebin de Bons. > Ambas são famosas o suficiente para dispensar apresentações. > Acho q há uma coisa a pensar acerca da provocação do Walter. Samuel > Jonhson, um conhecido reacionário inglês, cunhou uma frase q é > frequentemente usada em contextos suficientemente vagos para permitir > interpretações díspares: "O nacionalismo é o último refúgio dos canalhas." > Não sei se é o último, mas tendo a pensar q é um dos preferidos. Isso dito, > gostaria de lembrar q a Suíça não é terra natal apenas de Napoleão III, mas > também de Carla del Ponte, q foi presidenta dos tribunais internacionais > que julgaram crimes contra a humanidade na antiga Yugoslávia e em Ruanda. > Dentre outras pessoas, como já lembrado aqui. > Acho q exemplos a torto e a direito não provam ou desprovam absolutamente > nada acerca de países ou nacionalidades. O Brasil, como se sabe há décadas, > é uma terra em q abundam tiozões pançudos proto-fascistas vestindo camisa > de time e só arrotam preconceitos no churrasco da família (chegamos ao auge > da representatividade democrática se escolhermos essa imagem da nossa "alma > profunda"). A cretinice é desavergonhada nesta terra, para onde vieram se > instalar muitos nazistas, como Boilesens e Mengeles. Ao mesmo tempo, há > muitas outras personalidades incomparáveis a esses estúpidos criminosos q > poderiam ser citadas para mostrar como este território por alguns chamado > de país também é capaz de contribuir para a caminhada para frente da > humanidade, e não apenas para o retrocesso. Deixo q cada um escolha os > próprios exemplos, mas não deixo de invocar aqui, em meu favor, a obra de > Gregório de Matos e Lima Barreto para sustentar o q digo, com um apoio nos > ratos de Lygia Fagundes Telles, para citar uma autora viva. Nem só de > lumpen se constitui o povoamento desta terra. > Tudo isso para dizer q, na minha humilde opinião, a escolha de quais > exemplos ressaltar, de onde, e pq, revela mais da intencionalidade do > discurso de quem escolhe do q do caráter ou peculiaridade dos próprios > exemplos ou dos países. Como esta lista é de lógica, e não de antropologia, > deixarei de os importunar com o meu achismo. > Saudações a quem ainda vive. > cass. > > > > > > > > On Monday, August 2, 2021 at 8:53:35 AM UTC-3 jyb wrote: > >> Uma filósofa / teóloga suiça famosa é Lytta Bassett >> https://en.wikipedia.org/wiki/Lytta_Bassett >> ela foi a minha colega na Universidade de Neuchâtel >> participou de um evento que organizei sobre o simbolismo do qual resultou >> o livro >> La pointure du symbole >> https://www.editionspetra.fr/livres/la-pointure-du-symbole >> onde tem um artigo dela, que é uma nova tradução / interpretação da Gênese >> Neste livro tem também um artigo do matemático Alain Robert que era >> também meu colega nessa universidade. >> ele escreveu, entre outros, um livro sobre análise não standard >> https://pt.wikipedia.org/wiki/Alain_Robert_(matem%C3%A1tico) >> Aqui no Rio, tem uma filósofa brasileira / suíça: a Vera Vidal (ela é da >> colônia de Nova Friburgo). >> Um lógico suiço famoso é Paul Bernays... >> JYB >> >> On Mon, Aug 2, 2021 at 6:38 AM Joao Marcos <boto...@gmail.com> wrote: >> >>> Por que a lista não tem mulheres? 🤔 >>>> >>> >>> Isto não é exatamente uma resposta à sua pergunta, mas ilustra um pouco >>> as dificuldades da "democracia direta": >>> https://en.wikipedia.org/wiki/Women%27s_suffrage_in_Switzerland >>> Quem é que tem direito a escolher quem tem direitos? >>> >>> Fiz uma busca entre nomes famosos das áreas de Matemática, Filosofia e >>> Ciência, nesta lista: >>> https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Swiss_people >>> Parece-me (também) não haver referências a mulheres? >>> >>> Fico com a impressão de que toda esta tradição suíça de "paz" teve um >>> custo claro para uma parcela razoável da população. >>> >> -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para logica-l+unsubscr...@dimap.ufrn.br. Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAF2zFLAF3L5U-3fCB5trJdjbrv%2BY40C6nRZZzcrqMFbBpaj2jg%40mail.gmail.com.