Caro professor Samuel,

Também gostaria de receber os slides. Agradeço desde já! Sobre o tema da 
hipercomputação, eu publiquei um trabalho na "Selección de trabajos del X 
Encuentro de la Asociación de Filosofía e Historia de la Ciencia del Cono 
Sur". Caso tenha interesse, o título do trabalho é: "Máquinas de Zenão e a 
distinção entre cálculo e experimento".

Atenciosamente

Anderson

Em quarta-feira, 7 de novembro de 2018 17:59:01 UTC-2, Samuel Gomes 
escreveu:
>
> Olás,
>
> --> JM obrigado pela referência;
>
> --> João Nunes de Souza e demais que não tenham meu email,
>
> o mesmo pode ser encontrado colocando no Google "docentes dmat ufba",
>
> aí logo no primeiro link vem a lista completa de todos os docentes do meu 
> departamento.
>
> Atés,
>
> []s  Samuel
>
>
>
> On Tuesday, November 6, 2018 at 5:45:53 PM UTC-2, Samuel Gomes da Silva 
> wrote:
>>
>> Caros,
>>
>> Aos interessados e que possam estar presentes, vou ministrar uma palestra 
>> na próxima sexta, em Salvador, seguem os dados:
>>
>>
>> **********************************************************************************
>>
>> Palestra – O Infinito e a Intuição: Analisando Supertarefas e Hipertarefas
>>
>> Palestrante: Prof. Dr. Samuel Gomes da Silva (UFBA)
>>
>> Palestra do Diretório Acadêmico (com o apoio do Colegiado de Matemática)
>>
>> Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018 – 14h50
>>
>> Sala 21 do PAF I – UFBA, Campus Ondina
>>
>>  
>>
>> RESUMO:
>>
>>  
>>
>> São bastante conhecidos os paradoxos de Zenão, que envolvem a noção de 
>> infinito; no Paradoxo da Dicotomia, por exemplo, temos o famoso argumento 
>> das “metades de caminhos” com os quais poderíamos concluir que a própria 
>> noção de movimento é uma ilusão, sendo impossível deslocar-se de um ponto A 
>> até um ponto B ! O argumento para expor tal paradoxo é usualmente como 
>> segue: sendo, por exemplo, A o ponto de abcissa x = 0 na reta real e B o 
>> ponto de abcissa x = 1, para nos deslocarmos de A até B devemos primeiro 
>> passar, sequencialmente, pelos pontos de coordenadas: meio; três quartos; 
>> sete oitavos; etc., o que faria com que a tarefa envolvesse uma sequência 
>> enumerável e infinita de operações, o que é impossível para nós humanos que 
>> apenas podemos realizar tarefas finitas; notar que o argumento apresentado 
>> para descrever o paradoxo se relaciona claramente a uma *supertarefa *– 
>> o que*,* por definição, consiste numa sequência enumerável e infinita de 
>> operações que ocorrem sequencialmente dentro de um intervalo de tempo 
>> finito. A argumentação matemática usual para “destruir” o Paradoxo da 
>> Dicotomia é considerar a noção de infinito atual (em oposição ao infinito 
>> potencial) e considerar que a série geométrica correspondente é 
>> convergente. Nesta palestra, estaremos interessados em outro aspecto 
>> (talvez igualmente desagradável para muitas pessoas...) das tais 
>> supertarefas: é muito comum que o desenlace final de uma supertarefa seja 
>> tal que a “situação limite no infinito”, ainda que perfeitamente 
>> determinável, não necessariamente se constitui no “limite das situações 
>> finitas” – situação essa que se torna bastante anti-intuitiva. Discutiremos 
>> nesta palestra as seguintes supertarefas: a Lâmpada de Thompson; o Demônio 
>> das Moedas; o Paradoxo de Ross-Littlewood; o Metrô Transfinito (a qual é 
>> uma *hipertarefa*, pois o número de operações a serem realizadas 
>> sequencialmente é não-enumerável); e, finalmente, o Quebra-cabeça dos 
>> infinitos chapéus dos prisioneiros. Dependendo de cada caso, tais 
>> super/hipertarefas podem ter um desenlace: ou impossível (no sentido da 
>> resposta a uma determinada pergunta ser impossível de ser determinado) ou 
>> possível e determinado – porém totalmente surpreendente e anti-intuitivo ! 
>> Questões matemáticas mais avançadas (envolvendo noções como 
>> *continuidade* ou mesmo o *Axioma da Escolha*) também aparecerão durante 
>> as análises dessas supertarefas e hipertarefas. 
>>
>>
>> *********************************************************************************
>>
>> É uma das palestras mais próximas da Filosofia que já apresentei, mas 
>> obviamente que o ponto de vista é de um matemático.
>>
>> Abraços,
>>
>> []s  Samuel
>>
>

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