PS: abaixo no consequente do exemplo era somente uma negação, não duas.

Em 4 de janeiro de 2013 08:16, Tony Marmo <[email protected]> escreveu:

> Eu coloquei A&¬A, mas você pode pensar qualquer outra fórmula como
> antecedente na implicação de Ban. Por exemplo,
> (A implica ¬A) implica Necessário (A implica não ¬A). Você pode colocar
> uma variável atômica como antecedente em Ban, ou seja,
> p implica Necessário p. Mas, ai você não prova Necessário p, salvo se
> tiver p e p implica Necessário p.
>
> Em 3 de janeiro de 2013 22:42, Luis Rosa <[email protected]> escreveu:
>
> Ok, confundi a regra de necessitação com o axioma de Ban - agora vejo
>> isso. A noção de necessidade não é banalizada pela regra da necessitação
>> nos sistemas (K - S4).
>>
>> Fiquei um pouco assustado, porém, com a observação de que, pelo axioma
>> Ban, (A & ¬A) implica *L*(A & ¬A). Se o axioma Ban faz parte de qualquer
>> sistema, não é o caso que em tal sistema (A & ¬A) também implique ¬*L*(A
>> & ¬A)?
>>
>>
>> 2013/1/3 Tony Marmo <[email protected]>
>>
>>> Entendo a sua dúvida. Você quer saber a diferença entre necessitação e
>>> banalização. A ideia de necessitação é uma resposta à questão: que verdades
>>> são necessárias? A necessitação diz que em primeiro lugar as verdades da
>>> lógica clássica são necessárias. Isto não banaliza a noção de necessidade.
>>>
>>> A regra de necessitação para os sistemas de Lewis até S4 diz que se A é
>>> uma tese da lógica proposicional clássica, então A é uma verdade
>>> necessária. Isto é diferente do axioma Ban, que diz A implica Necessário A.
>>> Por exemplo, A ou ¬A é uma tese clássica: logo, Necessário(A ou ¬A).
>>>
>>> Veja agora o caso seguinte: uma contradição não é uma tese da lógica
>>> proposicional clássica. PC não deriva A&¬A. Donde, *jamais* a regra de
>>> necessitação produzirá Necessário (A&¬A). Mas, pelo axioma Ban, (A&¬A)
>>> implicam Necessário (A&¬A).
>>>
>>> Em 3 de janeiro de 2013 17:31, Luis Rosa <[email protected]> escreveu:
>>>
>>>> Estou com uma dúvida sobre a relação entre os sistemas modais K e T,
>>>> conforme construídos por Hughes e Cresswell em *A New Introduction to
>>>> Modal
>>>> Logic*. Desconfio que a origem da dúvida seja um mal entendimento que
>>>> tenho
>>>> sobre a relação entre as regras de derivação e os teoremas de tais
>>>> sistemas
>>>> (ou sobre a relação entre regras de derivação e teoremas em geral!).
>>>>
>>>> Explico (onde *'L'* é o operador modal de necessidade, 'É' representa o
>>>> condicional material, '→' representa derivação lógica, 'W' representa um
>>>> conjunto de mundos possíveis, e 'R' representa relações entre mundos):
>>>>
>>>> *Sobre o sistema K*.
>>>> H&C constróem o sistema K como tendo os dois seguintes axiomas:
>>>>
>>>> *PC* If *α* is a valid wff of propositional calculus, then *α* is an
>>>> axiom.
>>>> *K*    *L*(*p* É *q*) É (*L**p* É *L**q*),
>>>>
>>>> e como tendo as seguintes regras básicas de derivação: a regra da
>>>> substituição uniforme de sub-fórmulas dentro de uma fórmula, o modus
>>>> ponens, e a regra da necessitação:
>>>>
>>>> *N*  *⊢* *α*  → *⊢* *L**α*
>>>>
>>>> *Sobre o sistema T*.
>>>> H&C constróem o sistema T como sendo o sistema que resulta da adição do
>>>> seguinte teorema ao sistema K:
>>>>
>>>> *T*  *Lp *É* p*,
>>>>
>>>> de tal modo que T = K + *T*.
>>>>
>>>> O axioma *T* é válido em todos os frames <W,R> em que R é uma relação
>>>> reflexiva (de tal modo que, para todo *w **∈ *W, *w*R*w*).
>>>> Informalmente,
>>>> diz-se então que T é um sistema em que todos os mundos enxergam a si
>>>> mesmos.
>>>>
>>>> Agora vem a minha dúvida colocada de modo preciso: H&C observam que
>>>>
>>>> *p *É *Lp*
>>>> *
>>>> *
>>>> não é um teorema de T, uma vez que é possível construir um frame
>>>> reflexivo
>>>> em que *p *É *Lp *não é válido em T (em tal frame haveria um mundo em
>>>> que *p
>>>> * é verdadeiro e que pode enxergar outro mundo em que *p* é falso, onde
>>>> cada mundo enxerga a si mesmo). Porém, dado *N* e a regra de derivação
>>>> que
>>>> chamamos de 'prova condicional', *p *É *Lp *é um teorema de K (ou estou
>>>> enganado? what am I missing?).
>>>>
>>>> Assim, dado que, de modo geral, se S é um sistema modal contendo as
>>>> regras
>>>> de substituição uniforme, modus ponens e *N*, e se P é um conjunto de
>>>> axiomas, dado que S + P denota o sistema obtido a partir da inclusão de
>>>> todas as fórmulas em P ao sistema S, então é verdade que todos os
>>>> teoremas
>>>> de S são também teoremas de S + P. Assim, se T = K + *T*, todos os
>>>> teoremas
>>>> de K devem ser teoremas de T. Mas *p *É *Lp* é um teorema de K, e os
>>>> autores dizem que esse não é um teorema de T. (Acredito que, para o
>>>> sistema
>>>> T ser como os autores descrevem, em que *p *É *Lp* não é válido, ele não
>>>> deveria admitir a regra *N*).
>>>>
>>>> Alguém pode me ajudar? (peço desculpas pelo tamanho do email - sem
>>>> problema
>>>> se tiverem preguiça de ler =])
>>>> Obrigado, e abraço a todos!
>>>>
>>>>
>>>> --
>>>> *Luis Rosa                            *
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