>> No entanto... será que uma definição de consequência por >> um sistema formal não envolve nada mais que a sintaxe? >> Afirmar isso pode eventualmente ser um tanto "misleading", >> na medida em que um aspecto fundamental desse tipo de proposta: >> pode estar sendo escamoteado: os axiomas do sistema >> devem ser aceitos categoricamente - eles "valem!!!"; e as regras >> do sistema nos permitirão avançar em terreno "seguro", ou seja >> de continuar com algo que "vale". Ora, essa noção de "isto vale," >> claro, não vem da sintaxe; é por isso que, como aponta João, >> diferentes lógicas são possíveis numa mesma linguagem. > > Neste ponto eu tenho uma questão. Aceitar categoricamente os axiomas de um > sistema formal não precisa envolver a noção de que "eles valem", nem as > regras de inferência envolverem a noção de preservação desta "validade". > Onde eles valem? O que é valer? Descrever as coisas nestes termos já > pressupõe uma semântica. Talvez esta semântica pressuposta seja mesmo > inevitável e eu esteja equivocado. Mas não vejo onde estou errado quando > admito a possibilidade de pensar nos axiomas apenas como fórmulas > disponíveis. Recursos que tenho a disposição. Matéria prima para a obtenção > de novas fórmulas.
Bom, os "recursos axiomas" estão _mais disponíveis_ do que as outras sentenças, não é, Daniel? Afinal os primeiros podem ser usados como "matérias-primas", e as outras sentenças não... Quer-me parecer que justamente para esta ação de distinção dos axiomas dentre as demais sentenças "disponíveis" Frege foi levado a escolher um símbolo de _asserção_ (para dizer "eles valem"). Que não é por nenhum motivo especial uma atividade "semântica"! JM -- http://sequiturquodlibet.googlepages.com/ _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
