>>  NÃO HÁ uma noção de consequência lógica óbvia definível a partir da
>> mera escolha de uma linguagem, de uma sintaxe, haja visto o fato de o
>> mesmo conjunto de "sentenças" poder dar origem a muitas noções
>> concorrentes e discordantes de "consequência lógica".
>
> Não sei se entendo o que você quer dizer aqui. Se você está dizendo que a
> sintaxe não induz uma noção única de consequência lógica, então eu concordo.
> Mas se você está dizendo que a sintaxe (ampliada por regras de inferência)
> não induz uma noção de consequência lógica específica, local ao sistema em
> questão, então eu discordo.

Não sei o que significa "ampliar a sintaxe por regras de inferência".
Se você fala em inferência lógica já foi além da mera sintaxe.
Sintaxe, Daniel, é só aquilo que você fazia em computação quando
definia uma linguagem formal, uma gramática, uma linguagem de
programação.  Sobre a mesma sintaxe (por exemplo, sobre a linguagem
usual das lógicas modais normais) se podem definir muitas noções de
consequência diferentes, e de diferentes formas (usando um formalismo
dedutivo e um sistema formal particular, usando álgebra, usando
semântica, usando mágica).

> Você sabe que mesmo que eu não concorde com todas as "reformas" que você
> propõe (prova, hipótese,...) eu admiro muito a sua disposição e preocupação
> com a máxima clareza dos conceitos fundamentais à nossa disciplina.

Que bom!  Trabalhemos juntos então para um esclarecimento conceitual
destas coisas, e procuremos ao menos boas motivações e um bom
fundamento para as nossas opções terminológicas!

Abraços,
Joao Marcos

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