OI William,

coloco aqui um trecho de uma entrevista informal do Dov Gabbay:

``I do not believe that there is a single logic, like classical logic. I
look at how people reason, and *that* is the logic. In order to describe
this logic you would have to have notations for action, notations for
mechanisms. You should not look at a theory and what follows from it, but at
a theory and how it develops. I think a logical system is really what AI
people call agents. The whole matter comes into it, and that's a system:
evolving, maybe continuously reacting systems. The way we are; I am a logic,
each one of us is a logic (Gabbay, 1994)
<http://www.let.uu.nl/%7Eanne-marie.mineur/personal/Ta/Gabbay.html#Gabbay-1994>.
Someone said: `Each man is a world unto itself.' I say: `Each man is a logic
unto himself.'

Fonte: http://www.let.uu.nl/~anne-marie.mineur/personal/Ta/Gabbay.html

[]s
Adolfo

PS: lista precisa ter lógica? Eu não leio todos os emails da lista...

==========================================
Adolfo Neto
Departamento Acadêmico de Informática
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Fone: (41) 3310-4644 / Fax: (41) 3310-4646
Web: http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/~adolfo
Blog: http://professoradolfo.blogspot.com
==========================================



2008/10/2 William Steinle <[EMAIL PROTECTED]>

> Caros
>
> Foi levantada a questão sobre a *unicidade da lógica clássica*, ou seja, se
> ela seria a única lógica *verdadeira* ou se haveria outras também legítimas
> (em algum sentido que não saberia precisar).  Alguns defendem que a única
> lógica legítima é a clássica utilizando o seguinte argumento: qualquer
> lógica não-clássica só poderia ser construída (e aqui parece que o defensor
> está pensando na *racionalidade*, ou seja, algo do tipo *racionalmente
> construída*) tendo como base a lógica clássica. Já ouvi o seguinte também:
> um congresso sobre lógicas não-clássicas só poderia ser organizado através
> da lógica clássica. Essa última posição parece ser a do Edson. Penso o
> seguinte: todo sistema lógico é válido, e tem a sua importância. Isso pode
> indicar superficialidade, ou até mesmo falta de juízo crítico. Penso que
> não. Não sou relativista no sentido de *tudo vale*, porém, é impossível
> desconsiderar a quantidade de contextos diferentes que envolve o
> conhecimento humano. Deste modo, defendo que contextos diferentes podem
> exigir lógicas diferentes e, na minha visão, todos esses contextos reunidos
> (se é que essa *união* é possível) não precisam ter necessariamente uma
> única lógica subjacente. Penso que não há como determinar se a
> *racionalidade* segue uma única lógica; e mesmo que siga, não vejo como
> sabermos com certeza qual é essa lógica. Por fim, aparentemente, podemos
> tirar a seguinte conclusão (que considero bastante interessante): toda a
> discussão sobre a *unicidade* da lógica clássica em oposição a uma
> pluralidade de lógicas não-clássicas mostra que essas são, ao que tudo
> indica, possíveis, e se são possíveis, não há motivos, a não ser pessoais,
> para sustentarmos que existe apenas uma lógica.
>
> Um abraço,
>
> William Steinle
>
> PS: Qual seria a lógica desta lista, se é que há alguma...? (Acho que nem a
> paraconsistente dá conta!) : -)
>
> _______________________________________________
> Logica-l mailing list
> [email protected]
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
>
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a