Senhores,
Vejam, na minha opini�o, que magn�fico coment�rio feito no site pontobr.

Eu desconhe�o a exist�ncia de um servidor linux baseado em debian fora do
ambiente acad�mico. Pessoalmente, n�o a considero uma distribui��o s�ria.
Debian � no m�ximo, uma distro de amadores, ainda que esses amadores,
sejam de alto n�vel t�cnico. Sim, amadores, porque nenhum adminstrador de
um servidor de produ��o, que seja o m�nimo respons�vel, utiliza Debian,
e quem utiliza, o faz apenas por fanatismo inconsequente.

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Servidores ultra-est�veis?
 por Guilherme Manika 16/07/2002 12:23

Esse neg�cio de servidores ultra-est�veis � meio balela. O Debian demora
por diversos motivos, inclusive ultraburocracia interna, time de
desenvolvimento n�o totalmente compromissado e n�o totalmente
 competente, gigantismo da distribui��o, briga de egos e coisas do tipo.
Dizer que a demora � intencional � desculpa esfarrapada.

 Na verdade o Debian, justamente por ter import�ncia comercial
praticamente nula, poderia muito bem ser a distribui��o bleeding edge e
ditar os rumos para as outras distribui��es. H� muita coisa a ser feita
nas
 distribui��es Linux que n�o � feita porque ningu�m tem coragem de dar o
primeiro passo, e o Debian tem um hist�rico de ser o pior justamente
nesses casos. Por exemplo, at� um tempo atr�s, o Debian
 simplesmente n�o instalava uma s�rie de arquivos .mo importantes para
mostrar os programas em outras l�nguas (e os empacotadores ainda eram
agressivos quando voc� pedia a inclus�o), nem vinha com
 mapas de teclado tipo ABNT ou ferramenta para configurar o ambiente do
usu�rio corretamente. O suporte a internacionaliza��o no Debian, que
deveria ser a distribui��o internacional e livre de aspectos
 mercadol�gicos, era absolutamente sofr�vel na �poca e hoje est� no m�ximo
deficit�ria.

 O gigantismo da distribui��o tamb�m � um pesadelo. L�gico que o Debian
tem algumas pol�ticas para deixar fora algum ou outro pacote que n�o
estejam de acordo com o policy, mas quando a quantidade de
 pacotes n�o sincronizados � muito grande isso � obviamente imposs�vel. E
d�-lhe pacote! Dez vers�es do "cat", oito "ls" com cores diferentes, 15
implementa��es diferentes de crontab, etc. E boa parte disso
 � mantida por empacotadores (que adoram se chamar de "developers" por
algum motivo obscuro - eles devem achar mais chiques) de compet�ncia
duvidosa e que s� fizeram esses pacotes esdr�xulos para
 ganhar o email @debian.org. Claro que no centro da distribui��o est�o
pessoas bem mais capazes e com bom hist�rico de contribui��es, mas essas
pessoas tamb�m se isolam em seus cantos e em suas brigas
 de egos e na pr�tica n�o deixam que as partes mais importantes do
desenvolvimento sejam desenvolvidas de maneira realmente aberta. Nada
contra isso, mas da� a fingir que o Debian � "aberto" vai um longo
 caminho.

 A prova final de que esse lance de "Debian superest�vel" � besteira � o
fato de que todo mundo que usa Debian usa ou o testing ou o unstable
(ali�s, a exist�ncia do testing � de intelig�ncia e import�ncia
 discut�veis) e s� alguns servidores esquecidos ficam com o stable.
"Servidores", porque sei l� a quantas anda o suporte a RAID, placas SCSI
novas e high-end, etc. no Debian "stable". Aquele Atol�o paraguaio
 que o nerd da empresa botou l� num canto n�o � um servidor s�rio, por
favor.

 Bem, no fim o Debian n�o est� provendo grande servi�o � comunidade, tem
import�ncia comercial marginal e n�o consegue se coordenar a ponto de
fazer releases decentes em tempo razo�vel. A �nica coisa
 que mant�m o Debian � o culto, infundado, em torno dele. Os releases do
Debian mais novos, mesmo o �ltimo stable, quem dir� o unstable, s�o
decepcionantes considerando a consist�ncia que o Debian j� teve
 l� pela vers�o 1.2 ou 1.3. J� estava mais que na hora do Debian deixar de
ser uma religi�o e virar um sistema operacional.

Retirado de http://www.pontobr.org/noticia.php3?nid=2721

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Cleyton Luiz Scherer - [EMAIL PROTECTED]
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