Em Sunday 21 April 2002 10:11, Jorge Godoy escreveu: > Preciso confirmar na gram�tica, mas acho que ap�s o prefixo 'auto' > existe um h�fen antes da letra 'e' (auto-estrada). :o)
Em nome do bom portugu�s, fui ao Aur�lio e a um livro de gram�tica para confirmar e o certo � auto-extra�vel. > Mas lembre-se de saber como resolver o problema ou de poder falar a > respeito dele. N�o adianta voc� falar que o Linux resolve e n�o saber > falar como quando o usu�rio perguntar. O esquema funciona muito parecido com m�dico e paciente. Voc� (m�dico) precisa saber identificar os problemas que o cliente tem (doen�a) e conhecer bem o Linux (rem�dio) para aquele problema. Se receitar um rem�dio para um problema que o cliente n�o tem, estar� praticando "empurroterapia". Se receitar um rem�dio que n�o resolve o problema do cliente, estar� praticando imper�cia m�dica. > Acrescente caracter�sticas que n�o o incomodam como se fossem > adicionais: menos suscet�vel a virii, maior uptime, mais f�cil de > administrar (local e remotamente), etc. "Virii"? Que � isso, "latinglish"? Em portugu�s � v�rus. O plural de v�rus � v�rus, mesmo (assim, como l�pis, box, fax, t�rax). Um v�rus. Dois v�rus. Tr�s v�rus. Hmm. Caracter�sticas que n�o incomodam o cliente n�o o impressionam na hora de adotar uma solu��o. O cliente encarar isso como vantagens, mas n�o benef�cios. E os clientes adotam uma solu��o pelos benef�cios que ela produz, n�o pelas vantagens. O que voc� pode fazer � descobrir se alguma dessas vantagens t�m rela��o com alguma problema latente. Um problema latente � um problema que ele tem, mas cuja solu��o ele ainda n�o est� procurando ativamente. Exemplo, o cliente tem de fazer v�rios reboots. Isso o incomoda, mas ele n�o est� procurando uma solu��o para isso porque vai tomar o tempo dele/ele tem outras prioridades/n�o sabe que existe solu��o para isso/etc. Diga ent�o que Linux vai resolver definitivamente os problemas de reboots constantes (admitindo que o Linux resolva isso de fato). Pronto. Uma vantagem do Linux transformou-se imediatamente num benef�cio que o cliente n�o estava procurando, mas que n�o sabia que podia obter. Ou � um problema que ele n�o sabe que tem, mas voc� identificou e mostrou a ele. Esse � famoso caso do walkman. Akio Morita (fundador da Sony) reparou que as pessoas iam aos parques levando r�dios/tocafitas port�teis enormes sobre os ombros para ouvir m�sica enquanto passeavam. Voltou ao laborat�rio e criou um toca-fitas do tamanho de um radinho de pilhas com um fone de ouvido min�sculo que n�o atrapalhasse a est�tica. Foi um sucesso tremendo, mas nenhuma pesquisa de mercado tinha revelado que os grandes toca-fitas levado sobre os ombros era um inc�modo. Quem mostrou isso a eles foi o Akio Morita. Pode ser quer Linux seja solu��o para algum problema que o cliente tem mas ainda n�o viu. Cabe a voc� identificar e mostrar a ele. O que voc� jamais deve fazer � apresentar Linux como solu��o para clientes que n�o t�m problemas e sabem que n�o t�m. Nesse caso, desista e parta para outro. []s -- Edgard Lemos [EMAIL PROTECTED] Usu�rio Linux n� 135479 Assinantes em 21/04/2002: 2242 Mensagens recebidas desde 07/01/1999: 163531 Historico e [des]cadastramento: http://linux-br.conectiva.com.br Assuntos administrativos e problemas com a lista: mailto:[EMAIL PROTECTED]
