At 10:23 27/8/2001 -0300, Edgard Lemos wrote:
>Se analisarmos o desempenho das empresas de software propriet�rio,
>chegaremos a outra conclus�o.
>
>Software em geral virou commodity.
N�o � o que eu estou vendo. Software nunca deixou de ser mercadoria fora de
nossa esfera. E se formos falar do desempenho das empresas de software
propriet�rio, que tal dizer que desde a crise da inform�tica e a recess�o
americana a Microsoft nao demitiu absolutamente NINGU�M? E quantas empresas
de hardware e servi�os demitiram milhares ou fecharam nesse mesmo per�odo?
Mesmo esse pessoal que atua na nossa �rea jamais deixou de encarar software
como uma mercadoria. O DB2 nunca deixou de ser vendido, o Websphere nunca
deixou de ser cobrado, o Delphi/Kylix est� nas lojas por 2 mil d�lares a
caixa, o Oracle 9i mais baratinho � 50 mil reais a licen�a, at� as empresas
de open source est�o vendendo software propriet�rio pq sabem que de outra
forma v�o quebrar. O mercado de software nunca mudou. O que mudou foram as
estrat�gias de marketing que fazem com que as pessoas pensem assim.
Minha opiniao pessoal? Software se enquadra na mesma categoria de livros,
cds: � um produto intelectual, que levou tempo, neur�nios e cafe�na para
ser produzido, necessitou de investimentos de tempo e dinheiro, de pessoas
capacitadas para produz�-lo, e como tal, n�o deixa de ser uma mercadoria, q
pode ser cobrada pelo pre�o que o fabricante se disp�e a cobrar, como
qualquer outra. Assim como cultura e m�sica � cobrada desde os princ�pios
da civiliza��o, sempre houveram as bibliotecas com livros dispon�veis de
gra�a, e sempre houveram os menestr�is viajantes que tocavam sua m�sica
pelos vilarejos por centavos. Ainda hoje livros e m�sica s�o vendidos por
milh�es e dados de gra�a por todo o mundo, e ningu�m fala de
"comoditiza��o" dessas �reas. Porque com software deveria ser diferente se
� um produto intelectual do mesmo jeito?
Software n�o � mero detalhe, � um produto como qualquer outro que se v� nas
g�ndolas do supermercado, que levou tempo e investimento para ser produzido
e que tem que ser compensado de uma forma ou de outra. N�o � uma coisa
m�gica que cresce nas �rvores para que se fale de "comoditiza��o", de
desmembramento de todo um modelo de neg�cios. Qualquer um que desenvolve
software sabe que o investimento, tanto de tempo, como de forma��o, como de
dinheiro no desenvolvimento � alto e tem que ser compensado de qualquer
maneira se deseja-se ter algum lucro no processo. EXISTEM aqueles que n�o
querem ter lucro, l�gico, que consideram c�digo uma esp�cie de arte que tem
que ser livre e de todos, sim eu admiro isso, acho de uma abnega��o muito
bonita, quisera eu poder dar alguma contribui��o para essas pessoas que
pensam de forma t�o desprendida, mas eu ainda preciso vender minha
mercadoria para defender a cerveja nossa de cada s�bado, ent�o isso fica em
segundo plano.
Sobre a mensagem do Arnaldo que ficou na outra parti��o: devo ter me
equivocado. Pois a Conectiva vende um pacote de software, � listada no
ranking das empresas de inform�tica na categoria de software, tem seus
resultados financiais divulgados numa publicacao da m�dia na se��o de
software, sendo q a mesma publicacao tem uma secao de empresas de servi�os,
apresenta solu��es de software em feiras de software, desenvolve software
internamente, ent�o todo esse tempo a �nica coisa q me passou pela cabe�a �
que a CNC era uma empresa de... bingo, software! :). Ainda mais pq toda
empresa de software tamb�m presta servi�os no produto que ela vende. Mas
como sempre, eu posso estar enganado.
Daqui pra frente, pvt. O assunto fugiu do t�pico da thread e da lista, em
grande parte por minha causa.
--
Thiago Pimentel
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