Gysele,

 

Achei muito interessante a forma com que você descreveu o processo de
análise e avaliação dos riscos que vocês seguem. Achei prático.

Mas gostaria de fazer uma pergunta.

 

Sem números, ao menos qualitativos, como vocês decidem se um risco é
aceitável e vale apena investir na sua mitigação? Como vocês apresentam
estes riscos para os gestores que são os verdadeiros donos deste risco? Se
vocês tem diversos riscos, tratam todos? Como vocês priorizam as mudanças?
Como relacionam com os objetivos do negócio e sensibilizam a direção da
empresa?

Parece-me que vocês estão em um estágio insipiente do processo, uma
avaliação de maturidade qualificaria o processo como inicial, ou nível 1.

Será que não vale a pena tentar avançar para uma análise qualitativa, mesmo
que simplificada? As vantagens são as que citei acima.

Pelo que relata, o processo de vocês começa na identificação dos riscos,
estes riscos são avaliados informalmente e um plano B é gerado para todos os
riscos.

É isso mesmo?

 

Grande abraço

Gustavo Lens Minarelli

 

 

From: [email protected] [mailto:[email protected]] On Behalf Of
Gisely
Sent: quinta-feira, 27 de maio de 2010 14:54
To: [email protected]
Subject: Re: RES: [itsm_br] Análise de risco em gerenciamento de mudanças

 

  

Olá Adriano,

Sempre que tentei usar fórmulas matemáticas e "receita bolos" acabei me
dando mal. A experiência me mostrou que podemos usar sim este tipo de
abordagem, mas sempre pensando que "cada caso é um caso" e que devemos olhar
todos os aspectos pertinentes (não somente um número). Particularmente que
eu confiaria 30% em uma avaliação de riscos baseada somente em números.

Nunca mais usei cálculos. Prefiro chamar uma reunião multidisciplinar (adoro
essas reuniões, várias cabeças juntas conseguem enxergar muito mais do que
uma só), levar algumas premissas, alguns riscos que eu previamente
identifiquei e assim começa a discussão.

Dependendo da criticidade da mudança, detalhamos um plano B; ou seja; "e se
a mudança não der certo, o que fazer?". Por algumas poucas vezes, tive que
acionar esse plano. Se ninguém tivesse pensado antes, talvez tivéssemos
perdido o equilíbro no momento da "tragédia" e tomado as decisões erradas.
Um exemplo disso foi num projeto de migração de versão de várias bases de
dados Oracle. Foi um desastre que poderia ter tido grande impacto financeiro
para a companhia se não tivéssemos previsto anteriormente essa situação.
Lembro que quando abri minha boca pra dizer "e se der errado?" quase foi
crucificada, pois as "estatíticas" não tendiam a isso...

Sugestão: use o bom senso, se comunique com outros profissionais envolvidos
na mudança, tente pensar em todas as possibilidade e como cada uma delas
afetaria o seu negócio. Aí você vai encontrar onde deve atacar.

 

Att,
Gisely

 

Em 26 de maio de 2010 15:37, Rui Natal <[email protected]> escreveu:

  

Meu amigo,

 

Seria uma questão de você, em seu cenário específico, ir aplicando pesos a
cada uma das questões e suas respectivas respostas.

De forma semelhante (em termos de linha de raciocínio) ao que se faz quando
se pondera Urgência e Impacto para se chegar à Prioridade.

Mas isso é bem na base do cada caso é um caso.

Entendo que não exista ou não deva existir uma regra única tipo “one size
fits all”.

Não tem essa de coelho saindo da cartola.

à IC’s envolvidos (em termos de Hw e seus componentes) ? aplicativos ?
serviços ? áreas impactadas ? abrangência ? . . . ? . . . ?

 

Plagiando o tal do Roberto Carlos è “... são tantas emoções ...”  Mas, sem
nenhuma conotação de deboche, OK ?

E o importante é que você vivencie estas emoções, e vá fazendo ajustes,
inclusões / exclusões, estudando e sentindo suas repercussões, e fazendo
ajustes ... 

 

Um abraço.

 

Rui Natal

 

 

  _____  

De: Adriano Litvak [mailto:[email protected]] 
Enviada em: quarta-feira, 26 de maio de 2010 15:25 


Para: [email protected]

Cc: Rui Natal
Assunto: Re: RES: [itsm_br] Análise de risco em gerenciamento de mudanças 

 

Olá Rui,

 

Então, me ajudou, os pontos foram muito interessantes, porém eu gostaria de
saber como cálculo matematicamente esses pontos, pra chegar se essa mudança
possui risco baixo médio ou alto...

 

Abraços e muito obrigado
 

____________________________________
Adriano Litvak, Cobit4.1, ITILv3
IT and Security Consultant
[email protected]

 

 

  _____  

From: Rui Natal <[email protected]>
To: [email protected]
Sent: Wed, May 26, 2010 8:14:20 AM
Subject: RES: [itsm_br] Análise de risco em gerenciamento de mudanças

  

Adriano, bom dia.

 

Não sei se estou lhe ajudando com a resposta, enfim...

Trabalho diretamente com uma suíte de produtos de Sw, e ela já prevê que se
formule (a depender de customização / parametrização) umas tantas perguntas
e se atribua pesos às respostas a estas perguntas, e assim, chega-se ao
risco estimado para aquela mudança.

 

Por exemplo: 

è Ela precisa ser realizada no horário do expediente ?

è Em caso de problema temos como voltar à situação anterior (back-out) ?

è A mudança já foi testada e homologada ?

è Os procedimentos de restauração ou volta (ou back-out) já foram testados ?

è A mudança afeta recursos críticos / estratégicos do cenário operacional /
de produção ? 

è Esta mudança poderá comprometer outros IC’s (componenets, aplicativos,
serviços) ?

è Qual o tempo estimado de interrupção ou degradação no caso de uma falha na
mudança ?

 

°°°

°°°

°°°

E por aí vai.

Espero ter ajudado.

Um abraço a todos.

Rui Natal 

 

  _____  

De: itsm...@yahoogroups .com [mailto:itsm_ b...@yahoogroups. com] Em nome de
Adriano Litvak
Enviada em: segunda-feira, 24 de maio de 2010 09:53
Para: itsm...@yahoogroups .com; Governanca_COBIT_ i...@yahoogrupos .com.br
<http://com.br/> 
Assunto: [itsm_br] Análise de risco em gerenciamento de mudanças

 

  

Olá Pessoal,

 

Como vcs fazem análise de risco em processo de uma mudança. É por percepção,
cálculo de fatores? se alguém puder disponibilizar exemplo, agradeço

 

 

Abraços
 

____________ _________ _________ ______
Adriano Litvak, Cobit4.1, ITILv3
IT and Security Consultant
adriano...@yahoo. com

 

 



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