Em Sáb, 2009-11-14 às 16:21 -0200, Leonardo Bergamo escreveu: > Salles, > Eu não discordo da importância de falar outras línguas. Me viro bem no > inglês, e no espanhol também, e até arranho alguma coisa de italiano. > Mas entre aprender outra língua para crescer e denegar a própria língua > a segundo plano tem uma grande diferença.
É verdade, Leonardo, mas isso está parecendo um efeito estufa, o "peso" da importância de outras linguagens está crescendo, e pior, isto está partindo dos meios didáticos e culminando nos meios profissionais, restringindo a educação superior e oportunidades de melhor colocação profissional a quem "pode pagar" pelos cursos. A educação colegial estatal, por exemplo, administra pessimamente o ensino de outras línguas e raros são os alunos que conseguem uma pontuação significativa nestas em concursos. Quando o conseguem, serão crucificados no ensino superior e mal conseguirão dar conta do recado. Se, casualmente, conseguirem concluir o ensino superior, poucas chaces terão no mercado de trabalho. Embora isto vá aumentar o post, devo citar que tenho esse exemplo em casa: Dos 50 que ingressaram em odontologia na UFRJ, apenas 5, dentro eles minha minha (felizmente), concluirá no próximo ano os períodos sem pendências e partirá para um mestrado ou especialização. Isto se deve principalmente ao fato de poder acrescentar as literaturas "importadas" no seu aprendizado e permitir-lhe desenvolver projetos científicos com essas bases. Sem isto, estaria "perdida" como os seus 45 colegas que, segundo ela, dificilmente concluirão o curso e alguns só atuarão na profissão por serem "filhos" de profissionais que os encaminharão em seus próprios consultórios. Meu filho, no primeiro período de nutrição na UERJ, é um dos poucos que se destacam nos "trabalhos" por ter fluente o inglês e poder lidar com literaturas específicas. Um detalhe a acrescentar: Qualquer trabalho científico efetuado por um acadêmico brasileiro que será apresentado em algum congresso no exterior terá que ser feito em inglês. Felizmente o oposto ainda é exigido para que estudantes estrangeiros o façam no Brasil. No entanto, uma das apresentações de minha filha foi efetuada por ela em inglês traduzida na hora, por exigência dos julgadores face a presença de muitos "assistentes" que não tinham entendimento de nossa linguagem. Você não julgaria esta exigência absurda? Salles (Nethell) Ubuntu User 24389 Linux User 496632 -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

