On May 12, 2007, "Fabianne Balvedi" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Eu trabalho com metareciclagem e através > deste conceito costumamos usar muito o termo > "abrir a caixa preta" pra referenciar as coisas > que podemos descobrir que existem dentro > do computador, tanto concretas como abstratas, > tanto hardware como software. Entao o uso dos > termos aberto e fechado pra mim nao tem o peso > de uma associação com outro tipo de ideologia. Entendi. Para a sua audiência, talvez seja adequado então fazer menção às idéias de caixa preta (fechada) e caixa branca? (aberta). (Pelo menos no estudo de testes em computação, usamos os termos caixa preta e caixa branca, vocês também?) Mas convém deixar claro que o fato de ser caixa aberta ou fechada não significa Livre ou não-Livre. Caixa fechada necessariamente é não-Livre, mas caixa aberta pode ser Livre ou não, depende da existência de outras restrições. > Eu não consigo ver problemas ideologicos > em dizer que o codigo do software livre é aberto, De fato, é, mas o termo "código aberto" foi co-optado por uma organização que o definiu de modo a significar algo diferente, mais abrangente, que o que um desavisado entenderia como código (fonte) aberto. E no momento em que você usa esse termo, você pode induzir o desavisado a achar que é a mesma coisa, e pode confundir o avisado, que não vai saber direito se você está usando a definição formal ou o significado original. > Enfim, li e reli a apresentação, melhorei algumas coisas > nesse sentido, arrumei o intalando do slide 29 > (valeu quem me avisou), mas algumas referencias a > aberto e fechado eu deixei porque era > aquilo mesmo que eu queria dizer. O único uso que sobrou, em Agora imagine se os códigos da Língua Portuguesa fossem propriedade de alguém, patenteados e fechados não é motivo para objeção no que diz respeito à discussão aberto/livre. Pessoalmente, ainda acho que, em lugar de "patenteados e fechados", ficaria melhor algo como "controlados e restritos", já que patentear não é necessariamente uma forma de restringir (embora pareça fazer pouco sentido patentear com outros objetivos ;-), e restrições através de patentes e negação de acesso ao código fonte são apenas casos específicos de um risco mais geral, que é justamente o de alguém controlar e restringir o que se pode ou não fazer. O perigo é isso não ficar tão claro pra audiência, talvez acostumada à noção da caixa preta e à confusão que cerca as idéias de patentes... Enfim, fica a sugestão, sem compromisso, e a ponderação sobre a adequação da apresentação para cada audência. Valeu, abraço, -- Alexandre Oliva http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/ FSF Latin America Board Member http://www.fsfla.org/ Red Hat Compiler Engineer [EMAIL PROTECTED], gcc.gnu.org} Free Software Evangelist [EMAIL PROTECTED], gnu.org}
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