Olival, A citação do iPhone foi oportuna para que eu pudesse compreender o que você está qualificando (reduzindo) como inovação, passando a contabilizar em termos de quantidade e por conseqüência disso deduzindo que existe menos inovação em SL do que em SP.
Um problema significativo da sua abordagem (que possivelmente existe também em suas referências) é que ela não leva em consideração a diferença mais fundamental entre os modelos de desenvolvimento do SL e do SP. SL é desenvolvido fundamentalmente em comunidade, os desenvolvedores se organizam em torno dos chamados projetos (desenvolvedores até mesmo de empresas diferentes e "concorrentes" participam de um esforço colaborativo e ainda assim conseguem beneficiar seus empregadores) e em geral os projetos nascem das necessidades dos próprios desenvolvedores. Desenvolvedores e usuários muitas vezes se confundem, principalmente na gênese dos projetos, a partir daí a comunidade começa a ser expandir e como conseqüência disso novas características vão sendo incrementalmente adicionadas ao projeto (produto). Há que se considerar fundamentalmente que o desenvolvimento do SL é colaborativo e incremental, assim sendo é razoável acreditar que o número de projetos (produtos) equivalentes e concorrentes entre si é reduzido em relação ao que ocorre com SP. Casualmente podem ocorrer os chamados forks que dão origem a novos projetos, equivalentes ao original e concorrentes. Nesses casos grande parte do esforço de desenvolvimento continua sendo compartilhado indiretamente mas em geral, com o decorrer do tempo, acontece o distanciamento crescente entre os objetivos e características específicas dos projetos. Por estes motivos eu acredito que a sua abordagem quantitativa, usada para afirmar que há mais inovação em SP do que em SL, não é tão precisa. Ela também não serve para nos responder um pergunta importante, quais dessas inovações são as mais importantes. Abraço, On 2/26/07, Olival Gomes Barboza Júnior <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Em 26/02/2007, às 19:34, Pedro A.D.Rezende escreveu: > A internet (com i minusculo, isto é, o TCP/IP) decolou com a > implementação da pilha TCP/IP freeBSD, primeiro SO com licença > livre de que se tem notícia, em 1987. O correio eletronico decolou > com o SendMail, livre e cuja primeira versão data de 1986. O http/ > html decolou com o Mosaic, em 1992, que não era livre mas > inicalmente gratuito e depois seus autores o refizeram no Netscape, > cujo código foi finalmente licenciado com a licença livre MPL. > Netscape que introduziu o SSL, que resolveu o nó górdio da > escalabilidade do uso de criptografia assimétrica expandindo o > protocolo implementado pelo PGP (livre), escalabilidade que o IETF > não conseguia fazer decolar, em dez anos, com o PEM. Reiterando o q eu disse anteriormente, não estou afirmando q não existe inovação em SL, apenas q ela não é tão abundante qto alguns querem crer. É claro q conheço os exemplos citados (o terceiro eu não considero adequado, pois trata-se de um produto proprietário q depois virou livre. O conceito do produto não foi alterado qdo ele foi tornado livre), mas, convenhamos, apenas 2 (dois) casos não pesam em termos de número de inovações. Foi por isso q pedi ao Antonio Fonseca q fosse mais específico, pois sempre q a oportunidade aparece eu acrescento alguma coisa à "lista de inovações livres" de q tenho conhecimento. Obviamente, estou falando de quantidade, não de qualidade. Se as inovações citadas não fossem "livres", certamente não teríamos a Internet q temos hj. Mas, acho q o parágrafo seguinte foi certeiro qto ao problema: > Acho que vc não encontra inovação porque é muito jovem para olhar > onde elas estão. Bom, aqui vc foi direto ao ponto. Sempre escuto como "inovação" em SL protocolos e aplicativos q são a base da Internet. Coisas de qdo eu não tinha nascido ou era beeem novinho (e olha q já passei dos trinta e poucos e entrei nos trinta e tantos). Depois disso . . . Acabou??? Posso citar alguns exemplos aqui e ali (ZFS, talvez?), sem falar q o SL em si representa um modelo de ruptura na indústria de software. Mas, "inovação" no sentido, digamos, "iPhone" da vida eu não tenho visto. E citei este produto justamente pq seu mérito é combinar tecnologias estabelecidas em uma forma original. > So falta vc dizer que a MS é uma empresa de inovação em TI. Bom, quem deve achar isso é a turma do Mono, q faz questão de implementar a plataforma deles. ;-) Mas, aqui e ali eles pontuam coisas interessantes. Aquele chinês q a Google levou deles comandava um laboratório bem interessante, embora me pareça q nada dali tenha encontrado o caminho dos produtos da MS. E acho q a interface do MS Office 2007 abriu o caminho pra uma forma nova de interagir com um produto cuja interface ainda era baseada nos velhos guidelines CUA (acho q era isso . . . taí outra coisa bem antiga). Como só vi demonstrações e não uso o produto, desconheço os problemas q vieram junto com as alterações na interface, mas, ainda assim, me parece um passo bem interessante em um produto q tinha virado "commoditie". Só lamento q a turma do OpenOffice.org tenha passado os últimos releases buscando "inspiração" na interface do MS Office 2003, ao invés de propor uma nova abordagem. Ponto para o Google Docs. [ ]s, olival.junior_______________________________________________ PSL-Brasil mailing list [email protected] http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil Regras da lista: http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil
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