On Jan 8, 2007, "Cristiano Furtado" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Logo se fosse num local privado, onde ninguem iria filmar nada, isso > não teria acontecido. Então vamos supor que o casal houvesse realmente ido a um motel. Mas uma câmera escondida houvesse capturado a relação deles, provavelmente ainda mais quente. Aí o dono da câmera divulga o vídeo no YouTube. Nesse caso fica mais claro que quem filmou fez algo errado e quem foi filmado não fez nada errado, mas o problema é o mesmo: uma pessoa está tendo sua imagem utilizada sem consentimento e a distribuição do vídeo lhe causa prejuízo moral. Qual o recurso que essa pessoa tem? Como bem colocou o Banffy, o modelo anárquico e sem fronteiras da Internet inviabiliza colocar o gênio de volta na garrafa, mas isso não desculpa a violação impune de direitos. Encontrar um equilíbrio que respeite a todos enquanto tantos teimam em desrespeitar os próximos não é fácil. Bloquear o YouTube por inteiro certamente não é a solução, mas bloquear um vídeo específico do YouTube é tecnicamente inviável dentro do modelo em que YouTube foi concebido, e menos viável ainda dentro do escopo da Internet como um todo. Mas, novamente, o fato de que a violação é difícil de coibir não desculpa a violação dos direitos. O perigo, como outros já vêm apontando, é o enrijecimento excessivo de uma sentença a fim de coibir a violação de direitos, de modo que viole outros direitos ainda maiores de ainda mais gente. Mas quem tiver uma idéia de como ter todos os direitos envolvidos respeitados que atire a primeira idéia. -- Alexandre Oliva http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/ FSF Latin America Board Member http://www.fsfla.org/ Red Hat Compiler Engineer [EMAIL PROTECTED], gcc.gnu.org} Free Software Evangelist [EMAIL PROTECTED], gnu.org}
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