Ada Lemos escreveu:
Pessoal,
No que tange à Daniella, não houve espaço pra eu saber quase nada
sobre este assunto com seus avós,as hs passadas com eles não foram
quase nada à sós, sobretudo porque "apareceram"visitas sem aviso
prévio e a minha filha adolescente acabou indo junto.
Acabei sem saber quase nada das decisões judiciais e quetais.Mas,
entendi que foi o namorado quem entrou com a ação, contratou
advogados, etc.
E o entorno do assunto tb em nível pessoal, é mais complicado do q
supunha, muito mais complexo, muito mais mesmo.
Pude é deixar claro que liberdade de expressão é sagrado e que
conjugar direitos de todos e tb deveres, precisa-se ser bem
trabalhado, alem do que são poucos demais em excesso a entender
alguma coisa do direito de informática,crimes cibernéticos, mormente
juízes para dar sentenças corretas, adequadas e ou advogados entrarem
com ações.E que tirar o YOU Tube do ár,a possibilidade das pessoas de
acessá-lo nada tem a ver, só aumenta a confusão e agressões à Dani, em
especial.Fui ouvida.
Foi, como sempre, muito agradável estar com os parentes, mas tb
duro.Duro saber de certas artmanhas de paparazzis da vida sozinhos ou
conjugados com outros. Não é a toa que a família real inglesa brigue
tanto pra resgardar a privacidade de seus príncipes.
Dani estava em Cádiz com a família toda do namorado, que não estava na
praia na hora do vídeo, mas em Cádiz, ou seja a Daniella estava com
Tato em Cádiz mais os seus pais , irmã.
Fiquei contente de saber que a Dani voltará a estudar este ano, espero
que ela consiga conciliar seus trabalho com a faculdade de direito.
E achei instigante de que Ronaldo continua telefonando, procurando.
Assim que tenha mais informações consistentes , vamos conversar
Abs,
Ada
On 1/9/07, *Olival Júnior* <[EMAIL PROTECTED]
<mailto:[EMAIL PROTECTED]>> wrote:
Em 09/01/2007, às 03:02, Ricardo L. A. Banffy escreveu:
> Fizeram, foram filmados, lamentaram (terem sido filmados) e a coisa
> deveria ter ficado nisso. Não tinham o direito de reclamar de quem
> filmou porque eles próprios ofereceram a imagem que foi captada.
> Não estavam entre paredes nem tomaram precauções razoáveis para
> evitar o constrangimento.
Suponho, então, q se eu esqueço a porta de casa aberta e um ladrão
rouba meu apartamento não posso reclamar à polícia pq não tomei
"precauções razoáveis" para evitar o delito? Ou se um bêbado bate no
meu carro eu sou o culpado por ter falhado em aplicar algum princípio
de direção defensiva?
Convenhamos, o filme foi obtido de forma sub-reptícia e não vejo
diferença entre isso e voyerismo. Mas, curiosamente, não vejo ninguém
aqui xingando o paparazzi de pervertido.
Ou alguém aqui realmente acredita q ficar filmando escondido, à
distância, o q um casal de namorados faz é realmente "jornalismo"?
O q o casal fez foi correr atrás de direitos q acreditava ter e não
há nada errado nisso em uma sociedade livre. O dia em q não for
possível fazer isso, aí sim estaremos de volta à Ditadura.
Aliás, o tal site de boicote me chamou a atenção pq o cara parece ter
problemas contra quem esteja acima do peso tbém.
> O juiz deveria é ter passado um sermão nos dois.
O juiz deveria era prestar atenção ao q escreveu e às conseqüência de
sua decisão. Se não fosse este caso, cedo ou tarde surgiria algum
caso onde alguém iria questionar algo similar e daria nisso.
O foco de toda essa barulheira ao redor do problema devia estar na
qualidade da sentença, não no direito de alguém buscar seus direitos
(quer ela tenha razão ou não) na justiça.
Suponha q alguém resgatou um vídeo mórbido. Digamos, os últimos
minutos da Lady Di agonizando no q sobrou do carro onde ela morreu. E
vamos supor q o pai do falecido namorado dela por algum motivo entrou
na justiça brasileira para impedir a circulação deste vídeo. Seria
justo ele querer proteger a imagem da sua quase-nora? Suponho q sim.
MAS, se o processo caísse na mão do mesmo juiz da Cicarelli,
correríamos o risco novamente de ter um site inteiro bloqueado para
evitar apenas um conteúdo específico.
Assim, todo esse barulho ao redor da Cicarelli parece apenas servir
de cortina de fumaça para o real problema: a qualidade das decisões
do nosso judiciário em relação a assuntos de TI.
> Como eu disse em outro lugar, aqui em casa os únicos que não têm o
> discernimento suficiente para evitar fazer sexo em lugares públicos
> são peludos e andam em 4 patas.
Fala sério . . . Daqui a pouco vc vai mandar uma msg dizendo q isso
só deve ser feito com permissão do padre, com a proteção de Deus, sob
as orientações das sagradas escrituras, com fins exclusivamente de
procriação, só depois do casamento, e só papai-e-mamãe. De
preferência rezando para aquela sensação pecaminosa de orgasmo passar
rapidinho, né? :-P
Agora, em q pese essa noção "Wilderiana" de q as fortes paixões nos
aproximam de criaturas menos capacitadas para a razão, q é muito bom
fazer isso na praia (mesmo com areia), isso é. Aliás, na praia, na
piscina, no meio do mato, no elevador, na garagem . . . Até na cama
entre quatro paredes. :-)
[ ]s,
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Colegas, é uma questão cultural. Estamos apenas mostrando ao mundo nossa
verdadeira face. Senão vejamos:
Ora, declaramos a China como uma "Economia de Mercado".
Ora, esbravejamos contra o Orkut porque não estão nas nossas mãos as
regras para que circulem as informações no mesmo.
Ora, impedimos o site Youtube de trafegar no Brasil.
Estamos apenas utilizando métodos chineses para controlar a rede.
O que eu temo é que a jovem talvez tenha comprado uma briga de
proporções a qual ela pode não ter estrutura para segurar, e que a
justiça não tenha braços suficientes para corrigir.
Uma pessoa indignada (mais meu estilo) pode simplesmente ignorá-la, ou
até boicotá-la.
Já pessoas um pouco mais "alteradas" podem vir a persegui-la
digitalmente (até pessoalmente). Constrangimentos em público, emails às
toneladas, invasão de sites que circulam informações e curiosidades
sobre ela...
Não sou especialista, mas me parece seguro afirmar que esse tipo de
resolução afeta também a comunidade de software não livre.
O que fica claro é que utilizaram uma bomba arrasa-quarteirão para matar
um grilo, e, algumas pessoas podem não captar a mensagem com os olhos
críticos de uma lista de alto nível como essa. Não se interessarão em
ler a decisão do juiz. Muito menos julgar se procedia ou não. O que será
captado é que "estão interferindo no que eu posso ou não ver na
Internet" e quem começou isso foi essa jovem.
Não devo ter acrescentado muita coisa. Pessoalmente não tenho nada
contra a moça (Nem a favor). A minha dúvida sobre a proibição judicial
do site é: "Ficar calado e torcer para que não ocorra de novo ou
reclamar para que não ocorra de novo".
Orlando Furioso
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