Fiquem tranquilos, Eduardo Azeredo é um bocó que trabalhou na IBM e que
não encontrou um Steve Jobs pela frente prá ser posto no lugar dele.
Lembram de Piratas do vale do Silício?Ele merecia aquilo ehehe
Esse projeto é tosco, flagrantemente inconstitucional, se a diarréia
mental do congresso levasse a aprovação, o que duvido, seria derrubado
judicialmente depois de uma guerra de anos.
Isso aqui, ao contrário do que muitos desejam, é um país livre, isso
aqui não é Cuba ou China.
Rafael Kafka
"Dubito ergo cogito, cogito ergo sum" | "Justitia est constans et
perpetua voluntas jus suum cuique tribuendi" |
******************KAFKA Extreme********************
| PENTIUM-D 930 *PRESLER* | Gigabyte 8I945GMF | X300 HM | 2x 512mb
DDR2-667 Kingston Value | | LCD 17" Samsung 721s | Hitachi 160GB SATA
II | X7-8600 7.1
| FreeBSD 6.1 | Gentoo GNU/Linux 2006.1 | GNU BIGLINUX 3.0 | Ubuntu
GNU/Linux Dapper Drake 6.06.1 LTS | Novell SuSe GNU/Linux 10.1 X86_64
| Seja livre, use GNU/Linux! | GNU/Linux user: #393659 | Machine number
#294871 | http://counter.li.org | Liberte-se! Use o Firefox.|
Ana Maria Moraes de Albuquerque Lima escreveu:
Esta é uma questão polêmica, mas discordo que este projeto seja contra a
inclusão digital, porque a inclusão digital como qualquer ato educativo
deve caminhar junto com a ética e os desafios do nosso mundo cada vez
mais mediado pelas tecnologias. Cabe ao educador das escolas trabalhar
as questões e desafios éticos do mundo digital de forma saudável e sem
terrorismo.
No caso do trabalho crianças e adolescentes não acho um erro
responsabilizar o professor se algo de errado ocorre no laboratório de
informática no momento da aula dele. Eu como educadora de inclusão
digital que sempre trabalhei com pré-adolescentes trabalho direto com o
uso do consentimento informado e em cojunto com a família, mesmo quando
os pais são analfabetos digitais (que era o caso da maioria dos pais dos
meus alunos) e falo de ética com os alunos sempre que há uma
oportunidade ou quando iniciava uma nova ferramenta. Por exemplo, o blog
é uma excelente ferramenta pedagógica em sala de aula, porém a grande
verdade é que esta é uma ferramenta que envolvem alguns desafios éticos
e muitos professores não trabalham com consentimento informado e com a
autorização dos pais e acham isso desnecessário e besteira mesmo a
legislação sendo clara. E não duvido nada que tenha muito educador que
trabalha ferramentas sem ler o contrato jurídico e coloca eu aceito.
A questão é que rolam coisas graves a partir de laboratórios de
informática na questão ética nas escolas públicas e muitos professores
fazem vista grossa. Dependendo da gravidade do que ocorre, não acho erro
responsabilizar o professor. E acho dever do professor no momento que
escolhe trabalhar uma ferramenta virtual ler o termo de uso destas
ferramentas. Eu acho que a inclusão digital nas escolas e nos
Telecentros deve caminhar ao lado da ética e as escolas têm que estar
preparadas para os desafios éticos do universo digital. Dependendo da
gravidade do que ocorre em sala de aula, há momentos que o professor e
diretor tem que acionar a justiça e caminhar em conjunto com ela, porque
faz parte do seu dever ético e sua autoridade. É importante para o
educador ter noção da sua autoridade em sala de aula e saber como agir
quando as coisas vão bem e também quando as coisas não vão bem.O meu
receio é que esta lei venha abrir um precendente para ocorrer no país
o mesmo que ocorre no sistema educacional dos EUA em decorrência dos
paus que a escola tomou da justiça pelos problemas que rolaram por lá.
Eu já tive um problema com blog meio sério na minha sala de aula (no
caso era bullying de um aluno de outra sala), mas cujo desfecho teve um
final feliz. Eu percebi que duas s alunas estavam desatentas e de longe
vi elas acessando um blog xenófobo bem distante e fui ver o que estava
acontecendo. Eu podia ter feito vista grossa, mas não fiz e fiz cópia,
imprimi conversei com os pais e levei a questão para a direção da
escola. Consegui tirar o blog do ar no mesmo dia, pois fiz a denúncia ao
servidor. Contudo, eu percebi pela reação da turma que as três crianças
precisavam de proteção - tanto a que fez o blog contra estas minhas
alunas como as minhas alunas que receberam este bullying. E não deu
outra, a escola tinha suas gangues e juntou uma gangue para bater
no jovem que fez o blog e outra gangue que queria bater nas alunas, por
ter delatado para mim e eu tirado o site "famoso na escola" do ar.
Durante um mês me comprometi com os pais de levar a criança até o ponto
de ônibus para protegê-las na saída da escola até a poeria baixar. Se
algo tivesse acontecido com elas eu seria responsável, sim e teria que
responder pelos meus atos pois eu era a autoridade em sala e tinha
conhecimento do fato.
E sabe o que os professores da escola me disseram que eu não devia ter
me metido porque como era na Internet aquilo era algo externo que não
tinha nada a ver com a escola (para o meu espanto, pois tudo ocorreu a
partir do laboratório da escola). Mas a história teve um final feliz e
foi um momento rico para se discutir desafios éticos no universo virtual
a partir de um fato concreto. Só acho que muitos educadores têm que se
preparar mais acerca da sua responsabilidade e questões éticas do
universo digital e trabalhar isso de forma tranquila, sensata e
saudável. Porém, não conheço a lei direito e tenho receio que certos
abusos possam ocorrer a partir daí.
Um abraço,
Ana Maria.
2006/11/6, Ada Lemos <[EMAIL PROTECTED] <mailto:[EMAIL PROTECTED]>>:
Projeto quer controlar acesso à internet
ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima
quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos
usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva
interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de
bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas,
filmes, imagens), entre outros.
O acesso sem identificação prévia seria punido com reclusão de dois a
quatro anos. Os provedores ficariam responsáveis pela veracidade dos
dados cadastrais dos usuários e seriam sujeitos à mesma pena (reclusão
de dois a quatro anos) se permitissem o acesso de usuários
não-cadastrados. O texto é defendido pelos bancos e criticado por ONGs
(Organizações Não-Governamentais), por provedores de acesso à internet
e por advogados.
Os usuários teriam de fornecer nome, endereço, número de telefone, da
carteira de identidade e do CPF às companhias provedoras de acesso à
internet, às quais caberia a tarefa de confirmar a veracidade das
informações.
O acesso só seria liberado após o provedor confirmar a identidade do
usuário. Para isso, precisaria de cópias dos documentos dos
internautas.
Críticas
Os provedores de acesso à internet argumentam que o projeto vai
burocratizar o uso da rede e que já é possível identificar os autores
de cibercrimes, a partir do registro do IP (protocolo internet)
utilizado pelos usuários quando fazem uma conexão. O número IP é uma
espécie de "digital" deixada pelos internautas. A partir dele,
chega-se ao computador e, por conseguinte, pode-se chegar a um
possível criminoso.
Principais alvos do cibercrime, os bancos e os administradores de
cartões de crédito querem a identificação prévia dos internautas. O
diretor de Cartões e Negócios Eletrônicos da Febraban (Federação
Brasileira de Bancos), Jair Scalco, diz que não adianta criar leis
para punir as fraudes na internet se não houver a identificação
obrigatória de todos os internautas. Ele defende que os registros de
todas as conexões sejam preservados por pelo menos três anos.
O projeto recebeu muitas críticas. "É uma tentativa extrema de
resolver a criminalidade cibernética, que não surtirá efeito. O
criminoso vai se conectar por meio de provedores no exterior, que não
se submetem à legislação brasileira, ou usará laranjas [terceiros] e
identidade falsa no Brasil", afirma o presidente da ONG Safernet
(Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos), Thiago
Tavares. A entidade é dirigida por professores da Universidade Federal
da Bahia e da PUC daquele Estado.
Para Tavares, o projeto, se aprovado, irá burocratizar e restringir o
acesso à internet. "Não se pode acabar com a rede, em nome da
segurança, porque ela nasceu com a perspectiva de ser livre e trouxe
conquistas muito grandes, como a liberdade de informação e de
conexão", afirma.
Para ele, os provedores tenderão a dificultar o acesso das pessoas à
rede mundial de computadores, com medo de serem responsabilizados
criminalmente por atos dos usuários.
Lobby
O relator do projeto é o senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador
de Minas Gerais. Os especialistas do setor dizem que o mentor das
mudanças é o assessor de Azeredo José Henrique Portugal, ex-dirigente
do Serpro, estatal federal de processamento de dados.
O presidente da ONG Safernet diz que, por trás da identificação e da
certificação prévias dos usuários da internet, está o lobby das
empresas de certificação digital, espécie de cartórios virtuais, que
atestam a veracidade de informações veiculadas pela internet.
De acordo com ele, o projeto está na contramão da democratização do
acesso à internet, ou inclusão digital, pretendida pelo governo.
Leia mais
# Senador quer responsabilizar professores pelo uso da internet em
escolas
# Uso indevido de internet prevê pena de reclusão
Especial
# Leia o que já foi publicado sobre controle da internet
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