On Tue, Feb 19, 2019 at 7:45 AM Claudio Buffara
<[email protected]> wrote:
>
> Toda matriz tem um autovalor. De fato, uma matriz nxn tem n autovalores, que 
> podem não ser reais e nem todos distintos.

Tem um detalhe que não afeta a validade da sua demonstração, mas acho
importante ressaltar.  A definição de autovalores que dá n autovalores
para uma matriz nxn é "algébrica", e não vem necessariamente com n
autovetores associados (que são ditos "geométricos").  Isso acontece
com matrizes nilpotentes, por exemplo, e de forma mais geral em blocos
de Jordan (como o artigo mostra).  O importante (que vem justamente de
Jordan) é que para cada autovalor k (SEM multiplicidade, portanto
podendo ser menos do que n) sempre tem pelo menos um autovetor X
correspondente, e daí você pode usar o seu raciocínio para mostrar que
Re(k) = 1/2.  Daí você volta para a álgebra, e vê que as
multiplicidades (algébricas) dos autovalores conjugados são iguais.
(Talvez até seja possível mostrar que se M é real, as multiplicidades
geométricas de autovalores conjugados também são iguais, mas neste
caso não precisa)

> Dá uma olhada nesse artigo aqui: 
> https://www.maa.org/sites/default/files/pdf/awards/Axler-Ford-1996.pdf

Muito bom!!  Vou usar nas minhas aulas de Álgebra Linear.  Uma coisa,
entretanto: não vi a demonstração (nem o enunciado) do fato geométrico
"há pelo menos um autovetor de verdade para cada autovalor" (e não
apenas autovetores generalizados).  Não é difícil com tudo o que já
tem no artigo: por exemplo, (T - lambda * I)^k v = 0 mas não com k-1
implica que w = (T - lambda I)^{k-1} v é um autovetor "normal" de T.

> []s,
> Claudio.
>
>
> On Tue, Feb 19, 2019 at 9:23 AM Rodrigo Ângelo <[email protected]> wrote:
>>
>> Oi, Claudio
>>
>> Nesse caso, como a gente sabe que A tem um auto valor k?
>>
>> Atenciosamente,
>> Rodrigo de Castro Ângelo
>>
>>
>> Em seg, 18 de fev de 2019 às 22:25, Claudio Buffara 
>> <[email protected]> escreveu:
>>>
>>> Dada uma matriz qualquer M, vou chamar de M* a conjugada transposta de M 
>>> (se M for real, M* = transposta de M).
>>> Dado um número complexo z, chamarei de z* o conjugado de z.
>>> E identificarei números complexos com matrizes 1x1.
>>>
>>> Seja k um autovalor de A.
>>> Então existe uma matriz coluna nx1 não nula X tal que AX = kX ==> X*A* = 
>>> k*X*
>>> X*AX = X*(kX) = kX*X
>>> X*A*X = (k*X*)X = k*X*X
>>>
>>> Somando estas duas equações, obtemos:
>>> X*AX + X*A*X = (k+k*)X*X ==>
>>> X*(A + A*)X = 2Re(k)X*X ==>
>>> X*IX = 2Re(k)X*X ==>
>>> X*X = 2Re(k)X*X ==>
>>> (1 - 2Re(k))X*X = 0.
>>>
>>> Como X <> 0, X*X > 0 ==> Re(k) = 1/2.
>>>
>>> Ou seja, todos os autovalores de A têm parte real = 1/2.
>>> Como A é real, o polinômio característico de A tem coeficientes reais ==>
>>> os autovalores de A ou são reais (e iguais a 1/2) ou então podem ser 
>>> particionados em pares da forma 1/2 + ib, 1/2 - ib (b real), cujo produto é 
>>> 1/4 + b^2 > 0 ==>
>>> det(A) = produto dos autovalores de A > 0.
>>>
>>> []s,
>>> Claudio.
>>>
>>>
>>>
>>>
>>> On Mon, Feb 18, 2019 at 9:50 PM Vanderlei Nemitz <[email protected]> 
>>> wrote:
>>>>
>>>> Pessoal, estou pensando na seguinte questão, consegui alguns resultados, 
>>>> mas nada concreto. Alguém com uma ideia que possa resolver?
>>>>
>>>> Seja A uma matriz real n x n tal que A + A^t = I.
>>>> Prove que detA > 0.
>>>>
>>>> A^t é a transposta de A.
>>>>
>>>> Muito obrigado!
>>>>
>>>> Vanderlei


-- 
Bernardo Freitas Paulo da Costa

-- 
Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antiv�rus e
 acredita-se estar livre de perigo.


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http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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