Eu tenho uma prova matemática, um tanto complicada.

Se y se anular um número finito de vezes, existe então a tal que y não se
anula em [a, oo). Como y é contínua, y é, neste intervalo, positiva ou
negativa. Para facilitar a leitura, deste ponto em diante os termos postivo
e negativo sempre se referirão a [a, oo),

Suponhamos y seja negativa. Como g é positiva, a EDO implica que y'' seja
positiva, o que, a seu turno, implica que y' seja estritamente crescente.
Se y' assumir algum valor não negativo, então lim x --> oo y'(x) > 0, disto
decorrendo que y(x) vá para oo com x,  contrariamente à hipótese de que y é
negativa. Assim, y' é negativa e y é estritamente decrescente. e negativa.

Sendo w >  0 o ínfimo de g em R,  para x em [a, oo) temos g(x) y(x) < d
y(a) < 0. Pela EDO, segue-se que y''(x) > - d y(a) > 0 em [a, oo), logo o
ínfimo de y'' neste intervalo é postivo. Como consequência, y' vai para oo
com x, novamente uma contradição.

Concluimos assim que a hipótese de que y seja negativa em  [a, oo) é
insustentável. Mas se y for positiva, então -y é uma solução da EDO
negativa em [a, oo), o que vimos ser impossível.

Vemos assim que a hipótese de que y se anule em R um número finito de vezes
leva a  contradição,  sendo portanto falsa. Se y for o deslocamento da
massa presa a uma mola com k variável e x for o tempo, então fica
matematicamente provado que a massa vai passar pela origem infinitas vezes
(desprezando atrito com o solo e resistência do ar)

Artur Costa Steiner

Em 19 de ago de 2018 14:21, "Artur Steiner" <[email protected]>
escreveu:

Seja g de R em R contínua e com ínfimo em R positivo. Mostre que toda
solução da EDO

y'' + gy = 0

tem uma infinidade de zeros em R.

Artur Costa Steiner

-- 
Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antiv�rus e
 acredita-se estar livre de perigo.

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