Tenho interesse em desenvolver algo nessa área. Havendo oportunidade, gostaria 
de ajudá-los.

Att. Kevin Kühl
Estudante de Engenharia de Computação - ICMC - USP
On 14 Jul 2018 17:14 -0300, Luiz Antonio Rodrigues <[email protected]>, 
wrote:
> Eu também tenho interesse....
> Um abraço!
> Luiz
>
> > On Wed, Jul 11, 2018, 3:12 PM Claudio Buffara <[email protected]> 
> > wrote:
> > > Oi, Nehab:
> > >
> > > Muito obrigado pela resposta.
> > >
> > > De fato, não sei se você se lembra de mim daquela época, mas fui seu 
> > > aluno na turma IME-ITA do Impacto em 1981.
> > >
> > > Vamos ver se mais alguém se manifesta e daí combinamos algo.
> > >
> > > []s,
> > > Claudio.
> > >
> > >
> > > > 2018-07-11 13:55 GMT-03:00 Carlos Nehab <[email protected]>:
> > > > > Bem, Claudio,
> > > > >
> > > > > A gente se conhece por essas bandas há tempos.
> > > > >
> > > > > Subscrevo suas observações e, motivado por cafezinho, chopp, e/ou  
> > > > > outras cabeças pensantes, até ousaria  complementá-las. Rsrsrs.
> > > > >
> > > > > Sim, tenho MUITO interesse em pensarmos juntos.
> > > > >
> > > > > Grande abraço
> > > > > Nehab
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > > Em Qua, 11 de jul de 2018 12:38, Claudio Buffara 
> > > > > > <[email protected]> escreveu:
> > > > > > > Prezados colegas da lista:
> > > > > > >
> > > > > > > Entendo que o tema pode ser off-topic pois não trata 
> > > > > > > especificamente de problemas olímpicos, mas aqui vai de qualquer 
> > > > > > > forma...
> > > > > > >
> > > > > > > Algum de vocês se interessa pelo ensino de matemática (escolar ou 
> > > > > > > universitário)?
> > > > > > >
> > > > > > > Pergunto porque há anos tenho pensado na melhor forma de ensinar 
> > > > > > > matemática (principalmente em termos de composição do currículo e 
> > > > > > > de apresentação dos tópicos nos livros didáticos), estou 
> > > > > > > convencido de que não estamos fazendo certo, nem na escola e nem 
> > > > > > > na universidade, e gostaria de ter gente interessada pra debater 
> > > > > > > idéias e, quem sabe, elaborar algum projeto mais concreto.
> > > > > > >
> > > > > > > Em linhas gerais, discordo da ordem em que os assuntos são 
> > > > > > > abordados, na maioria dos livros.
> > > > > > > O foco é muito mais na ordem lógica (seguindo o rigor do método 
> > > > > > > axiomático, mesmo em livros pra ensino médio) sem nenhuma 
> > > > > > > preocupação:
> > > > > > > - com a motivação para os resultados que são apresentados (e, nos 
> > > > > > > ensinos fundamental e médio, quase nunca demonstrados);
> > > > > > > - com tornar estes resultados intuitivos para o estudante.
> > > > > > >
> > > > > > > Também acho que certos assuntos deveriam ser incluídos e outros 
> > > > > > > excluídos do currículo, mas este, pra mim, é um problema menor. 
> > > > > > > Pois, qualquer que seja o tópico, se for bem ensinado e 
> > > > > > > incentivar o aluno a pensar, já tá valendo.
> > > > > > >
> > > > > > > A meu ver, seria ideal se cada tópico do currículo de matemática 
> > > > > > > fosse apresentado seguindo a sequência:
> > > > > > > identificação de padrões ("patterns") ==> formulação de 
> > > > > > > conjecturas ==> demonstração destas conjecturas.
> > > > > > > Pois esta é a maneira como a matemática é criada.
> > > > > > > Mas acho que muito poucos professores estão capacitados pra 
> > > > > > > ensinar matemática deste jeito.
> > > > > > >
> > > > > > > Em particular, no Ensino Médio, a ênfase nos últimos anos tem 
> > > > > > > sido na tal contextualização, que pode ser vista em todo o seu 
> > > > > > > esplendor nas provas do Enem.
> > > > > > > O resultado disso me parece ser um retrocesso na formação 
> > > > > > > matemática dos alunos e também a disseminação da mentalidade de 
> > > > > > > que a única matemática que deve ser estudada é aquela que é usada 
> > > > > > > no dia-a-dia dos cidadãos comuns.
> > > > > > >
> > > > > > > E, na universidade, a coisa não é muito melhor, mesmo num assunto 
> > > > > > > que só é visto na graduação em matemática. a análise real.
> > > > > > > Vejam só:
> > > > > > > Os livros tratam da topologia da reta antes de conceitos tais 
> > > > > > > como compacidade e conexidade se mostrarem realmente necessários 
> > > > > > > (o que, de fato, só ocorre em dimensão > 1; na reta, quase tudo 
> > > > > > > pode ser demonstrado com base em sequências e no método da 
> > > > > > > bisseção, que são coisas bastante intuitivas, mas que quase nunca 
> > > > > > > são usadas).
> > > > > > >
> > > > > > > Limites e continuidade podem ser introduzidos também com base em 
> > > > > > > sequências, interpretando-se os epsilons como margens de erro em 
> > > > > > > aproximação.
> > > > > > >
> > > > > > > Aliás, a noção de que análise nada mais é do que uma teoria de 
> > > > > > > aproximações quase nunca é mencionada.
> > > > > > > Por exemplo, foi só estudando a análise do R^n é que eu me dei 
> > > > > > > conta de que a derivada é uma aproximação de uma função 
> > > > > > > arbitrária por uma função afim.
> > > > > > > Antes disso, eu só sabia que "derivada = inclinação da reta 
> > > > > > > tangente".
> > > > > > >
> > > > > > > Os livros também mencionam critérios de convergência de séries 
> > > > > > > (Dirichlet, Abel, etc.) que vêm do nada (pois foram inventados 
> > > > > > > para o estudo de séries de Fourier, que estes liros não abordam).
> > > > > > >
> > > > > > > E o principal resultado sobre convergência de séries de potências 
> > > > > > > decorre quase trivialmente do estudo das PGs infinitas (assunto 
> > > > > > > de Ensino Médio). Mas qual livro deixa isso explícito?
> > > > > > >
> > > > > > > E, pra terminar, poucos têm uma figura para ilustrar o teorema 
> > > > > > > fundamental do cálculo que, com uma figura bem feita, fica bem 
> > > > > > > intuitivo. No entanto, a análise na reta em geral é apresentada 
> > > > > > > com um caráter aritmético/algébrico, mas quase nunca geométrico.
> > > > > > >
> > > > > > > Obrigado pela atenção.
> > > > > > >
> > > > > > > []s,
> > > > > > > Claudio.
> > > > > > >
> > > > > > > --
> > > > > > > Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
> > > > > > > acredita-se estar livre de perigo.
> > > > >
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