Analisando a função f(x) = ln(x)/x para x >= 1, podemos mostrar que, com 
exceção de  n = 2, as raízes não triviais positivas estão em (0, e), que contém 
um único inteiro, o 2. 2 está associado a 4, de modo que, para n >= 3, n 
diferente de 4, a raiz positiva não trivial não é inteira.

Seja r_n a esta raiz associada a n. Se r_n for racional, r_n = p/q, p e q 
inteiros positivos. Então,

(r_n)^n  = n^(p/q)
r_n = (np)^(1/nq)

np e nq são inteiros positivos. Conforme sabemos da teoria dos números, se a e 
b são inteiros positivos tais que a^(1/b) é racional, então a é uma potência b 
perfeita, ou seja, a^(1/b) é inteiro. Logo, concluímos que, contrariamente ao 
parágrafo anterior, r_n é inteira. Desta contradição, deduzimos que r_n é 
irracional. 

Suponhamos que r_n seja algébrica. Como potência inteiras de algébricos são 
algébricas, (r_n)^n é algébrico. n é inteiro >=3, logo é um algébrico diferente 
de 0 e de 1. Como r_n não é racional, o teorema de Gelfond/Schneider implica 
que n^(r_n) seja transcendente. Assim, (r_n)^n <> n^(r_n), contrariamente ao 
fato de que r_n é raiz da equação Assim, (r_n)^n = n^(r_n). Temos, portanto, 
que r_n é transcendente.

Se n for par nossa equação tem raízes negativas. Analisando a função contínua 
f(x) = x^n - n^x, vemos que f(0) = -1 e que f(-1) = 1 - 1/n > 0. Logo, há uma 
raiz em(-1, 0). Temos que f'(x) = nx^(n - 1) - n^x ln(n). Como n - 1 é ímpar e 
ln(n) > 0, para x < 0 temos f'(x) < 0 no eixo negativo, de modo que neste eixo 
f é estritamente decrescente. Assim, a raiz em (-1, 0) é única e não é inteira. 
O mesmo raciocínio do caso anterior mostra que é transcendente.

Abraços. 


Artur Costa Steiner

Em 03/03/2013, às 20:01, terence thirteen <[email protected]> escreveu:

> Posso usar Gelfond-Schneider? Ainda não tive ideias mas enfim...
> 
> 
> Em 11 de fevereiro de 2013 09:34, Artur Costa Steiner 
> <[email protected]> escreveu:
>> Mostre que, para todo inteiro n >= 3, n <> 4, as raízes positivas não 
>> triviais da equação x^n = n^ x são transcendentes.
>> 
>> Mostre que, se n for par, há uma única raiz negativa que também é 
>> transcendente (inclusive para n = 2 e n = 4).
>> 
>> Abraços
>> 
>> Artur Costa Steiner
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