Valeu Bernardo  , assim ficou fácil enxergar

Vou lembrar do  "a ver" da próxima vez :)
[]'sJoão

> Date: Thu, 8 Sep 2011 22:27:42 +0200
> Subject: [obm-l] Re: [obm-l] RE: [obm-l] Integral difícil
> From: [email protected]
> To: [email protected]
> 
> 2011/9/8 João Maldonado <[email protected]>:
> >  Deixa eu reformular a pergunta
> > Uma pergunta de  física no ITA consiste em  calcular  a energia dissipada
> > por um  resistor num  circuito RC série  (não se preocupe, vou fazer a parte
> > física)
> 
> [...Física...]
> 
> > Primeiramente  achei a expressão:
> > Integral[i.dt]  = (U0-i.R) A E0 /d
> 
> Uma coisa que ajudaria bastante a resolver esse tipo de questão é "se
> livrar das constantes". É claro que você não pode fazer isso "de
> qualquer forma", mas veja que U0, R, A, E0 e d são constantes (e é
> \epsilon_0 para a permissividade do vácuo, logo seria melhor chamar de
> e0 , eu fiquei um tempo achando que era energia armazenada inicial...)
> então o que você quer na verdade é resolver
> 
> Integral i(t) dt = a - b*i (com a = U0 A E0 /d e b = R A E0 / d)
> 
> O que *ainda* não é preciso o suficiente, e eu vou interpretar (dada a
> forma como você continuou) que é:
> 
> Integral, de t=0 até t=T de i(t) dt = a - b * i(T)
> 
> > Derivando  os 2 lados
> > i.dt =  (- RE0A/d)  di
> 
> e derivando dos dois lados a fórmula anterior (com relação a T, que é
> uma variável da minha fórmula, note que t é a variável de integração,
> ela não "existe" do lado de fora da integral para podermos derivar!!)
> temos realmente
> 
> i(T) = - b di/dT (T)
> 
> que é a fórmula que você obteve, com dependência explícita da variável
> (e menos explícita das constantes... cada chato com sua mania, eu faço
> questão de escrever todas as variáveis para não confundir as coisas)
> 
> > dt = (-RE0A/d)  di/i
> 
> Só para continuar o paralelo,
> 
> dT = -b di / i(T)
> 
> > Integrando
> > t = (-R.E0.A/d).ln|i|
> 
> é aqui que "faltou" a sua constante (como você mesmo adivinhou). Como
> eu estou com uma variável diferente, tenho que achar mais uma variável
> de tempo. Como acabaram os t, eu vou usar s (de "segundos" se você
> quiser)
> 
> Integral de T=0 até T=s dT = Integral de i=i(0) até i=i(s) -b di/i
> 
> Note que a segunda fórmula contém *também* uma mudança de variáveis,
> antes era uma integral de T=0 até T=s de uma função que só dependia de
> i, e assim a gente troca a integral em T por uma integral em i, e
> compõe os limites da integral. Continuando, temos
> 
> s - 0 = -b ( ln(i(s)) - ln(i(0)) )
> 
> Ou seja
> 
> ln(i(s)) = -s/b + ln(i(0))
> 
> Ora, i(0) é a corrente inicial, que é de qualquer forma
> Tensão/Resistência, mas acontece que nós *conhecemos* a Tensão inicial
> (e a resistência não muda), e portanto i(0) = U0 / R. Tomando
> exponenciais,
> 
> i(s) = U0/R * exp(-s/b)
> 
> > i = e^(-t.d/R.E0.A)
> > Substituindo  C = E0.A/d
> > i = e^(-t/RC)
> > Quando  t = 0,teríamos i = 1,  o que é um absurdo
> > pois quando  t = 0,  i = U0/R
> 
> O que confirma que eu e você temos a mesma idéia da corrente inicial :))
> 
> > Já  que  a integral sempre  despreza a constante  final, pensei que talvez
> >  houvesse   algo que ainda  não está na fórmulla, até porque  ao
> >  substituirmos  i na equação original,
> > Integral[i.dt]  = (U0-i.R) A E0 /d
> >
> > fica sobrando  U0.C
> > Talvez  algo do tipo  U0/R e^(-t/RC) resolvesse o  problema (t = 0,  i =
> > U0/R),  ou talvez não tem nada haver,  mas em qualquer  caso, como posso
> > resolver essa integral?
> 
> Nada *a* *ver*, no que toca o português. Em matemática, por outro
> lado, tem *tudo* a ver. Faz parte do conhecimento habitual
> (universitário...) que soluções de equações diferenciais lineares
> formam um espaço vetorial. Como a equação que você obtém é realmente
> linear, tudo ok. Assim, ao achar uma solução, você apenas tem que
> "acertar qual é o múltiplo correto" que dá a solução para a condição
> inicial que você tem. Repare que isso *só* vale para equações
> diferenciais lineares, que são bastante comuns, mas longe de serem
> todas que há!
> 
> Comentário final: tudo o que você fez tá bem certinho, mas faltou só
> prestar atenção em como "carregar a constante" ao longo das contas.
> Lembre que quando você integra, tem que "carregar uma constante" dos
> *dois* lados da equação. Muitas vezes (principalmente em exercícios)
> um dos lados será zero, mas na vida real, provavelmente os dois lados
> serão não nulos, e é sempre melhor você ter constantes "com sentido"
> do que ter apenas uma constante de um dos lados da equação. Ainda mais
> que, se for o caso de uma equação diferencial não-linear, a
> dependência com as constantes é beeeem mais complicada (mas também é
> bem menos provável que você consiga integrar explicitamente como a
> gente fez aqui, então....)
> 
> > []'s
> > João
> 
> Abraços,
> -- 
> Bernardo Freitas Paulo da Costa
> 
> =========================================================================
> Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
> =========================================================================
                                          

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