Concordo, Ralph.
O mais importante é ter consciência das razões para escolher uma forma ou
outra e ser consistente no uso dessas convenções.

Um grande abraço.

Hugo.

Em 28 de março de 2011 16:58, Ralph Teixeira <[email protected]> escreveu:

> Oi, Hugo.
>
> Realmente, as exceções são o principal problema -- com a minha
> convenção, eu tenho que lembrar dessas exceções o tempo todo (função
> f=0 ou funções não-analíticas). Sim, minha convenção é perigosa nesse
> sentido.
>
> Quanto ao p(x), acho chato separar aquele a_0. Além disso, agora eu
> vou querer derivar p(x) -- como escrever o que dá? Viu, é chato, agora
> você vai ter que separar o a_1. Argh. :)
>
> Mas, claro, como dissemos, é tudo questão de gosto -- o que não
> significa que é totalmente aleatório. :)
>
> Abraço,
>     Ralph
>
> 2011/3/25 Hugo Fernando Marques Fernandes <[email protected]>:
> > Quanto a 0^0=1... Como vc disse, "todas as indeterminações do tipo 0^0
> dão
> > 1, com raras exceções". O problema é que as exceções são raras mas elas
> > existem, então não se pode afirmar a igualdade.
> >
> > Além disso, escrever p(x)=SUM [(n=1 a M) a_n x^n] + a_0, por exemplo, não
> me
> > parece algo tão complicado.
> >
> > Quanto aos naturais, concordo que dizer que 0 é natural é uma convenção e
> > pode até ser útil em determinadas situações... além de não introduzir
> nenhum
> > problema, exceto uma mera questão de coerência linguística e
> antropológica -
> > seres humanos não contam dessa forma que o Nicolau sugeriu, ou pelo menos
> > não contam dessa forma naturalmente... mas ainda assim, é questão de
> gosto.
> >
> > Já o 0^0=1 eu não concordo mesmo...
> >
> > Abraços.
> >
> > Hugo.
> >
> > Em 24 de março de 2011 18:55, Ralph Teixeira <[email protected]>
> escreveu:
> >>
> >> Acho que a primeira convenção é útil, principalmente por dois motivos:
> >>
> >> i) Ela me permite escrever um polinômio de grau M como
> >> p(x)=SUM (n=0 a M) a_n x^n
> >> sem eu ter que ficar me preocupando com o caso x=0.
> >>
> >> ii) Se f(x) e g(x) são analíticas em volta de x=a, com  f(x)>=0, e
> >> lim(x->a)f(x)=lim(x->a)g(x)=0, então lim(x->a) f^g=1 (exceto se f for
> >> identicamente nula). Em outras palavras, todas as indeterminações do
> >> tipo 0^0 dão 1, com raras exceções. Então a "indeterminação" vira uma
> >> conta simples (mas que deve ser usada com algum cuidado).
> >>
> >> Quanto à segunda... pô, EU QUERO contar o conjunto vazio.... :) :) :) E
> >> prefiro
> >> {0,1,2,...}=N="naturais" e {1,2,3}=N*="naturais positivos"
> >> a
> >> {0,1,2,...}=Z+="inteiros não-negativos" (ou NU{0}) e
> >> {1,2,3,...}=N="naturais".
> >> A primeira opção tem menos bits... :) :)
> >>
> >> A propósito, uma vez o Nicolau me apresentou um argumento interessante:
> >> "A gente DEVIA usar o 0 para contar. Se há cinco balas na mesa, você
> >> tinha que contar assim: 0 (na primeira bala), 1 (na segunda), 2, 3, 4.
> >> O número de balas é o primeiro número "contador" que NÃO FOI DITO.
> >> Neste caso, 5.
> >> Sete balas? 0,1,2,3,4,5,6, então o cardinal é 7.
> >> Zero balas? Você não diz nada, e o primeiro que não foi dito é 0. Viu,
> >> funciona!"
> >>
> >> Mas, sim, concordo que o 0 exige um grau de abstração bem maior que os
> >> outros, então é menos "natural", no sentido literal em português... E
> >> a "vantagem" de "poder contar o conjunto vazio" com o mesmo algoritmo
> >> dos outros é bem irrelevante... :) :) :) :)
> >>
> >> Enfim, "tangerina" tudo bem, mas "totó" é muita onomatopeia pro meu
> >> caminhãozinho... :) :) :)
> >>
> >> Abraço,
> >>      Ralph
> >>
> >> 2011/3/24 Hugo Fernando Marques Fernandes <[email protected]>:
> >> > 0^0 = 1?
> >> > Sempre achei que 0^0 era uma indeterminação...
> >> >
> >> > Fora isso, dizer que 0 é natural é um assunto controverso, afinal
> >> > números
> >> > naturais são originários do processo de contagem... e ao contar,
> >> > começamos
> >> > por 1, não por zero... ou seja, o zero não é natural, ou depende de um
> >> > grau
> >> > de abstração maior que os demais números naturais, pelo menos.
> >> >
> >> > Só pra alimentar a polêmica, rss
> >> >
> >> > Abraços.
> >> >
> >> > Hugo
> >> >
> >> > Em 23 de março de 2011 18:18, Ralph Teixeira <[email protected]>
> >> > escreveu:
> >> >>
> >> >> Minha resposta é "diplomática" -- depende do que você chamar de
> >> >> fração. Defina do seu jeito, que seja conveniente para o que você
> quer
> >> >> fazer, e deixe claro a todos o que você está fazendo. Depois, seja
> >> >> coerente.
> >> >>
> >> >> (Ou seja, enrolei enrolei e não respondi.)
> >> >>
> >> >> Em Minha Modestíssima Opinião, fração é qualquer expressão do tipo
> a/b
> >> >> onde a e b são números ou até mesmo outras expressões. Então 1/(raiz
> >> >> de 2) é uma fração tanto quando 7/1 ou 25/pi ou (x+cos(y))/(z+w^2).
> Eu
> >> >> também diria que 3 não é uma fração, mas pode ser escrito como 3/1,
> >> >> que é uma fração... para mim, 45.78 não é fração, mas PODE SER
> ESCRITO
> >> >> como uma fração, 4578/100.
> >> >>
> >> >> Mas isso tudo é EMMO... Não, minto, é EMMC (Em Minha Modestíssima
> >> >> Convenção). Poxa, EMMC, 0 é natural, 0^0=1, aquele futebol com
> >> >> jogadores de madeira é "pebolim" e aquela fruta é "mixirica".... Não
> >> >> gostou? Vai encarar? :) :) :) :)
> >> >>
> >> >> Abraço,
> >> >>         Ralph
> >> >>
> >> >> 2011/3/21 fabio henrique teixeira de souza <[email protected]>:
> >> >> > Senhores, 1/(raiz de 2) é uma fração?
> >> >>
> >> >>
> >> >>
> =========================================================================
> >> >> Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
> >> >> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
> >> >>
> >> >>
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> >> Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
> >> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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> Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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