Bem..., tenho que admitir:

Você tem razão...

Mas basta aplicar o método para a divisão de polinômios proposto por
Briot-Ruffini (*) para mostrar facilmente que os coeficientes de q(x) são
todos inteiros.

(*): p(x)=q(x)(x-alfa) , sendo "alfa" uma das raízes inteiras de p(x) .

Aliás, esse tal de Ruffini era mesmo esperto: mostrou que não há solução
analítica para equações de grau superior ou igual a 5.

Obrigado pela lembrança!

Sds.,

2008/9/16 Bernardo Freitas Paulo da Costa <[EMAIL PROTECTED]>

> Cara, eu acho que a solução está certa, mas falta um detalhe... e
> pouco trivial na minha opinião :
>
> 2008/9/16 Bouskela <[EMAIL PROTECTED]>:
> > Se "alfa" é raiz de "p(x)" , então "p(x)" é divisível por "(x – alfa)" .
> Certo, mas em que sentido de divisível ? O que a gente pode dizer é
> que o polinômio tem raízes complexas, e portanto esta tal
> divisibilidade se dá em C[X]. Bom, como alpha é inteiro (e logo real),
> a gente pode fazer um pouco melhor (porque as raízes complexas vindo
> aos pares, o que sobra é sempre um polinômio com coeficientes reais),
> e conseguir R[X]. Daí, é um pulinho pra Q[X], porque é só "fazer as
> contas" e ver que o polinômio tem que ter coeficientes racionais (mas
> nada sabemos, ainda, sobre o denominador)
>
> > Logo, existe um polinômio "q(x)" , tal que "(x – alfa).q(x) = p(x)" .
> Exatamente, mas qual é a cara deste polinômio que é a questão : a
> discussão acima mostra que os coeficientes de q(x) são racionais.
>
> > Obviamente, o grau de "q(x)" é igual a "n–1" .
> Claro !
>
> > Seguindo sua notação: seja q(x) = b0.x^(n–1) + b1.x^(n–2) + ... + bn–1
> > O termo independente de  "(x – alfa).q(x)" é "–(bn–1).alfa" .
> > Como "(x – alfa).q(x) = p(x)" , este termo independente é igual ao termo
> > independente de "p(x)", i.e., "an" .
> > Logo: an = –(bn–1).alfa ; logo: an/alfa = –bn–1 .
> > Como "bn–1" é inteiro, "alfa" é divisor de "an" .
> Esta é a parte difícil (ao meu ver) do problema... Provar que se um
> polinômio a coeficientes inteiros divide outro, também a coeficientes
> inteiros, dando um quociente racional e resto zero, ENTÃO o quociente
> tem coeficientes inteiros também. Repare que este resultado, mesmo que
> pareça "óbvio", não é tão fácil assim de demonstrar : os coeficientes
> dos dois polinômios poderiam "conspirar" para dar um produto com
> coeficientes inteiros, mas algum de origem ter uma fração. Esse
> resultado é tão importante, que tem até nome !
>
> > 2008/9/16 Robÿffffe9rio Alves <[EMAIL PROTECTED]>
> >>
> >> Suponha que p(x) = a0.x^n + a1.x^n-1 ? ... + an-1.x + an seja um
> polinomio
> >> de grau n, com coeficientes inteiros, isto é, a0 diferente de 0, a1, a2,
> >> ..., an são números inteiros. Seja  ( alfa ) um número inteiro. Prove
> que se
> >> ( alfa ) for raiz de P(x), en~~ao (alfa ) será um divisor do termo
> >> independente an.
> >>
> >> Como faz ???
> >
> > --
> > Saudações,
> > AB
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>
> Abraços,
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> Bernardo Freitas Paulo da Costa
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> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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Saudações,
AB
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