Grato pelas duas respostas JM.
Um dos problemas hoje é a quantidade alta de publicações e a falta de
comunicação.
Muitas pessoas estão mais preocupadas em publicar os artigos deles que de
ler os dos outros.
E não é necessariamente fácil de ficar atento a tudo que está acontecendo.
Editar a Paraconsistent Newsletter me obriga a ver regularmente e
sistematicamente tudo o que está sendo publicado no assunto.
Os congressos também são importantes, é por isso que eu organizo e
participo de muitos eventos.
Seminários e agora webinários também são importantes..

A ideia do LUWebinar é de atrair mais atenção a artigos já publicados.
Muitos artigos publicados em jornais não são citados e nem lidos.
Com a Logica Universalis batemos todos os recordes de download  o ano
passado (2020):  21.743 downloads, para um jornal que começou em 2007 com
14 volumes com  cerca de 20 artigos por volume.
Comparativamente,  Studia Logica teve 27.753  downloads em 2020 numa
coleção de 108 volumes publicados com cerca de 50  artigos por volume.
A média de acesso a um artigo de LU é 15 vezes superior a de acesso a um
artigo de SL.
Isso, chamado de VISIBILIDADE, hoje  em dia é levado em conto tanto que o
fator de IMPACTO,  são os dois critérios importantes.

Outro problema relativamente a recepção de artigos de lógica matemática  é
de fazer a ligação entre técnicas gerais e casos particulares. O Arnon se
queixa que tem artigos que são publicados tratando de sistemas de lógicas
particulares provando resultados que são corolários triviais de resultados
gerais que ele provou, Acredito que Kaminski/Francez vão ter boas razões de
se queixar disso relativamente ao artigo que eles vão apresentar amanhã
(mas espero que nosso webinar ajuda a minimizar este fenômeno). Resultados
gerais e abstratos são difíceis de entender para pessoas que trabalham só
em casos particulares, isso é verdade da maneira geral na lógica e na
matemática.

Estou vendo isso no meu próprio trabalho, os resultados gerais que eu
provei são amplamente desconhecidos.
Do outro lado um do meus trabalhos que interessou mais pessoas, acima do
qual resultados e artigos foram publicados é meu artigo sobre a Lógica Z,
que trata de um sistema particular:
“The paraconsistent logic Z - A possible solution to Jaskowski's problem”,
Logic and Logical Philosophy, 15 (2006), pp.99-111
https://www.jyb-logic.org/Beziau_LLP_cor.pdf
O mais absurdo é que escrevi este artigo em 1997/1998 e foi publicado só em
2006, ficou na gaveta quase 10 anos.
Apresentei ele no congresso Jaskowski em 1998 em Torun, mas parece que o
Perzanowski (organizador do evento) não gostou e não quis publicar nos
proceedings do evento que foram publicados em "Logic and Logical
Philosophy" em 3 partes em 1999-2001.
Mas o Pietruszak que colaborou na edição desses volumes gostou do meu
artigo e o publicou depois que o Perzanowski saiu de Torun em 2004. Eu
nunca tive problema com o  Perzanowski, que conheci em São Paulo em 1992 e
que achei bem simpático e divertido (fomos juntos participar de uma festa
no consulado polonês de SP).  Encontrei ele muitas vezes na Polônia, até
depois que ele saiu de Torun, indo para Cracóvia. Encontrei ele lá em
Cracóvia um pouco antes dele falecer e ele me convidou a tomar um chá. Não
sei porque ele não gostou da Lógica Z e nunca falamos sobre isso.

JYB

On Tue, Nov 9, 2021 at 1:07 PM Joao Marcos <botoc...@gmail.com> wrote:

> > Permita-me por favor apontar que neste paper (produzido no escopo do
> > projeto GeTFun) você (e o Nissim) pode encontrar duas receitas para
> > fornecer sistemas de tableaux "clássicos" para _qualquer_ lógica
> > multivalorada (determinística):
> > https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0304397515006374
> > No caso da primeira receita, mais usual, não temos que nos preocupar
> > com o corte, pois esta sequer é uma regra usual em tableaux à
> > Smullyan.  No caso da segunda receita, que é justamente _baseada no
> > corte_ (à d'Agostino), obviamente também não faz sentido a gente se
> > preocupar com isso.  As pessoas se preocupam com cada coisa, né? ;-)
>
> A propósito, neste volume recente da Logica Universalis há um paper
> que propõe resolver um caso BEM particular do que nós resolvemos
> usando a nossa primeira receita:
> https://link.springer.com/journal/11787/volumes-and-issues/14-4
>
> Não há nada de mal em reinventar a roda.  Ela é bem útil!  Agora, agir
> como se ela não existisse...
>
> []s, Joao Marcos
>
> --
> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
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