Oi Claus. Vamos ver se fica legível. A matemática, que nada sabe de observaçãoDe onde vêm as ideias matemáticas: do mundo real ou da dedução pura?
- - - 3 <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/2018/11/a-matematica-que-nada-sabe-de-observacao.shtml#comentarios> - - - - EDIÇÃO IMPRESSA <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/fac-simile/2018/11/07/> - <https://app-na.readspeaker.com/cgi-bin/rsent?customerid=6877&lang=pt_br&readid=c-news&url=> - Diminuir fonte - Aumentar fonte O filósofo Auguste Comte (1798-1857), fundador do Positivismo, acreditava que a ciência é a "investigação da realidade". E colocava a matemática no topo: "É pelo estudo da matemática, e somente por esse meio, que se pode formar uma ideia correta e aprofundada do que se entende por ciência". Esse ponto de vista, que faz do método matemático o modelo e objetivo de toda investigação científica, é recebido de modo distinto por cientistas. Matemáticos tendem a repeti-lo sempre que possível (como acabo de fazer); colegas de outras áreas têm menor entusiasmo. Um dos críticos mais ferozes foi o biólogo Thomas H. Huxley (1825-1895), autodidata e debatedor temível. Tendo aderido às ideias de Charles Darwin (1809-1882) sobre a evolução, defendeu-as com tanto vigor e paixão que acabou conhecido como o "buldogue de Darwin". [image: Estátua "'O Pensador", do escultor Aguste Rodin, em frente ao Instituto de Artes de Detroit, em Michigan.]Estátua "'O Pensador", do escultor Aguste Rodin, em frente ao Instituto de Artes de Detroit, em Michigan. - Rebecca Cook/Reuters Os dois naturalistas também tinham em comum o fato de saberem quase nada de matemática. Enquanto Darwin lamentava a ignorância (“Lamento não ter avançado o suficiente para entender os grandes princípios da matemática, pois pessoas com esse conhecimento parecem possuir um sentido extra”), Huxley se irritava com menções à disciplina que não dominava. Seu ataque a Comte foi demolidor. Em artigo na revista Fortnightly Reviews, Huxley apresentou uma visão caricatural: "O matemático começa com algumas afirmações tão óbvias que são chamadas autoevidentes, e o resto do trabalho consiste em deduções sutis a partir delas". E ridicularizou Comte: "Quer dizer que o único estudo que pode dar 'uma ideia correta e aprofundada do que se entende por ciência' é justamente esse (a matemática) que não sabe nada sobre observação, experimentação, indução ou causalidade?". A refutação a Huxley ficou a cargo do matemático inglês James J. Sylvester (1814-1897), em palestra em 1869 perante a Sociedade Britânica para o Progresso da Ciência. Sylvester começou por afirmar a admiração por Huxley, o qual “se tivesse dedicado seus extraordinários poderes de raciocínio à matemática, teria se tornado tão grande como matemático quanto é como biólogo”. Mas pessoas inteligentes também erram ao falar do que não entendem, continuou. Sobre o artigo de Huxley, intitulado “Notas de um discurso após o jantar”, ponderou, com ironia, que talvez tivesse sido mais prudente fazer o discurso antes da refeição... Sylvester não chega a explicar satisfatoriamente de onde vêm as ideias matemáticas: do mundo real ou da dedução pura? No primeiro caso, como pode a matemática ser rigorosa? No segundo, como pode descrever a realidade? O Nobel da física Eugene Wigner (1902-1995) debruçou-se sobre essas questões no famoso ensaio “A efetividade nada razoável da matemática nas ciências naturais”, de 1960. As respostas intrigam os pensadores até os nossos dias. Marcelo Viana Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France. - Link externo, abre perfil de Marcelo Viana no Facebook <http://www.facebook.com/IMPABR> - Link externo, abre perfil da { $column->name }} no Twittermailto:[email protected] <http://twitter.com/impaoficial> On Fri, Nov 9, 2018 at 12:24 AM Claus Akira Horodynski Matsushigue < [email protected]> wrote: > > Olá caro João Marcos... > > Caso vc tenha acesso, será que poderia fazer um copy-paste do artigo aqui > para nós?? > > Grato, Claus > > > On Fri, Nov 9, 2018 at 12:02 AM Joao Marcos <[email protected]> wrote: > >> A matemática, que nada sabe de observação >> - De onde vêm as ideias matemáticas: do mundo real ou da dedução pura? >> por Marcelo Viana >> 07/11/2018 >> >> https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/2018/11/a-matematica-que-nada-sabe-de-observacao.shtml >> >> >> JM >> >> -- >> Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" >> dos Grupos do Google. >> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, >> envie um e-mail para [email protected]. >> Para postar neste grupo, envie um e-mail para [email protected]. >> Visite este grupo em >> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/group/logica-l/. >> Para ver esta discussão na web, acesse >> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAO6j_LgWT29ZL%2BzO15rr3ph-hxwk8z_0bzg5MQwLcJeAuqesXA%40mail.gmail.com >> . >> >> -- > Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo "LOGICA-L" dos > Grupos do Google. > Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie > um e-mail para [email protected]. > Para postar nesse grupo, envie um e-mail para [email protected]. > Acesse esse grupo em > https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/group/logica-l/. > Para ver essa discussão na Web, acesse > https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAJh6kGV%3Dgd%2B1Qw1P28zS1Vi9zi_1W_Fqn2JtskHExEfKBO3AEA%40mail.gmail.com > <https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAJh6kGV%3Dgd%2B1Qw1P28zS1Vi9zi_1W_Fqn2JtskHExEfKBO3AEA%40mail.gmail.com?utm_medium=email&utm_source=footer> > . > -- Marcelo Finger Departament of Computer Science, IME University of Sao Paulo http://www.ime.usp.br/~mfinger ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1391-1175 ResearcherID: A-4670-2009 -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. 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