Tem provas empíricas: p e do teorema da curva de Jordan. 

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On 23/08/2013, at 10:26, Ricardo Pereira <[email protected]> wrote:

> Oi, Marcelo e ALL!
> 
> Sobre provas empíricas em matemática, apesar de estranho, me parece
> uma analogia apropriada se considerarmos as "provas"
> estatísticas/probabilísticas com que alguns trabalham atualmente.
> Imagino casos onde eu esteja tentando construir uma prova sobre alguma
> característica que teriam certos números, mas paralelamente fizesse um
> computador sair testando na "força bruta" em busca de um
> contra-exemplo que pouparia meu trabalho (mostrando-o impossível).
> Estou falando baseado no que ouço de colegas que sabem mais matemática
> que eu, então posso estar sendo infiel em relação ao que eles queriam
> me dizer.
> 
> Concordo com o Marcelo quanto a ser mais apropriado usar o termo
> evidência, mas faço uma observação: dependendo das hipóteses
> consideradas, uma evidência empírica pode, ao meu ver, ter força de
> prova (como no caso negativo acima—imagino que o Marcelo esteja se
> referindo aos casos negativos como probabilidade zero, mas talvez essa
> minha observação ajude a alguém).
> 
> Ex.:
> 
> * O caso dos cisnes negros
> 
> - Hipóteses iniciais
> 
> H1: há somente cisnes brancos;
> H2: há somente cisnes pretos;
> H3: há cisnes de ambas as cores.
> 
> A primeira observação de um cisne negro eliminaria definitivamente H1,
> embora o acúmulo de cisnes pretos consecutivos seja capaz apenas de se
> aproximar da certeza em relação a H2. Mesmo assim, após zilhões de
> observações de cisnes pretos durante zilhões de anos em que
> estivéssemos racionalmente justificados em agir considerando H2 como
> verdadeira, a observação de um cisne branco eliminaria (com "força de
> prova") H2 e estabeleceria definitivamente H3.
> 
> Ou seja: a evidência afeta de maneira diferente qualitativa e
> quantitativamente as hipóteses dependendo do que elas negam ou
> afirmam.
> 
> 2013/8/23 Marcelo Finger <[email protected]>:
>> Olá.
>> 
>> Medidas empíricas são evidências, não provas.
>> 
>> "Evidência" aqui é entendido como um operador que transforma
>> probabilidades a priori (a prioris) em probabilidades a posteriori (a
>> posterioris).  Em tese, só um número infinito de evidências seria
>> capaz de gerar algo com probabilidade 1, ou seja, certeza.  Em
>> ciências, existe o conceito de "aceitável para a comunidade
>> científca", resultante da acumulação de evidências, que é quando a
>> probabilidade a posteriori se torna maior que um limite arbitrário.  E
>> isso não é prova, é aceitação.
>> 
>> []s
>> 
>> Marcelo
>> 
>> 
>> 2013/8/23 Jccac <[email protected]>:
>>> 
>>> 
>>> Soa estranho uma prova empírica para matemática mas na sua opinião a 
>>> possibilidade de tais estaria a priori eliminadas? Isso seria pq não 
>>> importa o quanto a medida seja exaustiva, nunca seria possível medir 
>>> empiricamente a precisão necessária para uma afirmação como Pitagoras, ou 
>>> pq simplesmente cada medida - ainda que tenha a precisão necessária - é 
>>> meramente particular e não atingiria assim nunca a generalidade dos 
>>> teoremas? Ou outra coisa?
>>> 
>>> Abs
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