Rapaz é no sentido de jovem pessoa. Nem prestei atenção ao nome de quem
era. risos risos Sinal de que a matemática não tem mesmo uma única
interpretação como querem alguns ortodoxos.

Em 30 de dezembro de 2012 20:30, Joao Marcos <[email protected]> escreveu:

> Olá, Tony:
>
> Creio que o tal "rapaz" conhece os teoremas de Gödel, e principalmente
> de "questões de implementação".  Talvez valha a pena você dar uma
> conferida no blog dele:
>   http://math.andrej.com/
> ou em seu perfil de publicações:
>   http://scholar.google.com/citations?user=u7JW7bIAAAAJ&hl=en
>
> Mais: se você tiver alguma dúvida sobre matemática computacional você
> pode perguntar diretamente para ele no MathOverflow.
>   http://mathoverflow.net/users/1176/andrej-bauer
> Ele costuma responder de forma extremamente eficiente.
>
> A palestra dele sobre ensino no TEDxLjubljana é também bastante bacana:
>   http://www.youtube.com/watch?v=Ms3N-Sjzudw
>
> [ ]s,
> Joao Marcos
>
> 2012/12/30 Tony Marmo <[email protected]>:
> > Então João, Aristóteles já tinha proposições indefinidas, que não eram
> nem
> > universais, nem particulares. A questão da implementação vai depender de
> > qual lógica ou sistema se tem em mente. O rapaz que escreveu o tópico não
> > desenvolveu esse lado da argumentação, não indicou que tipo de princípios
> > lógicos acha mais compatíveis com os problemas matemáticos. Ele,
> portanto,
> > apenas está reagindo à doutrina de que necessariamente pensamento
> > clássico=matemático e que tudo se resolve na primeira ordem. Só que os
> > argumentos dele se confinam ao campo das observações matemáticas, do modo
> > que ele as pode entender. E mais: ele deveria ler algo sobre os teoremas
> de
> > Goedell, que poderiam ser-lhe de grande interesse.
> >
> > Em 30 de dezembro de 2012 08:31, Joao Marcos <[email protected]>
> escreveu:
> >
> >> Posso não ter entendido o que você quer dizer com "implementação".
> >> Vale notar que em Isabelle, por exemplo, há três tipos de variáveis:
> >> livres, ligadas/mudas, e esquemáticas.  Apenas as variáveis
> >> esquemáticas podem ser instanciadas.  A "quantificação implícita"
> >> sobre as variáveis livres ocorre apenas no final de uma demonstração,
> >> quando tais variáveis (de qualquer ordem) são convertidas em
> >> esquemáticas.  De todo modo, tal conversão pode não ser interessante
> >> caso trabalhemos com lógicas não-monotônicas (com as quais Isabelle em
> >> princípio não trabalha).
> >>
> >> * * *
> >>
> >> O conteúdo do texto do Bauer linkado abaixo, de todo modo, tinha um
> >> objetivo mais conceitual, e terá seu apelo não apenas a teóricos de
> >> tipos mas também a categoristas, para além de lógicos de todas as
> >> demais estirpes.
> >>
> >> Confesso que a "razão 3" em particular me parece fraca, pois a objeção
> >> é eliminada se trabalhamos com a "definição correta" de *substituição*
> >> (substituir no contexto da quantificação citada resulta na mesma
> >> proposição de entrada).
> >>
> >> []s, JM
> >>
> >>
> >> On Sun, Dec 30, 2012 at 2:37 AM, Tony Marmo <[email protected]>
> wrote:
> >> > Estou de pleno acordo com a proposição título. A questão é saber como
> >> > implementá-la.
> >> >
> >> > 2012/12/29 Joao Marcos <[email protected]>
> >> >>
> >> >> um presente de natal de andrej bauer:
> >> >>
> >> >>
> >> >>
> >> >>
> http://math.andrej.com/2012/12/25/free-variables-are-not-implicitly-universally-quantified/
> >> >>
> >> >>
> >> >> jm
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