Legal. É isso. Não sabia que está em Cornell. Aproveite pois essas visitas são 
como hemodiálises para mim. 
Abraço
Décio



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Décio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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Em 23/09/2012, às 14:01, Marcelo Finger <[email protected]> escreveu:

> OI Décio.
> 
> Aqui em Cornell, uma amigo (brasileiro) fez e publicou uma "previsão", não 
> uma conjectura, do entrelaçamento entre feixes de luz num determinado 
> setting, com equações e o escambau.  Quatro anos depois, quando conseguiram 
> medir este entrelaçamento, valeu um artigo na Nature!
> 
> []s
> 
> 2012/9/23 Decio Krause <[email protected]>
> JM
> Uma conjectura não precisa ser necessariamente "demonstrada". Isso só faria 
> sentido se estivesse em um sistema axiomático no qual houvesse uma noção de 
> dedução sensata, etc. Se este fosse o caso, o que seria uma conjectura? Ou 
> seria um teorema ou sua negação o seria (supondo a lógica clássica).
> Nas ciências empíricas, onde isso acontece com mais sentido, não há uma 
> axiomatização razoável sendo suposta. Assim, "demonstrar" não é algo muito 
> preciso. Já viu algum dia a "dedução" da equação de Schrödinger em mecânica 
> quântica? Nenhum lógico ou matemático aceitaria aquilo como uma "dedução". 
> Foi algo heurístico, mas que funciona.
> De uma conjectura podemos sim tirar inferências, algumas por deduções mais ou 
> menos espelhadas no que se faz em matemática, outras meio chutadas, e 
> submetê-las ao teste. Isso é, claro que você conhece, mas falo para todos, a 
> essência do método hipotético-dedutivo.
> Assim, pergunto: o que é uma conjectura? Em que sistema?
> Não é uma discussão bacana?
> Abraços
> D
> 
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> Décio Krause
> Departamento de Filosofia
> Universidade Federal de Santa Catarina
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> deciokrause[at]gmail.com
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> 
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> 
> 
> 
> Em 23/09/2012, às 10:25, Joao Marcos escreveu:
> 
> > (ainda inspirado na conjectura/teorema ABC)
> >
> > o que fazer quando encontramos uma nova conjectura: tentar
> > demonstrá-la ou refutá-la?
> >
> > uma vez que tenhamos escolhido o que fazer, como fazer: usar uma
> > abordagem "procedimental" ou uma abordagem "orientada a objetos"?
> >
> > What are some other good examples of problems that are most known
> > today for creating new objects?
> > http://rjlipton.wordpress.com/2012/09/22/what-is-the-object/
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