JM
Uma conjectura não precisa ser necessariamente "demonstrada". Isso só faria 
sentido se estivesse em um sistema axiomático no qual houvesse uma noção de 
dedução sensata, etc. Se este fosse o caso, o que seria uma conjectura? Ou 
seria um teorema ou sua negação o seria (supondo a lógica clássica). 
Nas ciências empíricas, onde isso acontece com mais sentido, não há uma 
axiomatização razoável sendo suposta. Assim, "demonstrar" não é algo muito 
preciso. Já viu algum dia a "dedução" da equação de Schrödinger em mecânica 
quântica? Nenhum lógico ou matemático aceitaria aquilo como uma "dedução". Foi 
algo heurístico, mas que funciona.
De uma conjectura podemos sim tirar inferências, algumas por deduções mais ou 
menos espelhadas no que se faz em matemática, outras meio chutadas, e 
submetê-las ao teste. Isso é, claro que você conhece, mas falo para todos, a 
essência do método hipotético-dedutivo.
Assim, pergunto: o que é uma conjectura? Em que sistema? 
Não é uma discussão bacana?
Abraços
D

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Décio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-940 Florianópolis, SC -- Brasil
deciokrause[at]gmail.com
www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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Em 23/09/2012, às 10:25, Joao Marcos escreveu:

> (ainda inspirado na conjectura/teorema ABC)
> 
> o que fazer quando encontramos uma nova conjectura: tentar
> demonstrá-la ou refutá-la?
> 
> uma vez que tenhamos escolhido o que fazer, como fazer: usar uma
> abordagem "procedimental" ou uma abordagem "orientada a objetos"?
> 
> What are some other good examples of problems that are most known
> today for creating new objects?
> http://rjlipton.wordpress.com/2012/09/22/what-is-the-object/
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