Olá Júlio e lista,

Tudo bem?
Demorei um pouco demais. Mas acho que isso vale um outro assunto. Lá vai a 
minha tréplica da resposta anterior. Ficaria grata se alguém que entende de 
Fuzzy ajudasse. :-)

Júlio respondeu:
Se
 eu precisar de tantos níveis de verdade quanto forem as diferenças 
cromáticas, a complexidade não diminui em nada, sendo assim, por que não
 estabelecer, para cada diferença, um predicado diferente? Sem falar 
que, para um computador, trabalhar complexidades não é difícil. E mesmo 
que
 eu admitir os infindáveis níveis de verdade, acredito que a questão da 
bivalência ainda se coloca, pois, ainda que eu esteja tratando do 
enunciado do valor de uma fórmula (e é justamente esse o problema), eu 
só consigo tratar desse enunciado de maneira bivalente (a meta-linguagem
 que apresenta a linguagem-objeto Fuzzy, acredito, ainda é bivalente).

De fato a complexidade não muda, o que muda é que a favor da simplicidade da 
linguagem (e maior velocidade de respostas), se complexifica a noção de 
verdade. A meta-linguagem da Fuzzy pode ser probalística. Acho que isso não 
invalida sua leitura, entretando, fica minha dúvida, se uma maçã é 0.77 
vermelha, porque eu não seria verdade dizer que ela também é 0.50, ou 0.30, ou 
0.01 vermelha?  (-- mas não 0.50, 0.70, ou 0.99 não vermelha, informação essa 
que ficaria "difusa".)
Me parece que o problema aqui não é semantico, mas pragmático. Esta lógica 
funciona de acordo com o seu objetivo, e nem sempre duas possibilidades de 
resposta são suficientes. Por exemplo, uma camera para captar nossa maçã. Será 
preciso um certo número de sensores para quantidade de luz, foco, movimento, 
tremor, mas estes são limitados de acordo com as leis do mercado: menor custo, 
maior beneficio. A limitação não está na capacidade do computador, mas no custo 
disso. A resposta que queremos será o movimento de ajuste da lente, que não 
pode ser total ou nenhum, verdadeiro ou falso.



Bom, suas dúvidas, minhas dúvidas
Abraços,

Carol

Date: Sat, 14 Aug 2010 11:35:40 -0700
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To: [email protected]
Subject: [Logica-l] formulas mal-comportadas



Olá, pessoal,
        estou com outra dúvida! Assumindo que certas lógicas paraconsistentes 
não querem rejeitar o princípio da não-contradição, mas apenas restringi-lo, há 
algum parâmetro prévio em tais lógicas para diferenciar quais tipos de formulas 
a não-contradição se aplica e quais não? Isto é, há alguma outra diferença 
entre fórmulas bem-comportadas e mal-comportadas sem ser as diferenças geradas 
pelo fato de que uma aceita a contradição e outra não?  Em outras palavras, 
existe alguma outra justificativa lógica, interna ao sistema, para se aceitar 
as contradições de certas fórmulas sem ser o fato de que, se
 não aceitássemos tais contradições, o sistema explodiria?
Abraços,Júlio







       
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