De pleníssimo acordo! E que a alma não seja pequena, como "poemou" Fernando Pessoa!



Em 11/05/2010 09:34, Francisco Antonio Doria < [email protected] > escreveu:
De acordo, Marcelo. In totum.

2010/5/11 Marcelo Finger <[email protected]>
Caros.

Gostaria de me posicionar CONTRA a censura de nomes e ideias nesta lista.

Entendo que haja divergências e discordâncias, mas não é com censura
que iremos atingir o objetivo da lista, que é a discussão e
disseminação das ideias de lógica na comunidade brasileira.

Em particular, entendo que o Arthur tenha tido problemas com opiniões
contrárias às suas, e que até tenha se sentido ofendido por elas.  Mas
a censura nesta lista não irá resolver o problema, mesmo porque, como
o Arthur relata, parte do conteúdo do qual ele reclama não foi
endereçado a esta lista.  Se o problema for exacerbado, há outros
meios de resolvê-lo.  E se não for exacerbado, teremos de conviver com
os conflitos, o que em si mesmo é uma riqueza.

Eu também recebo a taques pessoais de gente que não conheço e que houve
por bem protestar do que falei ou não falei.  Não creio que a censura
iria resolver qualquer diferença aqui.  E a nomeação de um censor, ou
moderador, ou regulador, ou seja lá o que for, apresenta sérios
problemas.  Um deles é que as pessoas que seriam aceitas por boa parte
em tal papel certamente não aceitariam tal papel, e ele acabaria sendo
exercido de forma arbitrária.  Não há solução, a não ser a
convivência.

E, sinceramente, espero que o Arthur não deixe de contribuir com suas
opiniões a esta lista por causa da opinião de uns ou outros.

[]s

Marcelo

2010/5/10 Arthur Buchsbaum <[email protected]>:
> Caros colegas:
>
>
>
> Há uma questão que começou nesta lista, a lista acadêmica brasileira dos
> profissionais e estudantes da área de Lógica, da qual agora sinto
> necessidade em posicionar-me a respeito. Eu não queria antes abordar esta
> questão, pois esperava que a mesma se resolvesse de uma forma mais amena,
> mas vi que isto não mais parece ser possível.
>
> De prático, sugiro ao Prof. Walter Carnielli, como Presidente da Sociedade
> Brasileira de Lógica, que esta lista passe a ser moderada no sentido que
> ofensas e ameaças aos participantes da mesma não sejam mais toleradas, e que
> sejam banidas desta lista, até uma segunda ordem, os autores de tais ofensas
> e ameaças. Não me refiro a simples disparates, mas sim a atitudes
> deliberadas no sentido de ameaçar ou ofender, pois as mesmas não favo recem
> qualquer convivência social saudável. Gente que não é capaz de aceitar
> opiniões ou pontos de vista distintos dos seus próprios, e passa a ameaçar,
> a ofender ou sugerir a pura força bruta para intimidar pessoas não merece
> ter o direito de convivência com outros.
>
> Estou aqui relatando este assunto em público porque também fui ofendido e
> ameaçado em público, a partir desta lista, e não foi possível ainda resolver
> este assunto de outra forma.
>
> Estou me referindo à pessoa de nome Eduardo Ochs, que ultrapassou a linha de
> convivência social nesta lista e em outros lugares quando passou a me
> ameaçar e me ofender só por não ter gostado de ideias que expressei nesta
> lista, a partir de setembro de 2008 (por exemplo, vejam
> http://www.mail-archive.com/[email protected]/msg00185.html). Em todo
> este tempo, até agora, eu esperava que este assunto fosse simplesmente
> esquecido e superado, e que o Eduardo Ochs se dedicasse a outros afazeres.
>
> Infelizmente tal não ocorreu. Em agosto de 2009, durante o evento “Science,
> Truth and Consistency”, realizado na UNICAMP, do qual participei, ao
> realizar uma simples busca na Internet, descobri que o Eduardo Ochs mantém
> um sítio na Internet em que ele escreve a meu respeito tecendo novas ameaças
> e atribuindo a mim qualidades negativas vindas de sua imaginação,
> supostamente a partir de textos por mim escritos. Lá ele parece se sentir
> especialmente incomodado com o que escrevi ou expressei na lista de Lógica
> do Brasil (a este respeito, veja http://angg.twu.net/gald ino.html).
>
> Em recente viagem a Portugal, encontrei pessoalmente o Eduardo Ochs, e
> disse-lhe que não quero brigar com ninguém, que apenas expressei na lista de
> Lógica os meus pontos de vista, que isto é um direito meu e de todos nós,
> que ele pode escrever o que quiser, também dentro do seu direito, mas não
> possui o direito de ofender e ameaçar os outros. Disse-lhe também do sítio
> http://angg.twu.net/galdino.html, no qual ele escreve a meu respeito, de uma
> forma ofensiva, e pedi-lhe apenas para retirar o meu nome do mesmo, e que,
> de resto, ele pode escrever o que quiser. Ele não concordou em fazer isto,
> disse que vai manter o meu nome lá, e que atribui a mim certas qualidades
> negativas que ele quer ficar denunciando. Logo em seguida, o Alexandre Costa
> Leite tentou tamb� �m resolver isto, pedindo ao Eduardo Ochs para apenas tirar
> meu nome do sítio dele, o que ele novamente não concordou em fazer, dizendo
> que “todos são fiscais de todos”. Disse também, na presença minha, do
> Alexandre e do Edelcio, que ele só não cometeu ainda um certo ato (que não
> vou dizer aqui, para não expor desnecessariamente o Eduardo Ochs) por sentir
> a liberdade de poder escrever o que quiser.
>
> De imediato, digo ao Eduardo Ochs que ele não me intimida com suas ameaças e
> ofensas, e pode encontrar-se comigo na hora e no local que quiser, seja em
> minha residência, em meu local de trabalho, ou qualquer outro local, público
> ou não. Ressalto que não é do meu feitio agredir ninguém, nem pessoas nem
> animais, e não acredito em brigas, ofensas ou ameaças como forma de
> argumentação. Se assim fosse, aqueles que detêm a maior fo rça física seriam
> os maiores filósofos e cientistas. O conhecido boxeador Mike Tyson, que
> chegou a ser o campeão mundial na categoria de pesos-pesados, provavelmente
> me derrubaria, no primeiro soco, se nós nos encontrássemos e ele quisesse me
> atacar, mas isto não implica que as ideias que ele eventualmente professa
> sejam mais corretas ou melhores que as minhas. Em suma, não pretendo brigar
> com ninguém, mas não me furtarei a defender-me, em hipótese de ser atacado
> por alguém, e, neste caso, buscarei fazer isto com os meus melhores
> recursos. Seja qual for o resultado de uma eventual briga, o mesmo não
> provará em si nada quanto à validade ou não de quaisquer ideias. Além do
> mais, mesmo que eu venha a desaparecer um dia como pessoa, o que
> provavelmente ocorrerá em poucas dezenas de anos, pois quase todos nós somos
> mortais enquanto pessoas, as ideias que professei, se tiverem alguma
> importância, continuarão encontrando alguma forma de se expressar por outras
> pessoas. Neste momento, certamente, existem várias pessoas que as afirmam,
> talvez não de uma forma exatamente igual à minha própria, mas possuindo um
> conteúdo análogo.
>
> Ele já deve possuir o meu endereço residencial, pois enviei-lhe uma carta há
> tempos, contendo um ou dois DVDs, e, no verso do envelope, constava o meu
> endereço, como remetente da mesma. Se ele perdeu este envelope e ele quer
> meu endereço, eu dou-lho novamente. Pode encontrar-me também no meu local de
> trabalho: sou professor da UFSC, no Centro Tecnológico, no Departamento de
> Informática e Estatística (http://www.inf.ufsc.br/~arthur). Possivelmente
> irei ao próximo congresso d o quadrado de oposições, a ser realizado em
> Corte, na Córsega, de 17 a 20 de junho próximo. Naturalmente, tudo tem
> consequências, e ele, o Eduardo Ochs, terá que encarar as consequências,
> negativas ou positivas, de seus atos passados, presentes e futuros.
>
> As ameaças e ofensas que alguém profere, bem como a sua forma de expressão,
> refletem bastante o caráter de seu autor. Basta examinar o que ele chegou a
> escrever, e aí cada um pode tirar por si próprio as suas conclusões a
> respeito deste Eduardo Ochs.
>
> Voltarei a colocar aqui os pontos de vista que expressei anteriormente nesta
> lista, de forma sucinta, exatamente por ter sido ameaçado e ofendido por
> este Eduardo Ochs. Não pretendia voltar a falar aqui destes assuntos
> novamente nesta lista, pois já os tinha expresso suficientemente, mas as
> ameaças e ofensas levaram-me novamente à necessidade de expressar-me.
>
> Seguem, concisamente, alguns dos pontos de vista que expressei algumas vezes
> nesta lista:
>
> 1) Muitas universidades, quiçá a maioria delas, no Brasil e no mundo, estão
> bastante corrompidas. Têm se submetido a interesses menores, e se afastado
> do caminho da verdadeira Ciência e Filosofia. Diversas universidades
> públicas têm se prostituído na oferta de cursos pagos que não formam nem
> educam de uma maneira plena, e diversas universidades particulares o fazem
> de uma forma frequentemente ainda mais escancarada.
>
> 2) O que é denominado “Filosofia” nos Departamentos e Institutos de
> Filosofia, no Brasil e no mundo, não corresponde, em geral, ao sentido
> original desta palavra, apregoado por Platão e defendido por Pitágoras. Na
> melhor das hipóteses, é um e xercício intelectual, mas não constitui, em
> geral, filosofia genuína.
>
> 3) As universidades no Brasil e no mundo funcionam, em geral, de uma forma
> fragmentada e incompleta. Os seus diversos setores não se comunicam, atuam
> de uma forma quase estanque. E também não abrigam, em seu seio, diversas
> práticas e formas de conhecimento muito válidas e úteis.
>
> 4) Um bom uso da linguagem é de fundamental importância. Isto inclui ter
> consciência do que se fala e escreve. Em particular, na expressão de uma
> língua nativa, como por exemplo o português, dever-se-ia evitar
> estrangeirismos. Uma das consequências de um uso descuidado da linguagem
> está na possibilidade de sua crescente fragmentação e substituição por
> formas linguísticas cada vez mais pobres, e a volta à era dos simples
> “gritos” e “grunhidos” das fer as (a prática de ameaças e ofensas é um
> exemplo de mal utilização das palavras, as quais deveriam buscar manifestar
> as melhores ideias).
>
> 5) Acredito em Deus não como uma pessoa, mas como o Ser Supremo ao qual
> todos, assintoticamente, tendem. Também na Vida Infinita, que está além de
> qualquer morte. Não me envergonho de dizer isto, e não aceito que outros
> fiquem me censurando ou reprimindo por isto. A Inquisição da igreja católica
> já se foi há quase duzentos anos, e, hoje em dia, na maior parte dos países
> do mundo, incluindo o Brasil, prevalece a liberdade de opinião e de crença.
>
>
>
> De nenhuma forma, sou racista, nem nutro pré-conceitos de caráter social ou
> de grau de instrução, como o Eduardo Ochs parece estar imaginando a meu
> respeito. A julgar pelo comportamento de pelo menos uma pessoa no c ongresso
> de que participei recentemente, em Lisboa, é possível que este Eduardo Ochs
> tenha dito coisas indevidas e inverídicas a meu respeito. Duas mulheres que
> cheguei a amar muito eram mulatas escuras e pobres. Uma delas não tinha nem
> o primeiro grau. A segunda só o primeiro grau. Mas cheguei a amar e admirar
> muito a ambas, em diferentes épocas de minha vida, e só não estou com
> nenhuma delas até hoje porque as mesmas acabaram por não me querer. Muitos
> de meus verdadeiros amigos são pessoas que não ostentam posses e não possuem
> um grau destacado de instrução, mas eu as gosto e admiro pelo que são.
>
> Existem analfabetos sábios, como por exemplo Ramakrishna, e diversos
> doutores bem equivocados com o seu conhecimento parcial de especialistas.
> Com certeza prefiro os primeiros como amigos verdadeiros. Um hoje muito
> conhecid o ex-seringueiro da Amazônia não ostentava posses, era de uma origem
> humilde, mas possuía o maior tesouro da Vida. Devo a ele esta preciosa
> oportunidade de ter encontrado um ambiente propício a conhecer alguns dos
> maiores encantos da Vida.
>
> Ressalto que, no caso de eu ser julgado uma “ameaça” a esta sociedade, o que
> este Eduardo Ochs parece atribuir a mim, é função do Ministério Público e da
> Polícia tomarem as medidas cabíveis. Se ele acredita isto de mim, então que
> ele vá ao Ministério Público, munido das devidas provas, incluindo o que
> escrevi e publiquei, e as apresente a quem de direito. Mas ele mesmo não é
> policial nem juiz, não tem qualquer direito de ficar me ofendendo, ameaçando
> e intimidando. Tampouco um policial, promotor ou juiz tem este direito. O
> que o poder público pode fazer com qualquer um que perca o dire ito de viver
> livre em sociedade é julgar e prender o acusado, mas jamais este pode
> ofender, ameaçar ou intimidar ninguém, sob pena de violar os mais
> elementares direitos humanos, pois todo ser humano tem o direito de ser
> tratado com dignidade.
>
>
>
> Sinceramente,
>
> Arthur Buchsbaum
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