Caros colegas:
Há uma questão que começou nesta lista, a lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de Lógica, da qual agora sinto necessidade em posicionar-me a respeito. Eu não queria antes abordar esta questão, pois esperava que a mesma se resolvesse de uma forma mais amena, mas vi que isto não mais parece ser possível. De prático, sugiro ao Prof. Walter Carnielli, como Presidente da Sociedade Brasileira de Lógica, que esta lista passe a ser moderada no sentido que ofensas e ameaças aos participantes da mesma não sejam mais toleradas, e que sejam banidas desta lista, até uma segunda ordem, os autores de tais ofensas e ameaças. Não me refiro a simples disparates, mas sim a atitudes deliberadas no sentido de ameaçar ou ofender, pois as mesmas não favorecem qualquer convivência social saudável. Gente que não é capaz de aceitar opiniões ou pontos de vista distintos dos seus próprios, e passa a ameaçar, a ofender ou sugerir a pura força bruta para intimidar pessoas não merece ter o direito de convivência com outros. Estou aqui relatando este assunto em público porque também fui ofendido e ameaçado em público, a partir desta lista, e não foi possível ainda resolver este assunto de outra forma. Estou me referindo à pessoa de nome Eduardo Ochs, que ultrapassou a linha de convivência social nesta lista e em outros lugares quando passou a me ameaçar e me ofender só por não ter gostado de ideias que expressei nesta lista, a partir de setembro de 2008 (por exemplo, vejam http://www.mail-archive.com/[email protected]/msg00185.html). Em todo este tempo, até agora, eu esperava que este assunto fosse simplesmente esquecido e superado, e que o Eduardo Ochs se dedicasse a outros afazeres. Infelizmente tal não ocorreu. Em agosto de 2009, durante o evento Science, Truth and Consistency, realizado na UNICAMP, do qual participei, ao realizar uma simples busca na Internet, descobri que o Eduardo Ochs mantém um sítio na Internet em que ele escreve a meu respeito tecendo novas ameaças e atribuindo a mim qualidades negativas vindas de sua imaginação, supostamente a partir de textos por mim escritos. Lá ele parece se sentir especialmente incomodado com o que escrevi ou expressei na lista de Lógica do Brasil (a este respeito, veja http://angg.twu.net/galdino.html). Em recente viagem a Portugal, encontrei pessoalmente o Eduardo Ochs, e disse-lhe que não quero brigar com ninguém, que apenas expressei na lista de Lógica os meus pontos de vista, que isto é um direito meu e de todos nós, que ele pode escrever o que quiser, também dentro do seu direito, mas não possui o direito de ofender e ameaçar os outros. Disse-lhe também do sítio http://angg.twu.net/galdino.html, no qual ele escreve a meu respeito, de uma forma ofensiva, e pedi-lhe apenas para retirar o meu nome do mesmo, e que, de resto, ele pode escrever o que quiser. Ele não concordou em fazer isto, disse que vai manter o meu nome lá, e que atribui a mim certas qualidades negativas que ele quer ficar denunciando. Logo em seguida, o Alexandre Costa Leite tentou também resolver isto, pedindo ao Eduardo Ochs para apenas tirar meu nome do sítio dele, o que ele novamente não concordou em fazer, dizendo que todos são fiscais de todos. Disse também, na presença minha, do Alexandre e do Edelcio, que ele só não cometeu ainda um certo ato (que não vou dizer aqui, para não expor desnecessariamente o Eduardo Ochs) por sentir a liberdade de poder escrever o que quiser. De imediato, digo ao Eduardo Ochs que ele não me intimida com suas ameaças e ofensas, e pode encontrar-se comigo na hora e no local que quiser, seja em minha residência, em meu local de trabalho, ou qualquer outro local, público ou não. Ressalto que não é do meu feitio agredir ninguém, nem pessoas nem animais, e não acredito em brigas, ofensas ou ameaças como forma de argumentação. Se assim fosse, aqueles que detêm a maior força física seriam os maiores filósofos e cientistas. O conhecido boxeador Mike Tyson, que chegou a ser o campeão mundial na categoria de pesos-pesados, provavelmente me derrubaria, no primeiro soco, se nós nos encontrássemos e ele quisesse me atacar, mas isto não implica que as ideias que ele eventualmente professa sejam mais corretas ou melhores que as minhas. Em suma, não pretendo brigar com ninguém, mas não me furtarei a defender-me, em hipótese de ser atacado por alguém, e, neste caso, buscarei fazer isto com os meus melhores recursos. Seja qual for o resultado de uma eventual briga, o mesmo não provará em si nada quanto à validade ou não de quaisquer ideias. Além do mais, mesmo que eu venha a desaparecer um dia como pessoa, o que provavelmente ocorrerá em poucas dezenas de anos, pois quase todos nós somos mortais enquanto pessoas, as ideias que professei, se tiverem alguma importância, continuarão encontrando alguma forma de se expressar por outras pessoas. Neste momento, certamente, existem várias pessoas que as afirmam, talvez não de uma forma exatamente igual à minha própria, mas possuindo um conteúdo análogo. Ele já deve possuir o meu endereço residencial, pois enviei-lhe uma carta há tempos, contendo um ou dois DVDs, e, no verso do envelope, constava o meu endereço, como remetente da mesma. Se ele perdeu este envelope e ele quer meu endereço, eu dou-lho novamente. Pode encontrar-me também no meu local de trabalho: sou professor da UFSC, no Centro Tecnológico, no Departamento de Informática e Estatística (http://www.inf.ufsc.br/~arthur). Possivelmente irei ao próximo congresso do quadrado de oposições, a ser realizado em Corte, na Córsega, de 17 a 20 de junho próximo. Naturalmente, tudo tem consequências, e ele, o Eduardo Ochs, terá que encarar as consequências, negativas ou positivas, de seus atos passados, presentes e futuros. As ameaças e ofensas que alguém profere, bem como a sua forma de expressão, refletem bastante o caráter de seu autor. Basta examinar o que ele chegou a escrever, e aí cada um pode tirar por si próprio as suas conclusões a respeito deste Eduardo Ochs. Voltarei a colocar aqui os pontos de vista que expressei anteriormente nesta lista, de forma sucinta, exatamente por ter sido ameaçado e ofendido por este Eduardo Ochs. Não pretendia voltar a falar aqui destes assuntos novamente nesta lista, pois já os tinha expresso suficientemente, mas as ameaças e ofensas levaram-me novamente à necessidade de expressar-me. Seguem, concisamente, alguns dos pontos de vista que expressei algumas vezes nesta lista: 1) Muitas universidades, quiçá a maioria delas, no Brasil e no mundo, estão bastante corrompidas. Têm se submetido a interesses menores, e se afastado do caminho da verdadeira Ciência e Filosofia. Diversas universidades públicas têm se prostituído na oferta de cursos pagos que não formam nem educam de uma maneira plena, e diversas universidades particulares o fazem de uma forma frequentemente ainda mais escancarada. 2) O que é denominado Filosofia nos Departamentos e Institutos de Filosofia, no Brasil e no mundo, não corresponde, em geral, ao sentido original desta palavra, apregoado por Platão e defendido por Pitágoras. Na melhor das hipóteses, é um exercício intelectual, mas não constitui, em geral, filosofia genuína. 3) As universidades no Brasil e no mundo funcionam, em geral, de uma forma fragmentada e incompleta. Os seus diversos setores não se comunicam, atuam de uma forma quase estanque. E também não abrigam, em seu seio, diversas práticas e formas de conhecimento muito válidas e úteis. 4) Um bom uso da linguagem é de fundamental importância. Isto inclui ter consciência do que se fala e escreve. Em particular, na expressão de uma língua nativa, como por exemplo o português, dever-se-ia evitar estrangeirismos. Uma das consequências de um uso descuidado da linguagem está na possibilidade de sua crescente fragmentação e substituição por formas linguísticas cada vez mais pobres, e a volta à era dos simples gritos e grunhidos das feras (a prática de ameaças e ofensas é um exemplo de mal utilização das palavras, as quais deveriam buscar manifestar as melhores ideias). 5) Acredito em Deus não como uma pessoa, mas como o Ser Supremo ao qual todos, assintoticamente, tendem. Também na Vida Infinita, que está além de qualquer morte. Não me envergonho de dizer isto, e não aceito que outros fiquem me censurando ou reprimindo por isto. A Inquisição da igreja católica já se foi há quase duzentos anos, e, hoje em dia, na maior parte dos países do mundo, incluindo o Brasil, prevalece a liberdade de opinião e de crença. De nenhuma forma, sou racista, nem nutro pré-conceitos de caráter social ou de grau de instrução, como o Eduardo Ochs parece estar imaginando a meu respeito. A julgar pelo comportamento de pelo menos uma pessoa no congresso de que participei recentemente, em Lisboa, é possível que este Eduardo Ochs tenha dito coisas indevidas e inverídicas a meu respeito. Duas mulheres que cheguei a amar muito eram mulatas escuras e pobres. Uma delas não tinha nem o primeiro grau. A segunda só o primeiro grau. Mas cheguei a amar e admirar muito a ambas, em diferentes épocas de minha vida, e só não estou com nenhuma delas até hoje porque as mesmas acabaram por não me querer. Muitos de meus verdadeiros amigos são pessoas que não ostentam posses e não possuem um grau destacado de instrução, mas eu as gosto e admiro pelo que são. Existem analfabetos sábios, como por exemplo Ramakrishna, e diversos doutores bem equivocados com o seu conhecimento parcial de especialistas. Com certeza prefiro os primeiros como amigos verdadeiros. Um hoje muito conhecido ex-seringueiro da Amazônia não ostentava posses, era de uma origem humilde, mas possuía o maior tesouro da Vida. Devo a ele esta preciosa oportunidade de ter encontrado um ambiente propício a conhecer alguns dos maiores encantos da Vida. Ressalto que, no caso de eu ser julgado uma ameaça a esta sociedade, o que este Eduardo Ochs parece atribuir a mim, é função do Ministério Público e da Polícia tomarem as medidas cabíveis. Se ele acredita isto de mim, então que ele vá ao Ministério Público, munido das devidas provas, incluindo o que escrevi e publiquei, e as apresente a quem de direito. Mas ele mesmo não é policial nem juiz, não tem qualquer direito de ficar me ofendendo, ameaçando e intimidando. Tampouco um policial, promotor ou juiz tem este direito. O que o poder público pode fazer com qualquer um que perca o direito de viver livre em sociedade é julgar e prender o acusado, mas jamais este pode ofender, ameaçar ou intimidar ninguém, sob pena de violar os mais elementares direitos humanos, pois todo ser humano tem o direito de ser tratado com dignidade. Sinceramente, Arthur Buchsbaum
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