Você pode converter a questão original de Turing na formulação atual.

2009/6/4 <[email protected]>

> Sobre essa questão do problema da parada, tem um aspecto que acho
> interessante (minhas leituras são antigas, então não tenho muita certeza
> de que lembro tudo direito).
>
> A questão está relacionada ao seguinte:
>
> O trabalho original do Turing é sobre computações de números reais, o
> número computado sendo representado em um sistema simbólico qualquer.
>
> Isso significa que, para que o número seja computado, a máquina que faz a
> computação precisa imprimir toda a representação simbólica do número real,
> que no caso geral é infinita.
>
> Portanto, máquinas que computa corretamente número reais não deve terminar
> nunca suas computações.
>
> Se uma computação termina, ele diz que ela tem um "ciclo", se não termina,
> que é "livre de ciclos" (cycle-free).
>
> Daí que o problema da parada, na formulação original do Turing, é
> invertido: computação significativa, que produz resultado útil, é
> computação livre de ciclos, que não pára. E computação não significativa,
> que não produz resultado útil, é a computação que pára.
>
> Em algum momento da história da Teoria da Computação, houve um
> deslocamento: deixou-se de lado o interesse pela computação de números
> reais e centrou-se o interesse na computação com números naturais.
>
> Consequentemente, computação significativa passou a ser a que termina,
> caracterizando o resultado como finito.
>
> O que eu lembro de não ter conseguido localizar foi o momento em que essa
> passagem se deu, o autor, texto ou conjunto de textos que explicam ou
> justificam esse deslocamento.
>
> Todos os textos didáticos clássicos (Kleene, Rogers, etc.) já estão nessa
> nova postura.
>
> Mas se a teoria começou mais geral, relativa a números reais, porque se
> particularizou aos naturais? Somente por simplicidade? Dá para entender
> que os livros didáticos tenham feito essa opção.
>
> Mas a pesquisa como um todo parece que ficou confinada à computação com
> naturais, a ponto de muita gente pensar que computação com reais é
> desenvolvimento posterior da teoria.
>
> Ou houve mais alguma razão para esse movimento, além da razão didática?
>
> Alguém conhece algum texto que mencione isso?
>
> Abraços,
>
> Rocha
>
> > Não, é o halting problem, em ciência da computação, para meaquinas de
> > Turing. Decidir onde há divergências é a questão. O teorema de Turing é:
> >
> > Para uma máquina de Turing qualquer, e um input arbitrário, não há um
> > algoritmo geral que decida se a máquina para ou não.
> >
> > 2009/6/4 Newton José Vieira <[email protected]>
> >
> >> Prezado Dória,
> >>
> >> Tenho  ficado encucado com o que disse, lendo e relendo para ver onde é
> >> que
> >> entendi errado... Para mim é óbvio que todo problema de decisão com
> >> conjunto
> >> finito de instâncias é decidível (se n é o número de instâncias, um
> >> algoritmo para o problema é aquele que consulta a tabela de respostas
> >> corretas dentre as 2^n tabelas possíveis). Você acha que isso é pouco
> >> percebido em geral ou quiz dizer alguma outra coisa?
> >>
> >> Newton.
> >>
> >> Francisco Antonio Doria escreveu:
> >>
> >>> Não existe nenhum algoritmo capaz de resolver todas as instâncias do
> >>> Problema da Parada, mas - fato pouco percebido - é que, dado um
> >>> conjunto
> >>> finito de tais instâncias, podemos nesse caso particular escrever
> >>> sempre um
> >>> algoritmo que resolva o problema específico. Não dá é para fazer um
> >>> algoritmo global; entre outras coisas porque a complexidade
> >>> computacional
> >>> cresce sem limite.
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