On Fri, 2002-05-24 at 08:56, Marco Aur�lio P. de Carvalho wrote: > Pessoal, trabalho em um provedor de ADSL e sei q o problema de ter q ter um > provedor de internet para acessar ADSL/Speedy n�o e culpa da operadora de > telefone da regiao de vcs (Pelo menos aqui � BrasilTelecom) e sim pq como o > nome diz, eles n�o s�o provedores de internet, e logo n�o podem prover o > acesso de internet. > Internet banda larga e uma tecnologia q tende a crescer no brasil, mas uma > provedora normal n�o pode dar esse tipo de acesso pois ele depende de > estruturas na rede telefonica e soh a operado de telefonia local pode fazer > isso, ent�o para n�o se criar um monopolio e um centena de provedores terem > data marcada para fechar foi proibido q as operadoras de telefone sejam > provedoreres de internet. Quem te dah o acesso e a opadora, e o do provedor > deveria entrar com os servi�os agregados de provedor (E-mail, hospedagem, > suporte tecnico, etc...)
Sim, � uma pena que somente a operadora de telefonia possa prover uma
estrutura deste tipo. Agora, por outro lado, onde � que isso justifica
venda casada? Visto que a operadora de telefonia oferece toda a
infra-estrutura de rede, incluindo o IP, roteamento, etc., ent�o onde
que ela "n�o � provedora de internet"? Por acaso eu sou obrigado a pagar
s� pra ter um emailzinho, sendo que tendo internet eu posso usar
qualquer um dos milhares de emails gr�tis de web?
> Imagine se n�o precisasse de um provedor ?? vcs j� pensaram em quantos
> profissionais de inform�tica como eu ficaria sem emprego ?? c vcs fossem
> donos de provedores pensariam diferentes, se vc investissem um grana FDP
> para montar um provedor e derrepente vc n�o poder mais trabalhar pq vc n�o
> pode ser provedor de internet banda larga pois quem detem as linhas de
> tranmissi�o � uma mega empresa mundial tenho certeza q vcs pensariam
> diferente. Acho q o q deve acontecer e as operadores de telefone cobrarem um
> pre�o mais justo pela conex�o, e os provedores prestarem um melhor servi�o
> de suporte tecnico aos usuarios.
Ah, essa balela de "cobrarem um pre�o mais justo, prestarem melhor
servi�o, conseguirmos paz mundial" etc. etc. etc. � balela. N�o vai
acontecer. O problema se encerra no seguinte:
- 1994-1995: BOOM da Internet: usa-se linha telef�nica, muitos
provedores aparecem pra suprir demanda dos consumidores de usar PPP pela
linha telef�nica pra acessar a rede. O usu�rio paga X pra companhia
telef�nica pela linha serial (telefone) mais um Y para o provedor para
ter TCP/IP.
- 1998-2000: A linha telef�nica n�o consegue mais suprir a necessidade
de banda dos consumidores, mesmo com tecnologias como modem 56K. Em
pa�ses desenvolvidos, os acessos de banda larga (ADSL, Cable, etc.) se
tornam populares.
- 2000: A Anatel, sentindo que a onda de banda larga tamb�m iria
atingir o Brasil, percebe que a demanda dos consumidores agora �
diferente: eles necessitam da infra-estrutura b�sica de banda larga, do
tipo que n�o encapsula TCP/IP por uma linha serial, e sim vem de cara
junto com essa infra-estrutura. Como o IP vem junto com a
infra-estrutura, o intermedi�rio chamado de 'provedor', que no modelo
antigo trazia o TCP/IP passando pela linha serial, n�o � mais
necess�rio. Mas como a Anatel � mancomunada com estes provedores e com
as companhias telef�nicas, para garantir a EXIST�NCIA DE UM MODELO DE
SERVI�OS QUE EST� FICANDO OBSOLETO, ela cria uma lei artificial para
garantir que os provedores continuem tendo uma parte do bolo e que as
companhias telef�nicas lucrem mais ao ceder parte de infra-estrutura...
O que � isto? � din�mica de mercado. A injusti�a est� em a Anatel
for�ar um modelo que n�o mais se aplica, � simplesmente for�ado. Se
estes provedores n�o s�o mais necess�rios, ELES N�O DEVIAM SER USADOS!
Lei da oferta e procura - a procura por estes intermedi�rios come�a a
diminuir, porque n�o h� mais uma linha sem IP para que eles possam
colocar o IP por cima.
Marco Aur�lio, eu procuro acessar Internet porque preciso pro trabalho
e tamb�m uso para deleite pr�prio. Voc� vai me desculpar, mas eu n�o
acesso internet pra manter as pessoas que trabalham em provedor. Se voc�
vai perder o emprego porque eu n�o tenho mais necessidade do seu
servi�o, n�o � problema meu, e me for�ar a usar esse servi�o s� porque
sen�o voc� pode "morrer de fome" � NO M�NIMO sem sentido. Arranje outra
coisa pra fazer. S�rio, cara. Se uma demanda MOMENT�NEA surge por conta
de um momento hist�rico, voc� n�o pode exigir que esta demanda persista
s� porque sen�o iria perder o emprego.
OBS.: "De repente" � separado, n�o existe "derrepente". Foi mal, mas
essa express�o me incomoda...
[]s,
--
Patola (Cl�udio Sampaio) - Solvo S/A
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sleep
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