Em Wednesday 20 March 2002 22:39, Leandro Ferreira escreveu: > A sua mensagem me deixou em d�vida. Realmente eu n�o sei muito > sobre Linux, n�o sou administrador de sistema nem nada do g�nero. > Me considero um usu�rio final curioso. Ent�o, n�o consigo ver os > detalhes que vc comenta e gostaria de entender isso. Voc� poderia > me dizer pq a Conectiva est� desinteressada do usu�rio final na > sua opini�o? Que atitudes a empresa tomou e o que a Mandrake faz > que aponta em outra dire��o? Eu n�o consigo compreender isso. > Queria realmente saber que tipo de detalhe n�o sou capaz de ver. > Veja que n�o estou contestando a sua opini�o. Apenas quero ver o > que vc viu para dizer isso, e n�o consigo. > > J� comentei na lista que uso o CL7 pq acho mais f�cil, devido ao > apt. Acho que o Mandrake instala mais f�cil e exige menos > configura��o ulterior (falando de usu�rios finais como eu) que o > CL7. Digo que como usu�rio final o apt � decisivo para mim. > Instalei o Definity outro dia para ver como era e achei legal, > mas n�o me interessei pq n�o tem apt :-) N�o me vejo mais catando > pacotes no CD pra instalar um programa. N�o mesmo. > > Se voc� me esclarecer essa d�vida eu agrade�o muito pq respeito a > opini�o do pessoal da lista, pois j� vi que manjam muito mesmo do > neg�cio, e quero entender tudo o que puder desse mundo linux.
O momento econ�mico por que estamos passando exige que as empresas sejam lucrativas e que andem com suas pr�prias pernas. A �poca do capital abundante acabou. Sendo assim, distros como a SuSE, Red Hat, Conectiva e outras se concentraram no mercado corporativo. No mercado corporativo, os projetos tendem a ser maiores, mais lucrativos, de longo prazo e agregam uma s�rie de servi�os que ajudam a manter a empresa de p�. Isso � o oposto do usu�rio final que faz compras pontuais, n�o � especializado, depende de uma rede capilar de suporte (que sai muito caro para qualquer empresa). Voc� percebe claramente que todas essas distros (com exce��o da Mandrake) n�o est�o mais preocupadas em fazer uma distro totalmente f�cil para o usu�rio leigo. N�o significa que mais adiante eles n�o possam voltar a atacar o mercado dos usu�rios leigos, mas o momento hoje define outro tipo de estrat�gia. Tamb�m n�o significa que todas essas distros n�o estejam preocupadas em fazer um Linux ficar mais f�cil. Tudo est� ficando melhor no Linux com o passar do tempo, as interfaces, os aplicativos, a integra��o, a padroniza��o, etc. O apt, como voc� citou, facilita indistintamente tanto a vida de usu�rios leigos quanto empresas. A �nfase da minha discuss�o � dizer que o que me deixa tranq�ilo em rela��o ao Linux � que, por n�o ser propriedade de nenhuma empresa, o que eu posso fazer com ele n�o est� sujeito �s prioridades de uma empresa qualquer. Apesar de ver a SuSE, Conectiva, Red Hat e outros se concentrando no mercado corporativo (que tamb�m � minha praia), suas distros s�o �timas para o usu�rio leigo. Mas, mesmo que tivessem deixado de ser, outra empresa poderia assumir essa tarefa de deixar as coisas mais f�ceis para o ele, o que de fato j� acontece. []s -- Edgard Lemos [EMAIL PROTECTED] Usu�rio Linux n� 135479 Assinantes em 21/03/2002: 2244 Mensagens recebidas desde 07/01/1999: 159087 Historico e [des]cadastramento: http://linux-br.conectiva.com.br Assuntos administrativos e problemas com a lista: mailto:[EMAIL PROTECTED]
