Transcrevo mat�ria publicada no JB desta 5.a feira para cr�tica e discuss�o.
Algum participante da lista tem como comentar as defici�ncias do Netscape em
rela��o ao IExplorer ? �pera ou outros navegadores podem ser alternativas?
Um abra�o
Sergio Rosa
---------------------------------------------------------
Os primeiros ser�o os �ltimos
Apesar do dom�nio quase absoluto do browser Explorer,
da Microsoft, no mercado de internet, o Netscape resiste no meio acad�mico
brasileiro
MARINA LEMLE
Especial para o JB
Eles foram os pioneiros da internet e ser�o os �ltimos
a se render ao monop�lio do mercado.
Ideologia? Tamb�m. Mas dinheiro, seguran�a e comodidade
s�o outros fatores determinantes para professores universit�rios e
pesquisadores brasileiros permanecerem fi�is ao browser Netscape.
Acostumados ao navegador h� seis gera��es, n�o querem
chamar reload de refresh nem transformar bookmarks em favoritos. O Netscape,
assim como o sistema operacional Linux, simboliza a resist�ncia �s
estrat�gias comerciais da Microsoft, consideradas monopolistas.
Em janeiro de 1997, h� exatos cinco anos, o Netscape
tinha 70% de usu�rios, contra 28% do Internet Explorer, da Microsoft. A
situa��o se inverteu em 1999. Atrelado ao Windows, o Explorer
fazia-se presente em quase todos os PCs novos. Al�m disso, a partir da vers�o
3 o browser realmente melhorou muito. Hoje, algo entre 87 e 91% dos
internautas mundiais usam Explorer e apenas 8 a 12% continuam com Netscape.
Sites comerciais chegam a ter 98% de acessos por
Explorer, o que faz com que webdesigners e programadores se preocupem cada
vez menos com a adequa��o das p�ginas a outros browsers e
sistemas operacionais. Assim, o uso do Netscape vai se tornando invi�vel para
uma boa navega��o. Entretanto, p�ginas acessadas principalmente por docentes
e pesquisadores mostram que o browser ainda tem seu mercado, e isso deve ser
levado em conta por desenvolvedores de sites que pretendem alcan�ar tal
p�blico. A p�gina da Funda��o de Amparo � Pesquisa do Rio de
Janeiro, www.faperj.br, registra 30% de acessos com Netscape, que podem vir
de dentro das institui��es ou n�o. Na Coppe/UFRJ, cerca de 60% dos usu�rios
da Coppe usam Netscape, segundo c�lculo informal do gerente do Centro
Integrado de Servi�o de Inform�tica, Luis Felipe Vaz. Ele sup�e que 50% dos
docentes instalem o browser em casa tamb�m, mesmo j� tendo
Explorer. ''Ap�s muitos anos de cultura, eles se habituaram'', afirma.
Se n�o por h�bito, por necessidade. H� sistemas online
da UFRJ que s� aceitam inputs via Netscape. Por exemplo, o formul�rio Sigma,
que registra atividades de ensino, pesquisa e extens�o, funciona apenas com
Netscape 4.5 a 4.78. Resultado: quem n�o tem, instala ou usa o
micro do departamento, concorrid�ssimo nos �ltimos dias do prazo. A vers�o
para Explorer est� em desenvolvimento.
Software livre - A escolha das universidades por
Netscape tem origem econ�mica. N�o custa lembrar que para ter Explorer �
preciso ter Windows, e para ter Windows � preciso pagar (mesmo
que a taxa esteja inclu�da no pre�o do computador novo). Como se sabe,
dinheiro n�o � o forte da ci�ncia brasileira. Em universidades e centros de
pesquisa, boa parte das m�quinas funciona com sistemas operacionais gratuitos
da fam�lia Unix, como Linux (para PCs), Xenics, Solaris e Free
BSD. Neles, Explorer n�o roda. ''O uso do Linux ajuda a manter a cultura do
Netscape'', explica Gian Franco Barcellini, analista de suporte do Centro de
Computa��o da Unicamp.
Segundo Luis Felipe Vaz, os programadores preferem
sistemas Unix por serem gratuitos, mais antigos e abertos - isto �, permitem
adapta��es para aplica��es espec�ficas. ''A Microsoft tem
uma pol�tica de produtos limitados e que n�o funcionam muito bem'', diz. O
matem�tico Rodrigo Santiago Floriano, da Divis�o de Suporte a Redes do N�cleo
de Computa��o Eletr�nica da UFRJ, conta que quase todos os servidores da casa
rodam Unix, que os t�cnicos confiam. ''Estabilidade e seguran�a � Unix'',
declara.
O coordenador de tecnologia da Faperj e professor da
Coppe Luiz Fernando Legey detecta no meio acad�mico uma tend�ncia contra o
uso de produtos da Microsoft. ''Qualquer monop�lio � ruim,
ainda mais privado e na �rea de conhecimento'', justifica. Ele lembra que h�
um movimento pr�-software livre forte no Rio Grande do Sul. L�, governos,
universidades e outras institui��es implantaram juntos o Projeto Software
Livre, disseminando o uso desse tipo de programa no
estado.
Na UFPE, a dobradinha Linux-Netscape tamb�m impera,
segundo o coordenador dos laborat�rios de inform�tica da UFPE, Andr� Santos.
Mas a Microsoft est� bastante presente nos laborat�rios
de Recife. Para Silvio Meira, professor do Departamento de Inform�tica, a
disputa dos browsers terminou h� mais de dois anos. ''O Explorer �
indubitavelmente o browser. O Netscape est� perdendo funcionalidades''. Luiz
Felipe Vaz, da UFRJ, concorda: ''Antes o Netscape funcionava
melhor, mas hoje a situa��o se inverteu. Aos pouquinhos os docentes migram.''
Seguran�a - Se perde em funcionalidades, ganha em seguran�a. A amea�a de
viroses e espionagens leva empresas a adotarem o Netscape Mail, e
conseq�entemente o Netscape como browser default. A mira dos
hackers e terroristas virtuais s�o os programas da Microsoft, como o e-mail
Outlook Express e o pr�prio Explorer, que v�m apresentando perigosas falhas
de seguran�a, como as divulgadas pela empresa Security Focus e o
especialista b�lgaro Georgi Guninski.
Assinantes em 17/01/2002: 2228
Mensagens recebidas desde 07/01/1999: 150884
Historico e [des]cadastramento: http://linux-br.conectiva.com.br
Assuntos administrativos e problemas com a lista:
mailto:[EMAIL PROTECTED]