- O software da lista n�o aceita mensagens maiores que
13312 bytes, ent�o tive que dividir a mensagem em duas... senhores
moderadores, n�o seria melhor aumentar o limite?
Em Sun, Sep 09, 2001 at 04:24:04AM -0300, Kiss The Blade escreveu:
> Porque as id�ias de Richard Stallman sobre propriedade intelectual sao
> simpl�rias:
> Lenda numero 1: Propriedade intelectual "livre" gera inovacao - O conceito
> de "software livre" como fator evolutivo � falho no ponto em que
> entende-se que para haver inova��o � preciso pesquisa e desenvolvimento, e
> para haver estes � preciso investimento. A falta de exemplos de inova��o
> surgidos em ambiente de "software livre" � evidente no sentido em q, como
> nao h� investimento em P&D, a dita 'comunidade' tende a clonar iniciativas
> j� exploradas por outros grupos, j� que o resultado vis�vel de um
Ponto a ponto:
- N�o � s� a comunidade que desenvolve softwares livres. Empresas
comerciais tamb�m. Exemplos? IBM, Trolltech, Ximian...
- Existem projetos de software livre com muito dinheiro e
recursos em P&D. Exemplos? Nova gera��o do JFS da IBM, EVMS da IBM,
Open Source Laboratories (esse um em que a comunidade pode participar
bem ativamente, ainda por cima. Pesquisa e oportunidade de inova��o
comunit�rias!)
- D� pra argumentar que se voc� tem uma nova id�ia e quer que
ela seja difundida, o melhor jeito de implement�-la � com software livre.
Assim, inova��es de pequenos desenvolvedores podem ter sua difus�o e
aceita��o incrementadas com a libera��o do c�digo - vide gnutella e
seus clones, freenet, PGP/GPG, SSH, ReiserFS (que surgiu quando journaled
filesystem ainda era novidade; ent�o pode ser chamado de inova��o)...
- Inova��o � algo abstrato. O que seria inovar? Reimplementa��o
de uma velha id�ia com novos elementos, ou transformada pro presente?
Uso de componentes antigos para um novo modelo? Porque cria��o de algo
a partir do zero � realmente algo muito dif�cil, pois temos que nos
basear em algo; journaled filesystems usa o conceito de sistemas de
arquivos, orienta��o a objetos usa conceitos de programa��o estruturada
e engenharia de software anteriores � sua cria��o e da� por diante.
Eu aceito que seja 'inova��o' algu�m construir um sistema de arquivos
em cima do MySQL (mysqlfs) ou do Diamond Rio (riofs) (dois projetos
livres), algu�m pode n�o aceitar pois eles usam velhas id�ias em novos
contextos. Na computa��o de hoje, o que eu vejo mesmo � usar velhas
id�ias em combina��es diferentes e de novos jeitos. E nisso o software
livre me parece se sair muito bem, pois com a disponibilidade do c�digo
fica f�cil trocar as pecinhas de lugar para construir um novo programa,
como se fosse um Lego. Imagine, fazer uma interface CORBA embutida no
kernel :)
> investimento financeiro em pesquisa pode na maioria dos casos ser
> reimplementado a custo zero. Exemplos cl�ssicos sao os conceitos de
> usabilidade dos computadores copiados de empresas que investiram em
> pesquisa nessa �rea nas atuais interfaces gr�ficas abertas, os modelos de
> programa��o distribuidos/componentizados, etc. Nos casos conhecidos de
� verdade, pois id�ias, felizmente, ainda podem ser copiadas.
Existe uma press�o muito grande por parte de, er, certas empresas para
que patentes de id�ias em softwares possam ser registradas. Imagine se
ningu�m pudesse copiar elementos de UI? Ou ainda, imagine se nos prim�rdios
da computa��o tivessem patenteado o conceito de sistema operacional?
Mas disso o pr�prio mundo propriet�rio n�o age diferente. Windows
copia interface do Mac, Mac incorpora elementos do Windows, Next reimplementa
com novos elementos uma GUI, OS/2 tenta juntar tudo e p�r voz...
Mas voc� est� vendo apenas os elementos mais conhecidos do
software livre, aposto! Tamb�m temos inova��es. Claro que temos Afterstep
e Windowmaker, que constr�em em cima da interface do next; gnome e kde,
com elementos de windows; mas tamb�m temos Unix Desktop, um desktop
minimalista totalmente diferente dos que estamos acostumados; 3dwm, um
desktop 3d; e da� por diante...
> inovacao surgida em ambiente aberto (veja bem, aberto, a tal da id�ia do
> "software livre" nao era aplicada aqui, nem mesmo era usada a GPL nesses
> casos) como servidores HTTP, DNS, TCP/IP integrado ao sistema operacional,
> linguagens de formatacao como TeX, HTML etc., o financiamento em pesquisa
> e desenvolvimento e os tais softwares nao surgiram de programadores
> independentes comprometidos com uma id�ia de "software livre", mas de
> entidades governamentais como universidades, ex�rcito, ou centros de
> pesquisas de empresas q os mantinham para este unico proposito. Exemplos
E �rg�os p�blicos t�m mais flexibilidade para liberar seu c�digo,
pois s�o feitos justamente para beneficiar a sociedade, ao inv�s de
visar simplesmente o lucro. Claro que precisam se manter tamb�m, mas t�m
um compromisso mais estreito com a sociedade. E acho que n�o h� d�vidas
que a libera��o do c�digo, quando n�o h� fator s�rio que a impe�a (como
quest�es de seguran�a nacional- vide ex�rcito), beneficia a sociedade
como um todo.
> interessantes do que acontece qd a pesquisa e desenvolvimento fica a cargo
> de entidades com esse ponto de vista sao a distribuicao de Linux que se
> diz livre, mas que nesse ambiente nao gerou producao de software nenhuma
> apesar de um sistema de atualizacao (cujo conceito, BTW, j� existia em
> outros ambientes proprietarios). Outro exemplo, mas nao tao gritante pois
Suponho que voc� esteja falando do debian e do apt. Eu realmente
desconhecia a no��o de um gerenciador de instala��o e pacotes t�o integrado
e avan�ado quanto o do debian no mundo do software propriet�rio. Voc� tem
maiores informa��es sobre isso, incluindo exemplos concretos?
> nao � exatamente um produto da id�ia de "software livre" pregada por
> Stallman � o sistema operacional derivado daquele de Berkeley que se diz
> servidor mas at� hoje, quase dez anos depois, engasga no suporte a mais de
> um processador. No per�odo em q estes evoluiam em ambiente aberto,
Ora, � um servidor de um nicho espec�fico. Servidores n�o t�m
que ser necessariamente multiprocessados.
> software propriet�rio equivalente (versoes do Windows, Mac OS, Solaris,
> AIX) davam largos passos nas �reas de escalabilidade, usabilidade e
> criacaod e novas interfaces de intera��o com o usu�rio (reconhecimento de
> voz, de gestos, etc.). Obviamente, s� demonstraram avan�os aqueles
> softwares nos quais eram investidos tempo e dinheiro em pesquisa e
> desenvolvimento, os que estagnaram logo logo desapareceram tambem, aonde
Como disse o Edgard, o problema dos software propriet�rios
� que depois que conseguem conquistar mercado, sofrem estagna��o por
n�o haver mais motiva��o para inovarem. Apesar de que os exemplos
citados continuaram tendo concorr�ncia (exceto o Windows, por algum
per�odo de tempo; estou considerando o GNU/Linux como concorr�ncia pra
ele atualmente, mas sei que estou errado. De qualquer jeito, � um
motivo para a Microsoft inovar), e portanto tendo algumas inova��es.
Poucas. O AIX sofreu evolu��es internas, ficou mais robusto; o Solaris
ganhou adendos e pe�as interessantes, como o Veritas; o MacOS
recentemente criou a interface Aqua e virou Unix; e o Windows
integrou o browser ao Sistema Operacional, sofrendo um processo
judicial.
> eu chego � conclusao que, se o "software livre" gerado por essa
> metodologia fosse fornecido em igualdade de concorrencia com as
> alternativas propriet�rias, ou seja, custando uma certa soma, logo
> desapareceria.
Custando para quem? Para as empresas ou para o cliente?
Se 'de gr�tis' ele j� surge 'espontaneamente', imagina se
ainda custasse algo para os clientes, isto �, trouxesse lucro mais
imediato aos desenvolvedores!
E n�o preciso dar mais exemplos de empresas que custeiam
a P&D de software livre com algum outro objetivo - suporte ou adi��es
ao c�digo (reiserfs), dissemina��o (JFS - IBM), etc...
> Lenda numero 2: Suporte em propriedade intelectual "livre" � lucrativo
> para todos - Errado, � lucrativo para grandes grupos. A distribuicao de
> software como chamariz para a presta��o de servi�os � economicamente
> invi�vel para o desenvolvedor, pois para conquistar mercado ele
> necessitaria al�m de distribuir o software, prestar servi�os diferenciados
> em relacao aos N concorrentes que j� conhecem o funcionamento interno do
> software e por isso mesmo podem ter qualidade de servico igual � do
> proprio desenvolvedor. No meio desse mar de possibilidades, h;a sempre os
> tubar�es, como as IBMs da vida que, tendo hordas de programadores
> contratados para estudar o programa, e tendo uma rede de suporte ampla e
> nome conhecido, podem assim que perceberem um software lucrativo, sufocar
> o desenvolvedor principal justamente onde ele precisa obter capital, i.e.,
> na prestacao de servicos, oferecendo precos menores e "marca", e assim que
> este for eliminado, manter uma virtual exclusividade do suporte em cima
> deste software. Nao que nao possam surgir outros prestadores de servicos,
> mas que podem ser eliminados da mesmissima forma usando das mesmas
> tecnicas de eliminacao do anterior.
�, nisso voc� tem raz�o, n�o duvido que possa acontecer. Mas temos
exemplos disso no mundo real de hoje em dia? Teria sido a Great Bridge,
que fechou recentemente (ela ajudava no desenvolvimento do PostgreSQL),
v�tima justamente disso - com a entrada da RedHat no mercado, ela acabou
n�o tendo condi��es para se sustentar?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Continua na pr�xima mensagem
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