Eu realmente entendo essa situa��o e j� passei por isso tudo. N�o ganho a
vida como consultor, mas dou minhas "consultorias" gratuitas a diversos
amigos e empresas que j� trabalhei. O linux n�o vai ser solu��o para tudo
enquanto a plataforma de refer�ncias para desenvolvimentos em inform�tica
continuar sendo o Windows. Sempre (nesta situa��o)haver� um fabricante de
hardware que n�o liberar� drivers oficiais para o Linux ou mesmo as
especifica��es do produto para algu�m desenvolver o driver e sempre haver�
uma software-house que inistir� a entulhar seus produtos com tecnologias M$
n�o inteiramente port�veis e propiet�rias, como .Net, Active X, COM, OLE,
etc. Com este tipo de situa��o, � realmente insensato recomendar o Linux
como sistema operacional em alguns nichos onde n�o h� um pleno
desenvolvimento dos aplicativos. Por exemplo, recomendar o uso do Linux em
um bureau gr�fico para substituir Macs seria um suic�dio. O Gimp ainda n�o
possui todas as funcionalidades necess�rias e o Corel Draw do Linux � muito
ruinzinho (por causa da emula��o Wine) e provavelmente n�o ter�
prosseguimento (por causa do dinheiro M$ na Corel).

Entretanto, tenho calafrios quando as empresas pagam rios de dinheiro em
licen�as para fazer tarefas simples, como servidores de arquivos (que pode
ser resolvido com NFS ou Samba), servidores de email, ftp e Web, etc s�
porque h� alguns incompetentes ou ignorantes que n�o sabem como fazer o
mesmo no Linux ou que usam a compra das licen�as como meio de salvar a sua
pele (j� que fizeram diversas certifica��es M$). Sofro tamb�m quando vejo
milhares de 486s e 386s sendo jogados no lixo s� porque n�o rodam a �ltima
vers�o dos programas e sistemas M$ (e n�o vejo nenhum marketing M$ dizendo
sequer para usar a sua solu��o, o Terminal Server).

Uma certa empresa ia jogar 25 386s e 486s no lixo. Eles eram usados como
terminais de consulta de um aplicativo de controle de estoque e financeiro
em modo texto que rodava num servidor SCO Unix. Usavam um DOS e um programa
emulador de terminal piratas e, com medo da fiscaliza��o da Abes, decidiram
jog�-los fora, j� que n�o conseguiriam regularizar mais as licen�as dos
softwares (a M$ cobraria o pre�o de uma licen�a de Ruindows e a empresa que
fazia o emulador de terminal n�o mais existia). Eu vi o absurdo e n�o pude
deixar isso acontecer; instalei um Slackware antigo(eles tinham 4 ou 8Mb de
RAM) que foi meu primeiro Linux neles e tive um trabalhinho de configurar o
terminal (por causa do mapeamento de teclas).  Os computadores est�o em
opera��o at� hoje e a Abes j� n�o � mais uma amea�a.

Vejo muita empresa que compra no impulso hardwares de qualidade duvidosa e
com suporte problem�tico no Linux querendo que vc d� uma solu��o m�gica. Se
eles colocarem na ponta do l�pis o dinheiro que gastaram neste hardware
vagabundo MAIS as licen�as dos produtos comerciais, ver�o que sair� muito
mais caro do que adotar uma solu��o Linux envolvendo tamb�m hardware
compat�vel e de boa qualidade. Muita gente picha o StarOffice dizendo que �
lento e tal e coisa, mas com o dinheiro de um Office d� para comprar MUITOS
pentes de mem�ria e resolver o problema com troco ainda. Na faculdade onde
trabalho vejo PCs com processadores K6 500 com placas PC-CHIPs e 32MB de RAM
(sendo 4MB roubados pela placa de v�deo onboard). Pelo amore de Deus !!
Esses computadores j� rodam o Ruindows 98 se arrastando e logicamente �
invi�vel rodar o StarOffice num computadore desses. O processador n�o � o
problema. O gargalo � claramente a mem�ria. Quero ver quando o Windows XP
for lan�ado... provavelmente v�o jogar tudo no lixo.

Outra coisa que me deixa furioso � o completo desconhecimento de programa��o
em ambiente UNIX que vejo no Brasil. Todos s� perguntam: "Tem VB no Linux
?", "Tem Clipper ?", "Tem Delphi?". Felizmente v�rias destas perguntas j�
tem uma resposta sim, mas s�o sempre solu��es comerciais (os equivalentes
opensource ainda n�o est�o 100% funcionais) e n�o resolvem o problema de
depend�ncia em rela��o a PRODUTOS. N�o vejo ningu�m programando em C ou C++
no Unix aqui ! Claro que � mais dif�cil, mas as pessoas n�o se esfor�am para
aprender. J� cansei de sugerir isto em alguns projetos de uma determinada
empresa e o pessoal vai empurrando com a barriga at� que aperta o prazo e a�
fazem a requisi��o de compra das "solu��es m�gicas" M$, onde vc n�o precisa
usar muito o c�rebro, porque vem tudo mastigado. Se uma empresa faz um
aplicativo assim, n�o ficar� presa a nenhum produto ou empresa e nem mesmo
ao Linux, j� que basta recompilar o programa e usar em outras plataformas.


>     Bom... a minha luta (e acredito que seja a do Edgard e outros
consultores),
> � colocar para o usu�rio final um ambiente em que ele consiga fazer TUDO
que ele
> fazia no Windows.   Se voc� consegue, mesmo implicando em retreinamento,
ent�o o
> cara nunca mais quer voltar.
>     Se o cara � um usu�rio de empresa que s� usa M$-Office, compartilha
arquivos
> com servidores Win95 e navega na Internet,  ent�o isso se resolve f�cil.
Basta
> colocar um KDE (poderia ser o qvwm, mas deixarei no "padr�o" do Linux) com
> StarOffice, e deixe o Netscape com o Collabra (eu prefiro o Sylpheed).
Ah,
> sim!  habilite o Samba!  Eu ainda adiciono o Licq pra falar com o pessoal.
> Pra mim, uma m�quina dessas j� me atende pro meu dia-a-dia.
>     O problema complica � quando se quer rodar aplicativos que N�O tem
> equivalente no Linux.   Exemplos cl�ssicos s�o os programas do Governo -
INSS,
> GPRS,  IRPJ, IRPF ...     E a�?  como eles ficam?   O IRPF2001 por exemplo
> funciona bem no wine (j� testei), mas e o ReceitaNet que trava logo de
cara?
> Como resolver o problema do cliente, sem recorrer ao "maldito rwin"?
>     E eu s� falei do cliente corporativo, que trabalha (ou deveria
trabalhar)
> com um win2000 workstation.   e o dom�stico, que s� quer saber de
joguinhos?
> Tentei um velh�o de DOS (esse usa DOS4W) e o DosEmu simplesmente abortou!
Como
> se explica isso pro "pirralho"?
>      Bom... acho que j� expliquei o porqu� de tanto esfor�o.
>     Um abra�o
>     Syndson.



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