At 14:48 28/7/2001 -0300, Gustavo wrote:
>U�pa ! Assim vc me ofende !
N�o foi minha inten��o, apenas � uma opiniao pessoal minha. O que quis
demonstrar em minha mensagem � que analisando o hist�rico de nossa
comunidade, resultados PR�TICOS foram alcan�ados nao pelas disputas legais
envolvendo open source nem por discursos inflamados, ou evangeliza��es, ou
IPOs, ou pelo "apoio" (propositalmente entre aspas) das ditas grandes
empresas, e sim pelos cabeludos e nerds que revisam c�digo num quarto �
meia-luz.
Exemplo cl�ssico: testes da Mindcraft. Lembro-me que quando sairam esses
testes o efeito na midia e nessa lista foi igual a se o Papa tivesse
renunciado ao catolicismo e virado pai de santo. Houve threads enormes que
duraram quase dois meses (nao estou brincando) dando toda sorte de
explicacoes e fazendo conjecturas de todo tipo, discursos enooormes de
evangelizadores que no final, tinham apenas seu orgulho ferido. A m�dia
especializada gritou aos sete ventos, pseudo-escritores do tipo Eric
Raymond subiram aos microfones para falar como a Microsoft � desonesta,
como os testes foram injustos, e porque os resultados estavam errados, e
provando ponto por ponto, etc etc etc. (ainda d� pra achar alguns desses
fu�ando na internet)
Chegou ao ponto de engenheiros da RH pedirem novo teste, onde eles proprios
configuraram a maquina, aplicaram patches que eles proprios fizeram, com o
hardware q eles revisaram. Resultado? O Linux perdeu do NT do mesmo jeito.
E ent�o, todos os profetas voltaram para a moita.
Enquanto isso havia gente no c�rculo de desenvolvimento que sabia desde o
principio q os resultados procediam. Reescreveram boa parte do subsistema
de memoria, SMP, dos gargalos apontados pelo teste, e aplicaram isso no
n�cleo 2.4. Hoje, se os problemas apontados ainda existirem, pelo menos nao
sao tao gritantes quanto anteriormente.
Agora, quem foi que atingiu resultados pr�ticos aqui? A evangeliza��o, a
contesta��o, os rants, ou simplesmente aqueles q voltaram � prancheta de
desenho e refizeram tudo, como em qualquer projeto de engenharia,
essencialmente cientifico, onde nao h� envolvimento de religiao, direito
nem politica?
Esse � s� um exemplo do que acontece quando leigos d�o opini�o em um
assunto estritamente t�cnico.
Eu n�o sou contra o advogado, o politico ou o evangelizador como pessoa, e
sim como profissao ou ideologia quando interferem na minha �rea de
interesse. Tenho o direito de achar q advogados, evangelizadores e
politicos nao produzem nada de concreto para a tecnologia, e h� momentos em
q apenas atrapalham. Nada me impede de dividir com eles uma cerveja
(Antarctica, a unica com 2 pinguins), pois � apenas o velho e batido debate
ideol�gico.
>A comunidade, em minha humilde opini�o, implica em tarefas diferentes, para
>agentes com capacidades diferentes, pois *nem s� de p�o viver� o homem.*
Da minha parte, a partir do momento em que o agente nao-tecnico nao
interfere no trabalho do t�cnico (i.e., nao promete aquilo q nao pode
cumprir, nao adverte sobre algo q nao compreende), eles sao sempre bem vindos.
> > No final, a unica contribui��o q eles d�o � inform�tica s�o a DMCA e EULAs.
> > T� dispensando.
>
>Olha Thiago, pra ser sincero eu nem sei o que � isso.
DMCA, UCITA e outras aberracoes: www.badsoftware.com
EULA - End User License Agreement, licen�a usada pela MS e outras
fabricantes de software proprietario (aqle texto q aparece na instalacao de
qqer programa, onde vc tem q concordar e 99% do mundo n�o l�)
--
Thiago Pimentel -- [ - [EMAIL PROTECTED] - ] --
Programadores de verdade escrevem c�digo de verdade. Programadores surreais
usam Visual Basic.
-- Caio Begotti
Assinantes em 29/07/2001: 2259
Mensagens recebidas desde 07/01/1999: 125302
Historico e [des]cadastramento: http://linux-br.conectiva.com.br
Assuntos administrativos e problemas com a lista:
mailto:[EMAIL PROTECTED]