Em seg, 28 mai 2001, Lisias Toledo escreveu:
> Mas agora imaginemos que a esmagadora maioria dos usu�rios n�o entendem
> patavina do neg�cio. N�o diferenciam um byte de 8 bits... 8-P
>
> Como eles v�o fazer para sobreviver num ambiente destes? Pagando algu�m que
> sabe ou torcendo pra que algu�m fa�a de gra�a...
Este � um conceito importante do software livre. Software livre n�o � software
anticomercial.
Eu n�o sei programar. Ent�o chamo algu�m que saiba e se essa pessoa exigir
dinheiro pelo trabalho, nada mais justo.
Eu posso fazer v�rias coisas com esse programa que desenvolvedor fez. Eu posso
pedir que ele assine um contrato dizendo que tudo que ele desenvolver
para mim � de propriedade intelectual da minha empresa.
Quantos aqui j� n�o tiveram que assinar contratos desse tipo?
Depois eu posso licenciar o programa criado pelo desenvolvedor para outras
pessoas contanto que elas n�o o distribuam a outros, n�o modifiquem (nem que
seja para melhor�-lo), nem copiem para mais de uma m�quina.
O que eu fiz? Nada. S� explorei a intelig�ncia do desenvolvedor e a necessidade
de quem precisa de sua produ��o intelectual.
Nenhum dos dois pode tirar proveito da solu��o criada pelo desenvolvedor: nem o
usu�rio, nem o desenvolvedor.
O �nico que ganhou nessa hist�ria foi, de fato, o atravessador.
Isso � uma distor��o do uso das leis de propriedade intelectual, criadas para
proteger o criador (no caso o desenvolvedor) e n�o o intermedi�rio.
A luta de R. Stallman, criando a GPL, � contra essa distor��o que n�o ajuda em
nada o desenvolvimento da infom�tica, nem os desenvolvedores, nem os usu�rios.
A ind�stria de software acabou se tornando num grande ped�gio destinado a criar
fortunas espetaculares em detrimento da liberdade do desenvolvedor fazer o que
quiser com sua produ��o intelectual e da liberdade do usu�rio de fazer o que
quiser com a propriedade intelectual que ele adquiriu (quer seja de gra�a, quer
tenha pago por ela).
Assim, a GPL elimina o intermedi�rio porque impede que o direito autoral de
software caia nas m�os dos grupos econ�micos, ficando com o
desenvolvedor.
O cliente tamb�m n�o fica na m�o do desenvolvedor, pois pode copiar, modificar
e distribuir o trabalho � vontade, desde que o mantenha nessas condi��es para
os outros.
Concluindo, � liberdade para todos.
[]s
--
Edgard Lemos
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